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19 junho 2026

DO VOTO DA CASTIDADE

  DO VOTO DE CASTIDADE
As virgens que se consagram ao amor de Jesus Cristo, ofertando-Lhe o lírio da pureza do coração, tornam-se tão agradáveis a Deus como os Santos Anjos, - certamente um efeito sublime da castidade virginal. Todas as virgens que buscam a perfeição são esposas queridas de Jesus Cristo, porque Lhe consagraram seu corpo e sua alma, e nada mais buscam nesta vida que agradar-Lhe. São João foi o discípulo amado de Jesus, porque guardou a virgindade. Justamente por esse motivo amava-o Jesus mais que aos outros discípulos, como a Igreja o insinua quando diz: "Foi escolhido como virgem pelo Senhor, e mais amado que todos os outros". 

As virgens são chamadas, na Sagrada Escritura, as primícias de Deus: "São virgens; esses seguem o Cordeiro aonde quer que Ele vá. Esses foram comprados dentre os homens, para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro" (Apoc 14, 4). Mas por que são chamados primícias de Deus? O Cardeal Hugo responde: "Como os primeiros frutos são mais agradáveis que os outros, assim também as virgens consagradas a Deus agradam mais ao Coração deste e constituem o objeto de seu especial amor".

Diz-se ainda, na Sagrada Escritura, que o Esposo Divino "se apascenta entre os lírios" (Cânt 2, 16). Esses lírios representam as virgens que conservam sua pureza por amor de Deus. Um expositor nota o seguinte nessa passagem dos Cânticos: "Enquanto o demônio procura a imundície da impureza, Jesus Cristo se apascenta [isto é, descansa,] entre os lírios da castidade".

O que, porém, deve aumentar consideravelmente a nossos olhos o valor da virgindade, é o louvor extraordinário que lhe tece o Espírito Santo, dizendo: "Tudo o que se aprecia não é comparável a uma alma continente" (Ecli 26, 20). Isso mesmo nos deu a entender a Santíssima Virgem, quando disse ao
Arcanjo que Lhe anunciava a divina maternidade: "Como se dará isso, se não conheço varão?" (Lc 1, 14). Maria, com essas palavras, mostrou que preferiria renunciar à dignidade de Mãe de Deus, a perder o tesouro de Sua virgindade.

Segundo São Cipriano, a pureza virginal é a rainha de todas as virtudes e o complemento de todos os bens. Santo Efrém escreve que as virgens que guardam a sua pureza por amor de Jesus Cristo, serão favorecidas por Ele em todos os pontos. São Bernardo acrescenta que a virgindade habilita a alma, de um modo todo especial, a ver o Divino Esposo nesta vida pela fé, e na outra pela luz da glória.  

Imensa é a glória que Jesus Cristo prepara no Céu às Suas esposas que na terra Lhe consagraram sua virgindade. Nosso Senhor mostrou um dia à Sua grande serva Lucrécia Orsini os sublimes tronos que ocuparão aqueles que serviram a Jesus Cristo em pureza virginal. Ao que exclamou ela: "Oh! Quão
agradáveis não são a Jesus e a Maria as virgens!" Os teólogos afirmam que as virgens receberão no Céu uma auréola especial, sendo ornadas com uma luzente coroa de honra e glória, pois se diz na Sagrada Escritura, a respeito das virgens: "Ninguém podia cantar esse cântico, senão aqueles cento e quarenta e quatro mil que foram comprados na terra". Explicando essa passagem, diz Santo Agostinho que a glória que Jesus Cristo concede às Virgens não confere aos outros Santos.
                                                                   (Continuação...)

-Tratado da Castidade, Santo Afonso Maria de Ligório

Grande é a satisfação de Jesus Cristo quando alguém se associa ao número de Suas esposas. Isso declaram aquelas palavras dos Cânticos: "Vinde, ó filhas de Sião, e vede o rei Salomão com o diadema com o qual o coroou sua mãe no dia de suas núpcias, no dia da alegria de seu coração" (Cânt
3,11). Isso, porém, vale só daquelas almas que se consagraram sem restrição ao amor do Esposo Divino. Desposando Jesus uma tal alma, quer que todo o Céu se alegre com Ele e entoe hinos de regozijo: "Alegremo-nos e exultemos e demos-Lhe glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro e Sua esposa está ornada" (Apoc 19, 7). Os ornatos com que Jesus quer ver ataviadas Suas esposas são as virtudes, particularmente o amor e a pureza, que são apresentadas nos Cânticos como coroas de prata e de ouro: "Nós te faremos umas cadeias de ouro listradas de prata" (Cant 1, 10). São estas as vestes pomposas e as joias com que o Senhor atavia Suas esposas, e das quais fala Santa Inês: "Ele circundou minha direita e meu pescoço com um colar de pedras preciosas, revestiu-me com um hábito bordado a ouro e ornado com artísticos relevos e deslumbrantes adornos".

Os seculares buscam coisas terrenas, mas as esposas de Jesus Cristo nada mais querem senão Deus; por isso delas se pode afirmar ao pé da letra: "Esta é a geração dos que buscam a Deus" (Sl 23, 6). "Ó esposas do Redentor, exclama São Tomás de Villanova, não deveis buscar qual de vós sobrepuja as outras por seu nascimento, seus talentos ou fortuna; examinai, antes, quem é mais agradável ao Esposo Divino, quem vive unida mais intimamente a Ele, quem é mais humilde, pobre e obediente". Ouçamos também o que diz o Espírito Santo: "Filho, quando entrares ao serviço de Deus... prepara tua alma para a tentação" (Ecli 2, 1), para sofreres com humildade e paciência, pois "o ouro e a prata se provam no fogo, e os homens que Deus quer receber, na fornalha da humilhação" (Id. v. 5). "Ninguém pode servir a dois senhores" (Mat 6, 24), a Deus e ao mundo. quem, portanto, quiser consagrar-se a Deus deve renunciar ao mundo, e quem quiser tornar-se esposa de Jesus Cristo deverá exclamar incessantemente: "Deus só é todo o meu tesouro e meu único bem".

São José de Calazans diz que, se não se der a Jesus todo o coração, não se Lhe deu nada. Isso é inteiramente verdade, porque nosso coração já é em si muito pequeno para amar dignamente a um Deus que merece um amor infinito; e esse pequeno coração deveria ainda ser dividido entre Deus e as
criaturas?

Como poderás, pois, tu, alma cristã, te incomodares com o mundo, depois de te consagrares a Deus? Esquece de tudo o mais e procura guardar o teu coração inteiro para teu Divino Esposo, que escolheste para Lhe dedicares todo o teu amor. Eu disse: teu coração inteiro, porque Jesus Cristo quer
que Sua esposa seja "um jardim fechado e uma fonte selada" (Cânt 4, 12); um jardim fechado, pois não deve receber a ninguém mais senão a seu Divino Esposo; uma fonte selada, porque esse Divino Esposo é zeloso e não permite que encontre entrada no coração de sua esposa outro amor que o amor por Ele. Por isso diz-Lhe: "Quero que me coloques como um selo sobre teu coração e sobre teu braço" (Cant 8, 6), para que a ninguém mais ames senão a Mim, e para que todos os teus atos sejam feitos com a única intenção de Me agradares. O Amado é colocado como um selo sobre o coração e o braço, diz São Gregório, quando a alma mostra por sua vontade (isto é, o coração) e por suas ações (isto é, o braço), quanto ama a seu celeste Esposo.

