FORMAÇÃO.: A TIBIEZA ESPIRITUAL DE UMA FREIRA RELIGIOSA!"

. Uma Freira Foi Parar No Purgatório Devido a Tibieza No Serviço a Deus
O evento seguinte é relatado na Vida da Venerável Madre Inês de Langeac, uma freira dominicana. Enquanto esta serva de Deus rezava no coro, uma freira que ela não conhecia apareceu repentinamente diante dela, vestida de forma miserável e com um semblante muito triste. Ela a olhou com espanto, perguntando-se quem poderia ser, quando ouviu uma voz dizer distintamente: 

"É a Irmã de Haut-Villars."

Essa irmã de Haut-Villars era uma freira do mosteiro de Puy, que havia falecido há mais de dez anos. A aparição não disse nada, mas seu semblante triste transmitia claramente sua grande necessidade de ajuda. Madre Inês compreendeu isso perfeitamente e, a partir daquele dia, começou a oferecer as mais fervorosas orações por ela. A falecida não se contentou com esta primeira visita: continuou a aparecer-lhe por mais de três semanas, quase em todo o lado e a todo o tempo, especialmente depois da comunhão e da oração, sempre demonstrando o seu sofrimento com a expressão de tristeza no rosto. Madre Inês, por conselho do seu confessor (Padre), sem falar com ninguém sobre a aparição, pediu à sua Priora (Superiora do mosteiro) que a comunidade fizesse orações extraordinárias pelos mortos em seu nome. 

Como a aparição sempre retornava apesar dessas orações, ela ficou com muito medo de que fosse uma ilusão. Deus dignou-se livrá-la deste sofrimento: esclareceu à sua caridosa serva Madre Inês, através da voz do seu anjo da guarda, que se tratava verdadeiramente de uma alma do purgatório e que ela estava a sofrer assim pela sua (tibieza no serviço de Deus). A partir do momento em que estas palavras foram proferidas, as aparições cessaram e é impossível saber quanto tempo mais esta infeliz mulher permaneceu no purgatório.

— Reflexão: 

A tibieza espiritual é uma das doenças mais sutis e perigosas da vida interior. Ela não é a rebeldia aberta contra Deus, mas uma frieza silenciosa, uma preguiça da alma que serve ao Senhor sem ardor, sem fervor, que cumpre o dever sem amor perfeito, e que, por isso, entristece o Coração divino. O relato da Irmã de Haut-Villars, narrado na Vida da Venerável Madre Inês de Langeac, revela com clareza como até mesmo uma religiosa, consagrada inteiramente ao serviço de Deus, pode cair na tibieza e como isso acarreta graves consequências para a alma, inclusive depois da morte.

Porque havia servido a Deus com negligência, não com pecados escandalosos, mas com indiferença, com falta de fervor. É o mal daqueles que não são frios nem quentes, mas mornos. Lembremos o que o Senhor falou na sagradas Escrituras sobre a alma tíbia: 

“Conheço as tuas obras: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, estou para vomitar-te da minha boca.” — (Apocalipse 3,15-16)

Estas palavras do Senhor ao anjo da Igreja de Laodicéia expressam a gravidade do estado tíbio. O morno não rejeita Deus, mas também não O ama de todo o coração; cumpre as práticas religiosas, mas com frieza; reza, mas sem desejo ardente de união com Cristo. Vive na mediocridade espiritual, sem lutar contra seus defeitos nem buscar a perfeição da caridade. São Francisco de Sales advertia:

 “A tibieza é o verme que rói as boas obras e faz perder o mérito delas. É um veneno suave que entorpece a alma até fazê-la dormir na rotina.”

E Santa Teresa de Jesus dizia:

“Nada ofende mais a Deus do que a alma que se contenta com pouco. O amor não pode ser medíocre.”

A tibieza, portanto, é um veneno silencioso:

Rouba o mérito das boas obras, pois são feitas sem intenção pura. Enfraquece a oração, que se torna mecânica e sem fé viva. Apaga o zelo, levando o cristão a não desejar mais a santidade.
Prepara o terreno para o pecado, pois quem não cresce no bem, cai.

Este relato da Irmã de Haut-Villars é um espelho para todos nós. Ela nos recorda que Deus não quer servos mornos, mas almas abrasadas de amor. A santidade não está nas grandes ações, mas em fazer tudo mesmo sendo pequeno, com grande amor e pureza de intenção. Pois, nos recorda São Paulo: 

"Sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor.” —(Romanos 12,11)

— Referência: 

Abbé François-Xavier Schouppe,s.j. (1823-1904) Le Dogme du Purgatoire illustré par des Faits et des Révélations Particulières - Part. I, cap. XXXIII)

(1) Rossign. Merv. 47. — (2) 19 de outubro.

E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz! 

℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.

Descansem em paz. Amém.

℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.

"Para Cristo,
 por Maria e José,
 em súplicas pelas
 almas do purgatório".🙏🏾

† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

Créditos na Imagem Via Página Apostulim Purgatorium.: https://www.facebook.com/Apostulim Purgatorium 

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