ESCÂNDALOS E PECADOS DOS CATÓLICOS: A IGREJA CATÓLICA É SEMPRE SANTA E DIVINA APESAR DOS ESCÂNDALOS E PECADOS DOS SEUS FIÉIS!

ESCÂNDALOS E PECADOS DOS CATÓLICOS: A IGREJA CATÓLICA É SEMPRE SANTA E DIVINA APESAR DOS ESCÂNDALOS E DOS PECADOS DOS SEUS FIÉIS
Ao encarnar-se, Cristo assumiu um corpo físico, uma natureza humana igual à nossa, exceto no pecado. O mais surpreendente é que, ao assumir o corpo humano no seio da Virgem, embora sendo Deus, não rejeitou aquelas pequenas imperfeições típicas dos corpos humanos. Cansava-se e tinha sede, como quando se deteve junto ao poço de Jacó; entristeceu-se e chorou, como diante do túmulo de Lázaro; suou sangue ao inclinar-se diante da vontade do Pai no jardim do Getsêmani; experimentou dor e angústia, com as mãos traspassadas e o corpo torturado, o lado ferido naquele que foi o “escândalo” de sua vida: a Crucificação.

É, portanto, natural que, ao assumir o Corpo Místico (a Igreja), que somos nós, Ele não recusasse a possibilidade de que esse corpo apresentasse fraquezas, tanto no físico quanto no espírito: perda da fé, pecados, escândalos, heresias, cismas e sacrilégios.

Por que, então, negar que o Corpo Místico é divino em sua natureza mais profunda? Seria o mesmo que negar que Nosso Senhor era Deus porque foi fisicamente vulnerável. A Crucificação não obscureceu sua Divindade; e assim acontece com os escândalos, todas as vezes que, como Ele havia predito, vemos algum surgir em Seu Corpo Místico.

Os escândalos e os pecados de seus membros não ferem a santidade intrínseca da Igreja. Nosso corpo não está totalmente contaminado porque nossas mãos estejam sujas. Os escândalos e os pecados de seus membros não atingem a santidade substancial da Igreja, assim como a Crucificação não anulou a integridade substancial do Corpo de Cristo. Ao narrar o que aconteceu no Gólgota, o evangelista recorda que ali se cumpriu a profecia de que nenhum osso do seu Corpo seria quebrado ( Jo 19,36). Seu corpo pendente, como um fragmento ensanguentado, e suas feridas como bocas abertas que exprimiam, em sangue, toda a sua dor; das mãos e dos pés traspassados corriam torrentes de vida redentora mas sua substância, seus ossos, permaneceram intactos.

Assim também é com o seu Corpo Místico. Nenhum osso será quebrado: a substância de sua doutrina permanecerá sempre pura, ainda que algum de seus doutores venha a corromper-se; o coração de sua disciplina permanecerá são, ainda que algum de seus discípulos se mostre fraco; a substância de sua fé permanecerá divina, ainda que algum de seus fiéis se revele humanamente débil.

As feridas da Igreja jamais serão mortais, porque sua alma é santa e imortal, pois nela foi infundida a santidade da terceira Pessoa da Trindade. Por isso, não pode ser objeção à santidade do Corpo Místico repetir que alguns católicos são maus.

Fulton J. Sheen — Il Corpo Mistico di Cristo (edições Mimep)
Via Página Venerável Fulton Sheen.: https://www.facebook.com/lucian.pianor.9

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