Quando o amor divino reina numa alma, expulsa toda a afeição que não se refere a Deus, pois "o amor é forte como a morte" (Id. it.). Como nada há que possa resistir à veemência da morte quando é chegada a sua hora, assim também não há nenhum impedimento e nenhuma dificuldade que não seja
superada pelo amor divino, quando ele se apodera de um coração. "Se um homem der todas as riquezas de sua casa, ele as desprezará como se nada tivesse dado" (Id., v. 7). Um coração que ama a Deus, despreza tudo o que lhe oferece e pode oferecer o mundo; numa palavra, ele despreza tudo o que não é Deus. São Bernardo diz que Deus, como nosso Senhor, exige de nós temor; como Pai, respeito; como Esposo, porém, unicamente amor.  

A Venerável Francisca Farnese não conhecia meio mais eficaz para estimular a si e às suas companheiras a tender à perfeição, do que a recordação de que eram esposas de Jesus Cristo. Está fora de dúvida, dizia ela, que cada uma de vós foi escolhida por Deus para se tornar santa, pois que vos
concedeu a grande honra de vos fazer Suas esposas. E, de fato, é essa uma graça inapreciável, que exige uma fiel cooperação. Santo Agostinho escreveu a uma virgem consagrada a Deus: "Tens um Esposo que é mais belo que tudo o que existe no Céu e na terra, e que te deu um penhor seguro de Seu amor escolhendo-te para Sua esposa. Podes concluir disso quão obrigada estás a pagar o Seu amor". Ó esposa de Jesus Cristo, não te ocupes mais contigo e com o mundo; não pertences mais ao mundo, nem a ti mesma, mas a Deus; e cuida unicamente em viver para esse Esposo que escolheste.

Escolheste a Deus por Esposo, mas primeiramente te escolheu o Senhor para Sua esposa. Quantas almas não deixou Ele no mundo, não lhes concedendo os favores que a ti fez? O Salvador preferiu-te a todas essas almas, não por seres mais digna, mas por te amar mais que às outras. Por isso te diz o Senhor, pela boca do Profeta (Ez 16, 8), que o tempo que te resta de vida é "um tempo para amar". Deves ligar-te a Jesus, teu Esposo, com toda a tua confiança e, com todo o teu amor, prender-te a Ele, que te amou desde a eternidade, que te criou por Sua bondade, e te chamou a Seu santo amor por meio de tantas graças especiais. Por isso, se o mundo solicitar o teu amor, ó esposa de Jesus Cristo, dizlhe com Santa Inês: "Aparta-te de mim, pábulo da morte. Desejas o meu amor, mas eu não posso amar a mais ninguém do que a meu Deus, que me amou primeiro". "Porque és a esposa de um Deus, diz São Jerônimo, reveste-te de um santo orgulho". Os seculares se orgulham de sua união com pessoas nobres
e ricas; tu, porém, podes te gloriar de uma sorte muito melhor, porque te tornaste esposa de um Rei Celeste. Dize, pois, cheia de alegria e santo orgulho: "Achei a quem meu coração ama; prende-lo-ei com meu amor e não O largarei mais" (Cant 3, 4). 

De fato, é uma imensa felicidade para uma virgem quando ela pode gloriar-se e dizer: "Aquele a quem os Anjos do Céu desejam servir, é meu Esposo. Meu Criador escolheu-me para Sua esposa, e, como Ele é o Rei e o Senhor do mundo, cingiu-me igualmente com uma coroa de rainha". 

Deves saber, entretanto, ó esposa do Senhor que lês esses louvores, que não possuis irrevogavelmente essa coroa enquanto permaneceres aqui na terra; poderás perdê-la novamente por tua culpa; para que ninguém ta roube, segura-a fortemente (Apoc 3, 11). Renuncia às criaturas, une-te cada
vez mais intimamente a Jesus Cristo pelo amor e pela oração, e suplica-Lhe sem cessar que não permita que te tornes outra vez infiel. Deves dizer-Lhe: Ó Jesus, meu divino Esposo, não permitais que me separe de Vós. 

E quando as criaturas quiserem apoderar-se de teu e daí expulsar Jesus Cristo, dize desassombradamente com o Apóstolo, confiada na assistência divina: "Quem me separará do amor de Jesus Cristo? Nem a morte, nem a vida, nem criatura alguma será capaz de nos separar do amor de
Deus" (Rom 8, 35).

[Nota: Quando o Santo Doutor fala da santa virgindade, refere-se às almas, tanto das mulheres quanto dos homens] 

-Tratado da Castidade, Santo Afonso Maria de Ligório

Fonte Via irmão Hoberdan Marques.: https://www.facebook.com/hoberdan.marques.79

30 maio 2026

FORMAÇÃO.: "TER UM NAMORO SANTO É MUITO MAIS DO QUE DEIXAR DE PECAR!

TER UM NAMORO SANTO É MUITO MAIS DO QUE DEIXAR DE PECAR!
Ter um namoro Santo é muito mais do que deixar de pecar. É muito mais do que viver a castidade. Isso é o mínimo. Ter um namoro Santo é buscar frequentemente a unidade espiritual para, assim, se preparar para a unidade que será selada sacramentalmente com o matrimônio. Ser um só.

A união espiritual se dá, principalmente, quando os dois amam e rejeitam as mesmas coisas; quando querem ser Santos; quando o amor a Deus é maior que qualquer outra coisa.

Quando os namorados entendem que precisam ter um namoro santo, para terem um noivado santo, um casamento santo e, assim, uma família santa, o Céu se alegra! Quantas almas não contemplarão a face de Deus a partir de um casal? Quantas almas não darão glória a Deus com os Anjos e Santos no céu?

Uma família santa, gera filhos santos.

O namoro deve ter sempre por finalidade o matrimônio e o matrimônio por finalidade os filhos. A santificação de um casal se dará justamente por sua vida matrimonial e o quanto serão generosos ao serem abertos às vidas que Deus quiser dar, às almas que Deus os quiser confiar.

Por fim, o namoro é uma época de conhecimento, de planos, de conversas. Não é uma época para se satisfazer, para ser egoísta com Deus, para ter prazer.

É um período em que as almas se conhecem, que vão colocando o coração no mesmo lugar no mesmo objetivo. Serem Santos e povoar o céu de Santos: esse deve ser o objetivo de qualquer casal de namorados.
(Autor desconhecido)



Texto Via irmão Márcio Moreira.: https://www.facebook.com/marcio.moreira.77964201

29 maio 2026

A PUREZA 28° DIA UM MÊS COM MARIA!

A PUREZA - 28° DIA - Um mês com Maria.

A pureza é a virtude mais límpida de Nossa Senhora. O esplendor da sua Virgindade sempre intacta faz d'Ela a criatura mais radiosa que se possa imaginar: a Virgem mais Celestial, toda "candor de luz eterna" (Sb 7,26). O dogma de fé na Virgindade Perpétua de Maria Santíssima, o dogma de fé na Concepção Virginal de Jesus por obra do Espírito Santo, o Dogma de fé na Maternidade Virginal de Maria: esses 3 dogmas investem a Imaculada de um esplendor virginal que "os céus dos céus não podem conter". (I Re 8,27) E através dos séculos, na Igreja, à ditosa Virgem, se inspiraram as filas angélicas das virgens que começaram já desta terra a viver só de Jesus para seguir o Cordeiro no tempo e na eternidade (cf. Ap 14,4). 

E se existiram ou existem dementes que querem jogar as sombras das baixezas deles sobre uma verdade de fé tão resplendente como a Virgindade de Maria, além de S. Jerônimo (que desbaratou os heréticos Elvídio e Joviniano) e S. Ambrósio (que escreveu páginas de encanto supremo sobre a Virgindade) toda a Igreja no seu caminho milenar celebrou e glorificou em Maria, a Toda Virgem, a Sempre Virgem na alma e no corpo, a Virgem Santa consagrada divinamente pela presença do Verbo de Deus que n'Ela se encarnou , revestindo-se da mesma Virgindade da Mãe.

