FORMAÇÃO NÃO ADIANTA FAZER JEJUM?!
O que estas pessoas não entendem é que o amor se alimenta de sacrifícios. Ser melhor, amar o próximo, tratar bem o vizinho, sorrir para as pessoas exige sair de si mesmo. E sair de si, por sua vez, é um exercício que pede autocontrole, temperança, ascese. E é aqui que entram as práticas quaresmais recomendadas pela Igreja: jejum, oração, penitência, meditação, mortificação, abstinência, esmola.
Estes exercícios foram "testados" pela Igreja e seus santos por dois mil anos. E eles devem ser praticados como a Igreja ensina. Jejum é deixar de comer. Não existe "jejum de pecado", "jejum de julgamento". Não pecar e não julgar são deveres do cristão.
Ademais, você jejua e se mortifica para não julgar e não pecar.
Não deixe de oferecer seus sacrifícios na quaresma sob qualquer desculpa esfarrapada (como ainda se diz na roça...). Algumas pessoas são dispensadas do jejum e da penitência, claro.
A Igreja, Mãe e Mestra, não exige heroísmo dos fiéis. Mas é preciso dizer: Deus aceita qualquer oferta e sacrifício, por pequenos que pareçam, desde que feitos com amor e sinceridade. E outra: não dá para "trocar" sacrifícios (ficar sem refrigerante, chocolate ou cafezinho, por exemplo) por ficar sem fazer maldade, fofoca ou egoísmo. Evitar a maldade, a fofoca ou o egoísmo não são ofertas quaresmais, fazem parte da obrigação diária de todo batizado. E você precisa da oferta, do sacrifico e da penitência para fortalecer a alma e enfrentar o pecado. Não dá para trocar um pelo outro: os dois estão interconectados!
Amor e a penitência andam de mãos dadas, o caminho para a santidade passa pelo sacrifício. É por isso que Dom Columba Marmion ensina:
"O amor sem penitência e espírito de sacrifício é um corpo sem coluna vertebral".
Uma boa e Santa Quaresma para todos nós!
Texto e Créditos na Imagem Via Página Patrem Onipotentem.: https://www.facebook.com/patremonipotentem
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São os quarenta e seis dias, da Quarta-Feira de Cinzas ao Domingo de Páscoa, em que jejuam os cristãos, exceto nos domingos. Afirmam os santos padres (como se pode ver em Cornélio a Lapide, Bellarmino, etc.) que foi a Quaresma instituição dos Apóstolos, para honrarmos e imitarmos o jejum de Cristo Nosso Senhor, satisfazermos à Justiça divina, e assim preparar-nos à digna celebração da Páscoa.
Nesse tempo sagrado, substituindo a Igreja o luto às profanas alegrias, bradando a Deus a implorar o seu auxilio, a pedir-lhe a conversão dos pecadores, exorta-nos, e como que nos obriga, a entrarmos em contas conosco.
Façamos-lhe a vontade, cumpramos com o preceito do jejum e juntemos a essa penitência exterior a do coração, sondando o abismo da nossa consciência, lavando os pecados nas lágrimas da compunção e no sangue de Cristo, frequentando mais os sacramentos, ouçamos Missa todas as vezes que pudermos, apliquemo-nos à lição espiritual, à oração, à consideração das verdades eternas, à pratica das boas obras, façamos esmolas mais generosas, sirvam as nossas privações para sustento do pobre.
Desta sorte apagaremos, nestes dias da salvação, nossas culpas passadas, e fortalecer-nos-emos contra as tentações futuras. Foi religiosamente praticado este jejum desde o tempo dos Apóstolos.
Que vergonha para nossa tibieza e covardia a piedade e o rigor dos primeiros cristãos! Privavam-se, não só da carne, como de muitos outros alimentos; era depois das vésperas a única refeição do dia: comiam só para não morrer, sem tantas sensualidades. Só nos princípios do século XIII consentiu a Igreja que adiantassem até ao meio dia a refeição da tarde.
Asseveram São Bernardo e Pedro Blezense (12º século) que bem como eles jejuavam os fiéis até a boca da noite. (...) Unamos cada dia nosso jejum ao de Cristo Senhor Nosso, em testemunho da nossa obediência à Igreja nossa Mãe, do nosso agradecimento por tantos benefícios, para expiação dos nossos pecados e dos de nossos irmãos, para alivio das almas do Purgatório, e para alcançar a graça de livrar-nos de tal pecado e de praticar tal virtude.
(Manual do Christão de Goffiné, edição de 1933.
Texto e Créditos na Imagem Via Página Patrem Onipotentem.: https://www.facebook.com/patremonipotentem
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