ALERTA CATÓLICO: NOSSA ÉPOCA PERDEU O SENSO DO PECADO!

Arcebispo Galbas: Nossa época perdeu o senso de pecado. Não vamos moldar a moralidade com base na opinião popular.
Durante sua homilia da Quarta-Feira de Cinzas, o Arcebispo Adrian Galbas alertou contra a determinação subjetiva de quais atos são considerados pecaminosos. Ele acrescentou que a consciência não deve ser formada com base em mensagens da moda e julgamentos da opinião pública.

Na Quarta-Feira de Cinzas, o Metropolita de Varsóvia presidiu a Santa Missa no Templo da Divina Providência, a primeira igreja-estação de Varsóvia neste ano.

Em sua homilia, o Arcebispo Galbas disse que as dimensões externas da verdadeira conversão são a oração, o jejum e a esmola – “três atitudes que expressam o tríplice mandamento do amor”.

"A oração significa mais amor por Deus. O jejum significa mais amor por si mesmo, se compreendido corretamente. E a esmola significa mais amor pelo próximo", explicou ele.

O Prelado enfatizou que a conversão significa mudar o modo de vida e a conduta atuais.

– Quem se converte vai contra a corrente, sendo que a corrente representa o estilo de vida superficial, desordenado e ilusório ao qual muitas vezes sucumbimos, que nos domina e nos torna escravos do mal ou prisioneiros da mediocridade moral – disse o hierarca, seguindo o Papa Bento XVI.

Ele admitiu que "a expressão mais prática e concreta da conversão é cada confissão".

"Quando recebemos este sacramento, não o fazemos para informar Deus sobre os nossos pecados. Ele os conhece e os vê. Nem é simplesmente para informar a Igreja, representada pelo sacerdote que ouve a nossa confissão, sobre eles. A confissão é oferecer os nossos pecados a Cristo, entregar-nos a Ele com os nossos pecados, e fazê-lo através da mediação da Igreja", explicou o sacerdote.

Ele enfatizou que "Deus nunca se afasta de nós, nunca nos vira as costas, Ele sempre abre seu coração para nós".

– Somos nós que nos afastamos de Deus como consequência do pecado mortal, e através da confissão nossos corações se unem novamente – continuou o arcebispo.

Ele lembrou que a confissão se aplica a todos os pecados graves, isto é, aqueles que dizem respeito a uma questão séria e foram cometidos em completa liberdade e com plena consciência.

– Para que o confessor possa avaliar com precisão se um determinado pecado é grave ou não, a Igreja, desde o Concílio de Trento, exige também que, durante a confissão, sejam fornecidas as circunstâncias em que o pecado foi cometido, bem como informações sobre si mesmo – acrescentou.

Dom Galbas alertou contra decisões subjetivas sobre o que é pecado e contra deixar-se guiar pela opinião pública nessa questão.

– Mesmo que todas as pessoas na Terra vivessem assim, um determinado pecado – se cumprisse essas três condições – não deixaria de ser pecado – observou ele.

– “O pecado desta época é a perda da noção de pecado”, escreveu o Papa Pio XII, e São João Paulo II chamou-o de obscurecimento e distorção da consciência, sua morte e anestesia, disse o Arcebispo Galbas.

Ele pediu aos padres que tornassem a confissão mais acessível aos fiéis e que os lembrassem, em seus sermões, dos ensinamentos morais da Igreja sobre o pecado, a conversão, o arrependimento e a reconciliação.

"Se as pessoas não ouvirem falar disso no púlpito, como se converterão, como se beneficiarão do sacramento da penitência?", questionou. Ele ressaltou que o ensinamento sobre a misericórdia de Deus "não significa ignorar a iniquidade humana ou aceitar o pecado". O bispo encorajou as pessoas a não ignorarem os pecados veniais, pois, embora não exijam confissão, podem contribuir para um grave declínio espiritual.

O Sucessor Apostólico explicou que o arrependimento pelos pecados "não é uma emoção superficial, mas sim um dizer sincero a si mesmo e a Deus: 'Lamento ter feito isso, lamento ter vivido assim, lamento ter desperdiçado tanto tempo longe de Deus. Eu poderia ter estado mais perto Dele e, graças a isso, minha vida poderia ter sido muito mais rica e melhor'". "Se não queremos que nossas vidas permaneçam cheias de trevas e contradições, inconsistências e vergonhosas falsidades, devemos olhar corajosamente para os atos de nossas vidas e encarar a grande, até mesmo a mais terrível verdade, pedindo a Deus que venha em nosso auxílio. Não podemos ser pecadores salvos pela graça se não formos capazes, antes de tudo, de reconhecer que somos pecadores", disse o Arcebispo Galbas, citando o Cardeal Sarah.

Durante a missa, o ritual de aspergir cinzas sobre a cabeça dos fiéis ocorreu como sinal de luto e penitência.

A Quarta-Feira de Cinzas marca o início do período de 40 dias da Quaresma na Igreja Católica, que comemora a peregrinação de Cristo no deserto, onde jejuou e foi tentado por Satanás. Para os fiéis, é um chamado ao arrependimento, à conversão e a uma vida renovada.

Pch24.pl.com

Texto e Créditos na Imagem Via Página Sou Católico.: https://www.facebook.com/soucatolicoeadefendo


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