**A ira de Deus**

Se volvermos o olhar para a humanidade, a visão de sonho e de encanto sobre a Virgindade Imaculada de Maria desaparece de modo súbito e brutal. Impureza, luxúria, sensualidade, adultério, pornografia, homossexualidade, nudismo, espetáculos imundos, bailes obscenos, relações pré-matrimoniais, contracepção, divórcio, aborto... Eis o espetáculo nauseabundo que a humanidade oferece aos olhos de todos. Santo Céu! Quantos abismos de torpezas nesta pobre Terra. Pode-se continuar assim sem provocar a ira de Deus? (cf. Ef 5,6). Maria disse pela pequena e inocente Jacinta (ignorante do verdadeiro significado daquilo que dizia) que os pecados que mais mandam almas ao Inferno são os pecados impuros. Quem poderia desmentir esta afirmação observando o teatro das vergonhas que o mundo mostra todos os dias? É verdade que o pecado impuro não é o pior nem o mais grave dos pecados. Mas é o mais frequente e o mais nojento. Isto sem dúvida. 

Nós conhecemos o valor da pureza proclamada por Jesus: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus." (cf. Mt 5,8); conhecemos os dois mandamentos de Deus que nos resguardam da impureza: 6º e 9º; conhecemos até a recomendação mais que enérgica de S. Paulo aos cristãos: "A fornicação e a impureza de toda espécie, não sejam nem nomeadas entre vós, mas o mesmo valha para as vulgaridades e os discursos triviais: todas coisas indecentes." (Ef 5,3-4) Conhecemos o ensinamento nobre do Catecismo da Igreja: "O 6º mandamento nos ordena de ser santos no corpo, portanto, o máximo respeito à própria pessoa e ao próximo, como obras de Deus e templo onde Ele mora com a sua presença e com a sua Graça"; conhecemos as firmes chamadas da Igreja com recentes documentos de primordial importância (Humanae Vitae). Conhecemos todas estas luminosas indicações para abater as seduções do mundo e da carne, mas a humanidade e até a cristandade não faz mais que escorregar continuamente para formas de costumes sempre mais degradantes, como homem animal que não mais compreende o que é espiritual, a favor do mais cego e obtuso ateísmo: quem entra na lúxuria, diz S. Ambrósio, abandona a via da fé! (cf. I Cor 2,14).

**Quais são os remédios**

A fuga das ocasiões, a oração e os sacramentos. Todo pecado impuro - de ação, desejo, olhar, pensamento, leitura - é pecado mortal. Precisamos nos defender com todas as forças, até à violência, caso precise, porque aquilo a que aspira a carne é morte, mas aquilo a que tende o espírito de vida é paz, porque desejo da carne é inimizade com Deus (cf. Rm 8,-7). Lembremos S. Bento e S. Francisco que se jogaram entre os espinhos para apagar a concupiscência que atrai e alicia (cf. Tg 1,14). Lembremos S. Tomás de Aquino que se serve de um tição ardente para desvendar uma insídia perigosa. Recordemos S. Maria Goretti que se deixa esfaquear por 14 vezes para salvar sua virgindade. 

As ocasiões mais comuns de pecado, porém, exigem, sobretudo, a mortificação dos olhos (evitar cinemas, leituras sujas), da língua (evitar as conversas torpes e os discursos licenciosos), dos ouvidos (não escutar canções e piadas vulgares), da vaidade (opor-se às modas indecentes). De tudo isto parece evidente que a vida do homem na terra é uma batalha (cf. Jo 71) e que é necessária a contínua vigilância com a ajuda de Deus (oração e sacramentos) para não se deixar dominar pela concupiscência (cf. I Ts 4,5). 

É humilhante, mas é esta a nossa real condição: carne e espírito estão sempre em luta cerrada entre eles: "Nos meus membros existe outra lei, que move guerra à minha alma e me torna escravo da lei do pecado que está nos meus membros" (Rm 7,23) S. Domingos Sávio, que rasgava as revistinhas que recebia dos companheiros; S. Luiz Gonzaga, que em público, chama a atenção de quem fala despudoradamente e se impõe penitências terríveis; S. Carlos Borromeu que desde menino se avizinhava amiúde aos Sacramentos; S. Afonso Maria de Ligório tirava os óculos quando o papai o levava ao teatro... São exemplos que deveriam nos convencer a usar todos os modos para guardar a pureza do coração e dos sentidos.

**Castidade conjugal**

Os problemas morais mais sérios são aqueles que se referem os esposos. A castidade conjugal é um dever de todos os esposos cristãos, e é um dever fecundo de graças e bênçãos. Mas os assaltos do maligno são maciços: contracepção e onanismo, divórcio e abortos estão massacrando os cônjuges cristãos, sem dizer das relações pré-matrimoniais, que são somente uma imunda profanação dos corpos e das almas daqueles noivos, escravos miseráveis da carnalidade. Desejam ter só 2 filhos; usam das pílulas e outros meios para evitarem gravidezes posteriores, profanando por anos e anos as relações matrimoniais que deveriam simbolizar a união entre Cristo e a Igreja (cf. Ef 5, 25) . "A pílula anticoncepcional vem do Inferno, dizia Pe. Pio, e quem usa comete pecado mortal". 

E ainda: "Para todo bom casamento o número dos filhos é estabelecido por Deus e não pela vontade dos esposos", e ainda: "Quem está na estrada do divórcio, está na estrada do Inferno". Pior ainda para quem cometer o crime do aborto!!! Que abram bem os olhos os esposos cristãos! Profanar o sacramento do matrimônio nunca acontecerá sem castigos e maldições sobre as famílias. Se lembrem bem que com Deus não se brinca! (cf. Gl 6,7).

**Votos**

*- Recitar 3 Ave-Marias em honra da virgindade de Maria;*

*- Eliminar e destruir qualquer coisa de não modesto que tenha consigo;*

*- Mortificar bem os sentidos, especialmente a vista.*

07 abril 2026

A CASTIDADE E A PUREZA

A castidade e a pureza não são apenas regras morais na vida cristã; são caminhos de configuração da alma a Deus, uma preparação interior para ver Aquele que é infinitamente puro. 

Os grandes doutores da Igreja ensinam que ninguém pode entrar no Céu sem que o coração esteja purificado, porque o Céu não é apenas um lugar — é a comunhão com a Santidade absoluta.

Santo Agostinho fala com profundidade sobre essa luta interior. Ele reconhece que o coração humano é inclinado aos prazeres desordenados, mas ensina que a pureza nasce do amor ordenado: amar a Deus acima de tudo. Para ele, a castidade não é negação do amor, mas sua verdadeira libertação. Quando o amor deixa de buscar a si mesmo e se volta para Deus, a alma encontra paz. Por isso ele diz que o coração permanece inquieto enquanto não repousa em Deus — e essa inquietação muitas vezes se manifesta na desordem dos desejos.

Já São Tomás de Aquino explica que a castidade é uma virtude ligada à temperança. Ela ordena os desejos do corpo segundo a razão iluminada pela fé. Não se trata apenas de evitar o pecado, mas de viver a harmonia entre corpo e alma. Para ele, a pureza é necessária para contemplar a Deus, porque o apego desordenado aos prazeres sensíveis obscurece a inteligência espiritual. Em outras palavras, quem vive escravo dos sentidos perde a capacidade de perceber as coisas divinas com clareza.

Santo Afonso Maria de Ligório, com sua linguagem direta e pastoral, insiste que a pureza é uma das virtudes mais amadas por Deus e mais combatidas pelo mundo. Ele ensina que a alma impura dificilmente persevera na graça, pois abre portas constantes para o pecado. Por isso, recomenda vigilância, oração e fuga das ocasiões de queda. Para ele, a castidade não se sustenta apenas pela força humana, mas sobretudo pela graça divina pedida com humildade.

E São João Clímaco descreve a pureza como uma antecipação do Céu na terra. Em sua obra espiritual, ele afirma que o homem casto se torna semelhante aos anjos, pois já vive, de certo modo, a realidade celeste. A pureza não é apenas ausência de pecado, mas uma transformação do coração, onde até os pensamentos e desejos são purificados.

Segundo esses mestres, a razão pela qual a pureza é necessária para entrar no Céu está no próprio ensinamento de Cristo: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”. Ver a Deus exige um coração capaz de suportar Sua luz — e essa luz não pode ser contemplada por uma alma presa às trevas do egoísmo e da desordem.

Assim, a castidade não deve ser vista como uma perda, mas como um caminho de liberdade e de amor verdadeiro. Ela purifica o olhar, fortalece a vontade e torna a alma capaz de amar sem possuir, de se doar sem se perder. É uma virtude exigente, mas profundamente bela, porque prepara o homem para aquilo que ele foi criado: a união eterna com Deus.

No fim, a pureza é isso: um coração inteiro, indiviso, totalmente entregue. E somente um coração assim pode, de fato, entrar no Céu.

Texto e Créditos na Imagem Via irmã Natália Coppens.: https://www.facebook.com/nathalia.coppens.2025

29 março 2026

VOCÊ VIVE A CASTIDADE NO NAMORO?!

Você vive a castidade? Você quer que seu relacionamento dure para sempre? É difícil segurar-se mediante os desejos sexuais? Você é um lutador que deseja viver a santidade no namoro? Então, esse post é para você.

A castidade é uma forma segura de proteger o amor entre um homem e uma mulher. É um meio seguro de promover o discernimento entre o casal de namorados para a escolha do matrimônio. Afinal, o que ela significa? A Igreja ensina que a castidade é uma energia espiritual, que protege o amor contra o egoísmo e a agressividade, e o conduz à plena realização.

Se você deseja proteger seu namoro do egoísmo e da agressividade, viva a castidade. Não viva só porque a Igreja pede, mas porque você quer se valorizar e proteger o amor entre você e seu namorado, caminhando a plena realização. A castidade comporta uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara: ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz.

Seguem as 10 dicas:

1. Decisão: Viver a castidade requer uma decisão pessoal e de ambos. Não basta somente uma pessoa querê-la; é preciso que os dois lutem por essa virtude.

2. Autoconhecimento: O autoconhecimento é fundamental, pois é necessário se conhecer para delimitar seus limites. Quais são os seus pontos fracos? Quais áreas de seu corpo são mais sensíveis? É importante você partilhar com seu namorado esses pontos, para que ele o ajude, não o provocando.

3. Autocontrole: O autocontrole é essencial para não se entregar aos impulsos sexuais. Uma pessoa livre para amar é aquela que consegue se controlar e não se entregar aos desejos da carne. É importante entender que um “não”, na hora que esquenta o namoro, é um “sim” ao amor. Por exemplo: quando a mulher está no período fértil de seu ciclo menstrual, ela está preparada para ter uma relação sexual. Por isso, uma escolha sábia é namorar em lugares abertos ou convidar amigos para sair.

4. Vida de Oração: O diálogo com Deus é que dará a graça sobrenatural e a força necessária para lutar contra um impulso natural. “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mt 26,41)

5. Diálogo: O namoro é um tempo próprio para conhecer e dar-se a conhecer. O meio mais seguro para fazer essa ponte é o diálogo. Quando você verbaliza aquilo que está no seu interior e até mesmo o que já aconteceu na sua história, você dá ao outro a oportunidade de conhecê-lo e acolhê-lo. Por isso, é importante você se expressar em relação à sua sexualidade. Quando ele avança o sinal, você se sente usado? Como você se sente quando ele não respeita o seu limite? Uma boa conversa pode ajudar nessa luta.

6. Mortificação: Aprendi com o meu diretor espiritual que é necessário se mortificar para alcançar autocontrole e domínio de si. Ofereça algo que você goste muito, seja uma comida, bebida ou qualquer outra coisa que lhe custe muito, pelo seu namoro. A castidade requer sacrifícios.

7. Perseverança: Não desista na primeira queda que você tiver. Se você cair, levante-se, confesse e recomece.

8. Conte com a intercessão dos Santos.

9. Lute: Vive a castidade quem é um lutador, quem luta contra si mesmo. Gosto muito de um pensamento de St Agostinho: “Enquanto vivemos, lutamos; se continuarmos a lutar, é sinal de que não nos renderemos e de que o Espírito bom habitará em nós. E se a morte não o encontrar como vencedor, deve encontrá-lo como lutador”.

10. Pedir o Espírito Santo de Deus: O Paráclito é aquele que o ajudará a viver todas as outras dicas. Peça sempre a ajuda dEle nessa luta pela pureza, pela castidade e santidade.

Deus abençoe o seu namoro e sua decisão de viver um namoro santo, que os conduzirá ao céu!

(Fernanda Zapparoli)

Créditos na Imagem Via Pinterest, Texto Via Página Moça de Deus.: https://www.facebook.com/mocadedeusof 

17 janeiro 2026

O QUE É A CASTIDADE?! PORQUE É IMPORTANTE VIVÊ-LA?!

O que é a castidade? Por que é Importante Vivê-la?


Quando falamos de castidade, é muito provável que nos encontremos com muitos mal-entendidos. Muitos acreditam que a castidade é o mesmo que “nunca fazer sexo” e que “isso é apenas para padres e freiras”. Poucos entendem o seu verdadeiro significado e isso faz com que não poucos reajam negativamente e façam ironias até ao mencionar essa palavra.

Talvez nós mesmos, em meio a tanta confusão e ignorância, não terminamos de entender bem o que é a castidade. Sua etimologia nos dá muitas luzes. Castidade vem do latim castus e significa puro.Sobre a pureza podemos dizer que a buscamos naturalmente em tudo. Por exemplo, quando bebo água, procuro que ela seja limpa e não suja. O mesmo podemos dizer do ar, do alimento, etc. Quando se trata de metais, de jóias acontece o mesmo: quanto mais puro maior o seu valor. Se pensamos nas pessoas, normalmente alguém sujo, fedorento, gera certo incômodo, enquanto que é agradável a presença de alguém limpo e perfumado.A castidade é a virtude que valoriza e purifica o amor humano. Nem tudo o que dizemos ser amor é verdadeiramente amor, nem todo amor necessariamente puro, livre de deturpações. Todo amor humano precisa continuamente se purificar para que não se contamine.Você deve estar se perguntando: mas o amor pode ser ou ter algo de impuro? O que pode torná-lo impuro? 
O EGOÍSMO faz impuro o amor, às vezes pode até disfarçar-se de amor para obter o que quer do outro, como se vê em uma pesquisa realizada entre jovens universitários nos EUA: 40% admitiram terem dito a uma mulher “te amo” só para fazerem sexo com ela.A castidade purifica o amor humano do egoísmo. E o que é o egoísmo? É colocar-se em primeiro lugar, buscar os próprios interesses antes que o bem dos demais. É “amar a si mesmo” por cima de todos e querer que o amem por cima de tudo. Sou egoísta quando quero que a outra pessoa faça o que eu quero e não o que é bom para ela. Quando anteponho os meus caprichos, os meus impulsos ou o meu prazer ao bem da outra pessoa. Se o primeiro que busco em uma relação é disfrutar do prazer que me dá, ainda que seja “de comum acordo”, estou sendo egoísta e a outra pessoa também. A relação se converte em um egoísmo compartilhado por dois solitários, por dois “mendigos” que buscam algo no outro que possa satisfazer de alguma forma o seu grande vazio interior, o seu grande vazio de amor.Ao egoísta não lhe importa fazer sofrer os outros, causar-lhe danos contanto que consiga o que quer. O egoísmo pode deformar e destruir um amor incipiente, um afeto verdadeiro entre um jovem e uma jovem. O egoísmo entra na relação quando os beijos se tornam exageradamente apaixonados, quando levados pelo impulso se excedem em carícias, quando não há um domínio pessoal e se avança cada vez mais, até consumar-se em uma relação sexual.Alguém pode questionar: “mas se os dois estamos de acordo e nos amamos, o que tem de mal?”

 Quando a busca do prazer e do sexo entram na relação antes do tempo (antes do matrimônio), a relação se distorce. Para que o amor cresça e amadureça, para que se converta em uma árvore sólida que dê bons frutos, tem que cuidá-lo com a castidade, com o respeito mútuo, colocando os limites claros e lutando juntos para mantê-los. (...):: Masturbação é pecado? Como me livrar deste vício? ::A castidade não limita o amor nem o reprime, mas o purifica do egoísmo e o eleva à plena maturidade. A castidade não vai contra de sua natureza, não é “antinatural” como alguns querem nos fazer acreditar, pelo contrário te “transforma de selvagem a humano e de humano a divino”, elevando sua natureza humana a um nível espiritual superior. Somente assim você será capaz de amar e ser amado como reclama o seu coração, porque você foi criado para o amor e porque somente um amor verdadeiro poderá satisfazer essa necessidade de amor que há no seu interior.Agora pergunto: que tipo de amor você quer para a sua vida? 
Um amor puro? Ou um amor contaminado pelo egoísmo? Se você leu até aqui, seguramente quer um amor puro, verdadeiro, autêntico, que responda aos teus anseios mais profundos, que traga paz, alegria e felicidade ao teu coração. Sim, o caminho para realizar esse amor é a castidade, a«energia espiritual que sabe defender o amor dos perigos do egoísmo e da agressividade, e sabe promovê-lo à sua realização plena» (São João Paulo II).Viver a castidade não é nada fácil, mas nos faz mais livres e felizes, possibilitando construir uma relação, uma família sobre a rocha. Exige coragem e acima de tudo uma grande confiança em Deus, pois se acreditamos que somente com as nossas forças podemos conseguir, certamente vamos cair e fracassar. Peçamos ao Senhor a graça de ter uma vida casta a exemplo da Virgem Maria, nossa Mãe Aparecida.O sexo tem um sentido muito profundo; é o instrumento da expressão do amor conjugal e da procriação. Toda vez que o sexo é usado antes ou fora do casamento, de qualquer forma que seja, peca-se contra a castidade.A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual (Cf. Gl 5,22-23). O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo. (Cat. §2345)“E todo aquele que nele tem esta esperança, se torna puro como ele é puro.” (1Jo 3,3) A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade do homem em seu ser corporal…Para se viver uma vida casta é necessário uma aprendizagem do domínio de si; ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz.
Santo Agostinho disse que: “A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por convicção pessoal e não por força de um impulso interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, libertado de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem e procura eficazmente os meios aptos com diligente aplicação.” (Confissões, 10,29,40).Para se viver segundo a castidade é preciso resistir às tentações através dos meios que a Igreja nos ensina: fugir das tentações, obedecer os mandamentos, viver uma vida sacramental, especialmente freqüentando sempre a Confissão e a Comunhão, e viver uma vida de oração. Muito nos ajuda nisto a reza do santo Rosário de Nossa Senhora e a devoção e auxílio dos santos. (cf. Cat. §2340)Santo Agostinho disse que: “A castidade nos recompõe, reconduzindo-nos a esta unidade que tínhamos perdido quando nos dispersamos na multiplicidade.” (Confissões, 10,29,40) A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que faz depender da razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana. (cf. Cat. §2341). O homem que vive entregue às paixões da carne, na verdade vive de “cabeça para baixo”; sua escala de valores é invertida; torna-se fraco. Não é mais um homem; mas um caricatura de homem.Infelizmente a sociedade hoje ensina os jovens a darem vazão e satisfação a todos os baixos instintos; essa “educação” é uma forma de animalizar o ser humano, pois coloca os seus instintos acima de sua razão e de sua espiritualidade.O domínio de si mesmo é fundamental para a pessoa ser capaz de doar-se aos outros. A castidade torna aquele que a pratica apto para amar o próximo e ser uma testemunha do amor de Deus. Quem não luta para ter o domínio de si mesmo é um egoísta; não é capaz de amar. Por isso, a castidade é escola de caridade. 
A Igreja ensina que: “Todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo” (Cf. Gl 3,27), modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade” ( Cat. §2348).Santo Ambrósio ensinava que: “As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência; isto significa viver a vida sexual apenas com o seu cônjuge. Existem três formas da virtude da castidade: a primeira, dos esposos; a segunda, da viuvez; a terceira, da virgindade. Nós não louvamos uma delas excluindo as outras. Nisso a disciplina da Igreja é rica (Vid. 23)”. ( Cat. §2349)Também os noivos são chamados a viver em castidade. A vida sexual só deve ser vivida após o casamento, pois só então o casal se pertence mutuamente, e para sempre, com um compromisso de vida assumido um com o outro para sempre.“Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus. Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade”. ( Cat. §2350)Fonte: https://www.a12.com/jovens-de-maria/noticias/detalhes/o-que-e-a-castidade-por-que-e-importante-vive-laFonte 2: https://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2014/07/24/o-que-e-a-castidade/ 


Fonte do Texto e Créditos na Imagem Via Página Virtudes Para Um Casal Católico Cristão.: https:\\www.facebook.com\virtudesparaumcasalcatolicocristao

28 dezembro 2025

O SENHOR NOS FEZ PARA A A PUREZA E A SANTIDADE E NÃO PAEA A FORNICAÇÃO E A IMPUREZA( I TESSALONICENSES 4,3-8)

O SENHOR NOS FEZ PARA A PUREZA E A SANTIDADE E NÃO PARA A FORNICAÇÃO E A IMPUREZA! (I Tessalonicenses 4, 3-8)
Precisamos exortar aos jovens "A pureza e a santidade dos seus relacionamentos tanto como o Namoro quanto o Noivado e Casamento!" O que se vê por aí é pessoas unindo-se sem o Sacramento Matrimonial sem falar do casamento moderno do Homossexualismo e do Lesbianismo que cresce mundo afora! Desculpa a Mordenidade, a Sociedade Contemporânea do Tempo Atual em Pleno Século XXI, nenhum dos tipos de Casamento aí citados acima é da vontade ou do agrado de Deus, nunca foi desde o começo da Humanidade e sim o "Casamento entre duas pessoas de sexo oposto" Devemos ensinar desde a adolescência e adolescentes juventude que essa tal da "Ideologia de Gênero" não existe e é coisa do Demônio e não de Deus!  É São Paulo em sua carta aos Tessalonicenses exorta.: "Essa é a vontade de Deus, a vossa santificação; que evitei se a impureza; que cada um de vós saiba possuir o seu corpo santa e honestamente, sem deixar levar pelas paixões desregradas, como os pagãos que não conhecem a Deus; e que ninguém, nesta matéria o prima nem defraude a seu irmão, porque O SENHOR faz justiça de todas estas coisas, como já antes vo-lo temos dito e asseverado. Pois Deus  não nos chamou para a impureza mas para a santidade. Por conseguinte, desprezar esses preceitos é despreza não a um homem, mas a Deus que nos deu o Espírito Santo! (I TESSALONICENSES 4, 3-8)

Também no Antigo Testamento no Livro de Tobias o Arcanjo São Rafael exortou também a Tobias quando estavam viajando para a média na casa de Sara a seguinte mensagem. : "Ouve-me disse-lhe o anjo que eu te mostrarei sobre quem o demônio tem poder; são os (as) que se casam, banindo Deus de seus corações (sem o Sacramento Matrimonial), e se entregam a  paixão como o cavalo e o burro,  que não tem entendimento: sobre estes o demônio tem poder. Tu porém continuou o anjo, quando te casares e entrares na câmara nupcial, "VIVERÁS NA CASTIDADE DURANTE TRÊS DIAS E NÃO VOS OCUPARMOS DE OUTRA COISA A NÃO SER DE REZAR JUNTOS, NESSA MESMA PRIMEIRA NOITE QUEIMARÁS O FÍGADO DO PEIXE, E AFUGENTARAS O DEMÔNIO, NA SEGUNDA NOITE, SERÁS ADMITIDO NA SOCIEDADE DOS SANTOS  PATRIARCAS, NA TERCEIRA NOITE RECEBERÁS A BÊNÇÃO QUE VOS DARÁ FILHOS CHEIO DE SAÚDE, DEPOIS DE PASSADA ESSA NOITE VOCÊ SE APROXIMARA DA JOVEM NO TEMOR DO SENHOR COM O DESEJO DE TER FILHOS DO QUE COM O ÍMPETO DA PAIXÃO, OBTENDO ASSIM A BÊNÇÃO PROMETIDA A RAÇA DE ABRAÃO!" (Tobias 6, 16)
Texto e Créditos nas imagens Via Página Virtudes Para Um Casal Católico Cristão.: https://www.facwbook.com/virtudesparaumcasalcatolicocristao 


Texto Étson Luis Schimpchak, autor e escritor desse Blogger Virtudes do Cavalheiro de Cristo, sou leigo católico, noivo de Neusa Ribeiro, paroquiano da Igreja Matriz Cristo Rei, e Comunidade Imaculado Coração de Maria, moro em Rio Negrinho, Santa Catarina, sou natural de Mafra Santa Catarina, ex-membro da RCC Comarca de Mafra, e ex-paroquiano do Santuário Nossa Senhora Aparecida, e Comunidade Santo Antônio de Pádua, Arquidiocese de Joinville, Santa Catarina, Arcebispo Dom Francisco Carlos Bach. 



14 dezembro 2025

DIFICULDADES NA CASTIDADE

DIFICULDADES NA CASTIDADE
Não poucos casais que vivem um namoro santo, hora ou outra, passam por dificuldades carnais.

Isso acontece pela própria natureza de nossa carne. A afinidade, o amor, a paixão em algum momento, talvez até de tensão ou ansiedade por problemas cotidianos, podem desencadear desejos carnais, que colocarão os casais em “saias justas”!

Mas e aí? O que fazer perante isso?

Para quem realmente quer ser santos e conduzir o outro à santidade, tais sensações e tais desejos são verdadeiros martírios e o sentimento de culpa, de sujeira, de decepção consigo mesmo são inevitáveis.

Porém digo, o que uma pessoa cheia de Deus me falou quando eu passei por maus bocados no namoro, numa época atrás: “se vocês se amam e já têm um tempo que se conhecem, dividem experiências, estranho seria se vocês não sentissem desejo um pelo outro. É normal sentir desejos. Nossa missão é não deixarmos nos dominar por eles para não ter como resultado a queda!” Sandro Arquejada, CN.

Nesta época, eu havia sentido algo que eu nunca havia sentido na minha vida, um desejo que eu nunca tinha tido antes, e para mim além do susto, foi muito penoso. Eu me punia a ponto de querer me agredir fisicamente, me bater, amenizar um pouco aquele sentimento de culpa. O tempo todo eu sentia nojo de mim e com isso me afastei do meu namorado (hoje noivo), vivia estressada dentro de casa, tinha vergonha de elevar meus olhos a Deus e entrei num estado de raiva pessoal muito grande, até que entrei na internet e comecei a procurar no site da Canção Nova matérias sobre namoro, e numa que me foi muito útil, enviei uma resposta - e-mail, e o Sandro Arquejada, autor da matéria, por graça divina, me respondeu afetuosamente e me aconselhou.
Com isso aprendi que não é por vivermos a castidade que não vamos sentir nada. Somos seres sexuados, nossa natureza nos conduz à união de corpos, mas aí está o bonito de viver a castidade e de sermos não apenas criaturas, mas filhos de Deus: podemos optar a irmos além da natureza da carne e podemos escolher ser mais divinos. A carne nos chama aos desejos, mas o espírito nos chama a graça.

Depois disso, comecei a ler mais sobre namoro, sobre a sexualidade em si, e sentamos, nós dois, conversamos sobre o assunto e conseguimos superar juntos esta fase.

É importante para o casal que tem vivido tais dramas, conversarem sobre o assunto, de forma sadia e sóbria. Sem exageros expor os objetivos e estabelecer limites. As tentações não são eternas. Seus desejos não são maiores que seu controle. Você pode controla-los e supera-los, mas é importante que entendam o que está acontecendo com vocês. Quanto mais escondermos o problema, maior ele fica. Quando colocamos tudo à luz do Espírito Santo fica mais fácil de ser resolvido. Nada que fica no escuro é capaz de se resolver, menos ainda sozinho.

Então o que aconselho? Como disse, conversem, exponham o objetivo de vida de vocês (a castidade) e estabeleça limites. Estes limites variam de casais para casais. Para alguns é pedra de tropeço os beijos, os abraços, ficarem sozinhos, carícias, um tipo de roupa, etc. Cada casal deve analisar o que têm desencadeado tais desejos. Segunda sugestão é se informarem sobre o namoro. Lêem livros católicos que os ajudarão a terem mais controle neste namoro, leiam matérias, bons textos, assistam palestras que os edificarão... 
Outra coisa é se confessarem, procurem auxílio na Igreja. A Igreja é o hospital que cura nossas feridas. Se sua consciência te condenou, procure a confissão e se lave na misericórdia de Deus. Comunguem, rezem juntos, se policiem, e tenham paciência consigo mesmos. A falta de amor para conosco mesmos nos afasta do amor a Deus e ao próximo. Se perdoe a si próprios. E a mesma misericórdia que vocês dispõem para os outros, disponham a si mesmos! Deus ama os que assumem os erros e se propõem a ser mais santos. Ele não deixou de te amar por tal descuido. Se ame também!

Contudo, como diz no Cerco de Jericó: “não há muralhas que o Senhor não possa derrubar!” Confie Nele, acredite em si e na história de vocês e sejam santos! Ele está com vocês!

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A CASTIDADE ENTRE OS JOVENS 

A castidade tem pouco a ver com não fazer sexo. Castidade não é, como muitos pensam, não fazer sexo. Por exemplo, um casal que recebeu o Sacramento do Matrimônio também deve ser casto. Já uma pessoa que não é virgem e só pensa em sexo, busca fazer sexo toda hora, vê pornografia, pratica onanismo (masturbação), alimenta pensamentos e olhares impuro, ao contrário que muitos possam pensar, não é casta – ela só não faz sexo, mas não por amor a Deus, ao seu corpo e ao corpo do próximo, mas sim porque não conseguiu ninguém para fazer sexo com ela. 

A castidade não está intrinsecamente ligada à virgindade, mas sim à pureza. Não adianta nada a pessoa não ter relações sexuais mas ver pornografia, ficar de agarração com outra pessoa, seja namorada(o) ou não, consentir em desejos, pensamentos e olhares impuros. Isso não é ser casto. A pessoa que assim age está em pecado mortal tanto quanto àquela que pratica fornicação. 

Se você não é mais virgem, não há problema, você ainda pode e deve ser casto. Se você é casado(a), você também é chamado a viver a castidade em sua vida conjugal. Todos nós somos chamados à castidade – basta ter coragem e aceitar, por amor a Deus, ao seu corpo, que é templo do Espírito santo, e ao corpo do seu próximo, que também é templo do Espírito Santo.

Se queres ser feliz, sê casto – diz Santo Agostinho de Hipona, bispo e doutor da Santa Igreja, que, antes de se converter, viveu em todos os tipos de impurezas. Se ele pôde ser santo e casto depois de ter vivido imerso na impureza, na vida pecaminosa, você também pode. Basta querer e pedir, com humidade, o auxílio dos céus, que prontamente será atendido, pois, como diz Santo Afonso Maria de Ligório: A castidade é uma virtude que não podemos praticar se Deus no-la não concede. Deus, porém, só a concede aos que a pedem.

Os meio para alcançar a graça da castidade, São Felipe Néri nos indica: A devoção ao Santíssimo Sacramento e a devoção à Santa Mãe não são apenas o melhor caminho, mas na verdade são o único caminho para manter a pureza. Na idade de 20 anos, nada além da comunhão pode manter um coração puro. A castidade não é possível sem a Eucaristia.

Por fim, além desses dois meios preciosíssimos e fundamentais que nos indica São Felipe Néri, não posso esquecer, é claro, do valiosíssimo conselho de São Carlos Borromeu: A vigilância constante. Pois, como ele diz: É impossível que te conserves casto, se não vigiares continuamente sobre ti mesmo, pois a negligência traz consigo mui facilmente a perda da castidade.

Creditos na Imagem Via Página Namoro Católico.: https://www.facebook.com/profile.php?id=100064506287447

05 dezembro 2025

FORMAÇÃO AOS (AS) JOVENS SOLTEIROS (AS) VOCÊ, A CASTIDADE E O MUNDO PORNOGRÁFICO

VOCÊ, A CASTIDADE E O MUNDO PORNOGRÁFICO
Como é difícil viver a castidade nos dias atuais, ainda mais quando as diferentes mídias, como a TV e a Internet, se tornam tão acessíveis. Mas não só essas mídias exploram o sexual, ou por que não dizer o pornográfico em nós. Perceba que as roupas que a moda dita, os cartazes de publicidade com suas ambiguidades e tantas outras coisas sempre nos remetem ao sensual, aos prazeres carnais, afinal é do ser humano o desejo de ver e ser visto pelo olhar amoroso do outro. Mas e aí, como viver a castidade e ser santo, quando tudo a nossa volta não coopera para isso e ainda nos mostra como se fosse uma coisa normal? O próprio Santo Agostinho disse: "Daí-me a castidade, mas não ainda, pois temia que me atendesse muito depressa e que me curasse logo a doença, que eu mais queria saciar do que extinguir" (Confissões Cap. VII). Não permita que o inimigo roube sua santidade, não perca tempo com o imediatismo. Precisamos lembrar que o nosso principal "órgão sexual" é o cérebro, e é aí que o inimigo usa suas artimanhas para nos iludir com uma promessa de felicidade e de amor. Sabemos que "tudo nos é permitido, mas nem tudo nos convêm" (1 Coríntios 6,2) e ainda que "fomos chamados à liberdade, porém não podemos usá-la como pretexto para prazeres carnais" (Gálatas 5,13). Deus ama o pecador, mas abomina o pecado. Ele "não nos chamou para a imundice, mas para a santificação" (1 Tessalonicenses 4,7), portanto, não permita que o inimigo roube sua santidade, não perca tempo com o imediatismo, no que é passageiro, mas buscai o que é eterno. Somos "Templo Sagrado de Deus" (1 Coríntios 3,16) e por mais que seja difícil não nos contaminar com o "belo", peçamos a sabedoria, o discernimento e a vontade de dizer não a esse "amor de mentira" e sim ao amor incondicional de Deus.

Texto Via Página Namoro Católico Homens e Mulheres Solteiros.: https://www.facebook.com/NamoroCatolicoSolteirosOficial

22 novembro 2025

FORMAÇÃO PARA RAPAZES E MOÇAS SOLTEIROS (AS).: "A DIFERENÇA ENTRE VIRGINDADE E CASTIDADE!"

A DIFERENÇA ENTRE VIRGINDADE E CASTIDADE!


Uma vez ouvi uma pessoa de minha família ignorar uma conhecida por que esta era a favor da castidade. Aquela dizia que era uma hipocrisia uma pessoa que não é virgem vir falar de castidade. Como se pelo fato de você não ser mais virgem, não pudesse ser casto (ou não pudesse admitir que errou e que reconhece o que é certo). Pior que esse não é um pensamento isolado, apenas da minha parenta, mas é uma idéia presente na vida de muitas pessoas.

O que é virgindade? O que é castidade?

Segundo o Dicionário Michaellis
vir.gin.da.de
s. f. Estado ou qualidade de pessoa virgem
vir.gem
adj. m. e f. 1. Diz-se da mulher que ainda não teve cópula carnal. 2. Casto, intato, puro.

Engraçado que aqui nessa definição segundo o Dicionário Michaellis, é bem taxativo quando se fala em virgem (Diz-se da mulher que ainda não teve cópula carnal). Oras, homem não pode ser virgem? Não. Homem deve ser virgem SIM!
“A castidade comporta uma aprendizagem do domínio de si que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz. “A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por convicção pessoal e não por força de um impulso interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, libertado de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem procura eficazmente os meios aptos com diligente aplicação.”” (CIC 2339)

Infelizmente em nossa nação, trocaram a liberdade pela libertinagem! É isso que querem enfiar goela abaixo em nós jovens. Essa falsa idéia de liberdade, que podemos fazer com nosso corpo aquilo que bem entendemos, na hora em que quisermos e com o(a) primeiro(a) que aparecer pela frente. O pior é que mesmo depois da falsa “liberdade feminina” onde querem que nós mulheres nos igualemos aos homens, reclamando por direitos iguais, a sociedade continua fazendo o que faziam nos tempos de vovó. Para os homens, o fato de ter várias mulheres é normal, por que isso é do “HOMEM”. Quanto às mulheres, ter vários homens é prostituição. E não adianta dizer que hoje não é mais assim, por que é!
O fato é que as coisas não mudaram pra melhor. Muitos pais dessa época de libertinagem ensinam aos filhos que quanto mais mulheres tiverem em sua cama mais homem será. Mas será que dizem o mesmo para suas filhas? Tenho certeza que não. Por mais que o pai queira ser liberal, ele se incomoda com o fato de talvez saber que sua filhinha pode ter relações com seu namorado. Da mesma forma, qual o menino que vai querer namorar sério, levar para apresentar aos pais uma garota que ele sabe que já teve vários homens? Uma garota que só quer aproveitar a vida?
“A castidade representa uma tarefa eminentemente pessoal. Mas implica também um esforço cultural, porque "o homem desenvolve-se em todas as suas qualidades mediante a comunicação com os outros". A castidade supõe o respeito pelos direitos da pessoa, particularmente o de receber uma informação e uma educação que respeitem as dimensões morais e espirituais da vida humana.” (CIC 2344)

Conversando com uma amiga sobre o fato de garotos que estão com alguém que não é bem vista, e quando indagados sobre seu relacionamento com tal garota eles respondem: “Ah, mas não é nada sério!”. Ela me disse: “Eles pensam que não perdem pontos”. Do mesmo jeito que eles agem quando querem algo sério, nós também agimos. “Eu, por exemplo, não quereria um cara que ficou por aí, com várias garotas, principalmente com garotas de má reputação”. Achei interessante, pois nunca tinha parado para pensar que realmente, quando nós mulheres queremos algo sério, não queremos com qualquer um.
Viver a castidade depende de cada um, mas também da educação que recebemos, da cultura que temos. E infelizmente, em nosso país, o que temos para oferecer para nossos filhos é uma cultura de prostituição, de indignidade e de falta de respeito à pessoa humana. É uma educação que a gente sabe muito bem o que é que ensina. É importantíssimo ensinarmos às nossas crianças o valor que tem a virgindade, o apreço de viver a castidade, pois dessa forma, eles se tornarão jovens que farão do seu relacionamento uma ferramenta de santificação e crescimento pessoal. Somos a geração que pode mudar isso! Depende de nós!

“Os jovens devem ser instruídos convenientemente e a tempo sobre a dignidade, a função e o exercício do amor conjugal, a fim de que, preparados no cultivo da castidade, possam passar, na idade própria, do noivado honesto para as núpcias 670.” (CIC 1632)

Voltando ao assunto, acho que a definição do dicionário seria melhor empregada assim:

vir.gin.da.de
s. f. Estado ou qualidade de pessoa virgem
vir.gem
adj. m. e f. 1. Diz-se da pessoa que ainda não teve cópula carnal. 2. Casto, intato, puro.
cas.ti.da.de
s. f. 1. Qualidade de casto. 2. Teol. Abstinência total dos prazeres sensuais.
cas.to
adj. 1. Que se abstém de quaisquer relações sexuais. 2. Que se abstém de relações sexuais ilegítimas. 3. Puro.
Dessa forma, pode-se viver a castidade sem ser virgem. Não estou aqui dizendo: “Vá! Viva desregradamente sua sexualidade, e depois, viva a castidade”. De forma alguma estou a dizer isso. Mas falo para que você não caia na besteira de pensar, “Poxa, não sou mais virgem. Não dá para viver a castidade se não sou mais virgem”. Errado!

"A castidade há de distinguir as pessoas de acordo com seus diferentes estados de vida: umas na virgindade ou no celibato consagrado, maneira eminente de se dedicar mais facilmente a Deus com um coração indiviso; outras, da maneira como a lei moral determina, conforme forem casados ou celibatários." As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência: Existem três formas da virtude da castidade: a primeira, dos esposos; a segunda, da viuvez; a terceira, da virgindade. Nós não louvamos uma delas excluindo as outras. Nisso a disciplina da Igreja é rica”. (CIC 2349)

Ou seja, há diferentes tipos de castidade como fala o Catecismo, e como a castidade é um dos frutos do Espirito Santo (ver CIC 1832), deduz-se que só através de muita oração, penitência e, lógico, através da Santa Eucaristia, pode-se viver a castidade após ter, infelizmente, perdido a virgindade.

“A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo.”(CIC 2345)

Algumas perguntas pertinentes a esse assunto, extraídas do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica:



488. O que é a castidade?
A castidade é a positiva integração da sexualidade na pessoa. A sexualidade se torna humana quando é integrada de modo justo na relação de pessoa a pessoa. A castidade é uma virtude moral, um dom de Deus, uma graça, um fruto do Espírito. 2337-2338

489. O que comporta a virtude da castidade?
Comporta a aquisição do domínio de si como expressão de liberdade humana voltada ao dom de si. É necessária, para esse fim, uma integral e permanente educação, que se realiza em graduais etapas de crescimento. 2339-2341

490. Quais os meios disponíveis que ajudam a viver a castidade?
Numerosos são os meios à disposição: a graça de Deus, a ajuda dos sacramentos, a oração, o conhecimento de si, a prática de uma ascese adequada às várias situações, o exercício das virtudes morais, em particular da virtude da temperança, que visa fazer guiar as paixões pela razão. 2340-2347

491. De que modo todos são chamados a viver a castidade?
Todos, seguindo a Cristo, modelo de castidade, são chamados a levar uma vida casta segundo o próprio estado de vida: uns vivendo na virgindade ou no celibato consagrado, um modo iminente de se dedicar mais facilmente a Deus com coração indiviso; outros, se casados, vivendo a castidade conjugal; se não casados, vivendo a castidade na continência. 2348-2350 2394

492. Quais são os principais pecados contra a castidade?
São pecados gravemente contrários à castidade, cada qual segundo a natureza do próprio objeto: o adultério, a masturbação, a fornicação, a pornografia, a prostituição, o estupro, os atos homossexuais. Esses pecados são expressão do vício da luxúria. Cometidos com menores, esses atos são um atentado ainda mais grave contra a integridade física e moral deles. 2351-2359 2396

493. Por que o sexto mandamento, embora reze "não cometer adultério", proíbe todos os pecados contra a castidade?
Embora no texto bíblico do Decálogo se leia "não cometer adultério" (Ex 20,14), a Tradição da Igreja segue em conjunto os ensinamentos morais do Antigo e do Novo Testamento e considera o sexto mandamento englobando todos os pecados contra a castidade. 2336

494. Qual é o dever das autoridades civis em relação à castidade?
Elas, por serem obrigadas a promover o respeito da dignidade da pessoa, devem contribuir para criar um ambiente favorável à castidade, até impedindo, com leis adequadas, a difusão de algumas das supracitadas graves ofensas à castidade, para proteger, sobretudo os menores e os mais fracos. 2354

Concluindo, castidade não é virgindade. Pode-se ser virgem e não ser casto e pode-se ser casto e não ser virgem!
Quem é virgem, mas não é casto, reveja suas ações, confesse-se e creia, Deus quer, você consegue!
Quem é casto, mas não é mais virgem, amém. Você é prova viva que Deus tudo pode.

“O domínio de si mesmo está ordenado para doação de si mesmo. A castidade leva aquele que a pratica a tornar-se para o próximo uma testemunha da fidelidade e da ternura de Deus”. (CIC 2346)

Viva a castidade, com virgindade ou não, mas lembre-se sempre que o ideal é ter as duas coisas.(VER Superioridade da Castidade Virginal: Mt 19,10ss; 1Cor 7,1; Ap 14,4).

CASTIDADE NA BÍBLIA:
- Castidade Conjugal: Tt 2,4s; 1Pd 3,2
- Louvores à Castidade: Jt 15,10s; Sb 4,1s; Eclo 26,20; 1Cor 7,26; Gl 5, 19-25
- Fuga das Ocasiões: Eclo 9,4.12s; 41,25; 42,12s; Mt 5,27s; 14,6-9; Mc 6,21-26
- Castidade na Viuvez: Lc2,37, 1Tm 5,55ss.14 
- Castidade Virginal: (1Cor 7,1) Agora a respeito das coisas que me escrevestes. Penso que seria bom ao homem não tocar mulher alguma. (7s) Pois quereria que todos fossem como eu; mas cada um em de Deus um dom particular: uns este, outros aquele. Aos solteiros e as viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim como eu. Mas se não podem guardar a continência, casem-se. É melhor casar do que abrasar-se. (34) A mesma diferença existe com a mulher solteira ou a virgem. Aquela que não é casada cuida das coisas do Senhor, para ser santa no corpo e no espírito; mas a casada cuida das

Salve Maria! Valei-nos São José!

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CATEQUESE COM PADRE ZEZINHO SCJ.: "ATUALIZEMOS A CATEQUESE!"

ATUALIZEMOS A CATEQUESE!   Pe. Zezinho, scj  (Jesus de Nazaré, 1977, interpretado por Robert Power) S empre levei a sério a nece...