CATEQUESE COM PAPA LEÃO XIV!!!
LEÃO XIV: "A Autêntica Interpretação Bíblica só é Possível na fé da Igreja". Com esta afirmação, o Papa rebate a heresia protestante do "sola Scriptura", pois sem Magistério e Tradição qualquer interpretação dos textos sagrados desvirtua-se.
A catequese sobre "Dei Verbum" continua.
O Papa coloca a Igreja como o "lugar próprio" das Sagradas Escrituras. “Se você não conhece a Bíblia, você não conhece a Cristo". Essa foi a ênfase de São Jerônimo no século IV, e essa é a ênfase que Leão XIV demonstra novamente em 2026. Mas o Pontífice acrescenta uma nuance crucial que a cultura protestante esqueceu: “onde” você lê a Bíblia importa tanto quanto “que” você a leia.
(Info Católica ) - Leão XIV dedicou sua audiência geral desta quarta-feira a enfatizar que a Igreja é o "lugar próprio" da Palavra de Deus, que traz a verdade de volta à vida diante do ruído de tantas "palavras vazias".
Diante de 7.000 fiéis reunidos na Sala Paulo VI, o Pontífice prosseguiu sua catequese sobre a Constituição conciliar "Dei Verbum", enfatizando que "a interpretação bíblica autêntica só é possível na fé da Igreja", citando Bento XVI e São Jerônimo.
As Escrituras como pão da vida para os fiéis:
Durante sua catequese em 11 de fevereiro, o Santo Padre recordou que o Concílio Vaticano II mostrou como a Igreja sempre foi alimentada “pelo pão da vida da mesa da Palavra de Deus, assim como do Corpo de Cristo”, especialmente na Sagrada Liturgia. “A Igreja sempre venerou as Sagradas Escrituras como venera o Corpo do Senhor, nunca deixando de tomar da mesa e distribuir aos fiéis o pão da vida", afirmou Leão XIV, citando o documento conciliar.
O Papa explicou que, inspirada pelo Espírito Santo, a Bíblia nasceu do povo de Deus e é destinada ao povo de Deus. Ela tem, por assim dizer, seu habitat natural dentro da comunidade cristã: de fato, encontra na vida e na fé da Igreja o espaço onde revela seu significado e manifesta seu poder.
Uma palavra que sacia a sede de verdade.
"Vivemos rodeados por uma multidão de palavras; no entanto, quantas delas são palavras vazias!", exclamou o Papa aos fiéis reunidos na Sala Paulo VI. “Por vezes, ouvimos também palavras sábias, mas que não tocam no nosso destino final. Em contrapartida, a Palavra de Deus sacia a nossa sede de sentido e de verdade sobre as nossas vidas".
Leão XIV enfatizou que esta é a única Palavra sempre nova: “Revelando-nos o mistério de Deus, ela é inesgotável; nunca deixa de oferecer as suas riquezas". Esta Palavra, confiada à Igreja e por ela guardada e explicada, desempenha um papel ativo: com a sua eficácia e poder, sustenta e fortalece a comunidade cristã.
A fé eclesial como chave interpretativa:
O Papa explicou que a reflexão da Igreja sobre a Sagrada Escritura é contínua e foi particularmente enriquecida desde o Concílio. Um momento significativo a este respeito foi a Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre o tema "A Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja", realizada em outubro de 2008.
O Papa citou a exortação pós-sinodal "Verbum Domini" do Papa Bento XVI (30 de setembro de 2010), que afirma: “Precisamente o vínculo intrínseco entre a Palavra e a fé mostra que a interpretação bíblica autêntica só é possível dentro da fé da Igreja, que tem seu paradigma no ‘sim’ de Maria”. Essa perspectiva, lembrou Leão XIV, destaca que “o lugar original da interpretação bíblica é a vida da Igreja".
Conhecendo a Cristo através das Escrituras:
"A Escritura encontra na comunidade eclesial o ambiente propício para desenvolver a sua própria missão e alcançar o seu propósito: dar a conhecer a Cristo e abrir-nos ao diálogo com Deus”, afirmou o Santo Padre. Para ilustrar este ponto, recordou a famosa frase de São Jerônimo: “A ignorância da Escritura é a ignorância de Cristo”.
Esta declaração, explicou o Papa, recorda-nos o propósito último da leitura e meditação das Escrituras: conhecer a Cristo e, por meio d'Ele, entrar numa relação com Deus. "Esta relação pode ser entendida como uma conversa, um diálogo. E a Constituição 'Dei Verbum' apresenta a Revelação precisamente como um diálogo em que Deus fala aos homens como a amigos", observou.
"Isso acontece quando lemos a Bíblia com uma atitude interior de oração: então Deus vem ao nosso encontro e entra em diálogo conosco", acrescentou Leão XIV.
Fonte de vida para toda a Igreja:
O Papa enfatizou que todos os fiéis são chamados a beber desta fonte, especialmente na celebração da Eucaristia e dos outros sacramentos. O amor e a familiaridade com a Sagrada Escritura devem guiar sobretudo aqueles que exercem o ministério da Palavra: bispos, sacerdotes, diáconos e catequistas.
O Sumo Pontífice reconheceu que "o trabalho dos exegetas e de todos aqueles que praticam as ciências bíblicas é muito valioso" e enfatizou que, na Teologia, que tem seu fundamento e alma na Palavra de Deus, as Escrituras devem ocupar o lugar central.
Uma palavra que impulsiona a missão.
O que a Igreja ardentemente deseja, explicou Leão XIV, é que a Palavra de Deus alcance todos os seus membros e alimente sua caminhada de fé. Mas a Palavra de Deus também impulsiona a Igreja para além de si mesma, “abrindo-a continuamente à missão para com todos”.
"A Palavra de Deus imprime na Igreja um movimento de ir em frente", concluiu o Vigário de Cristo, que lembrou que esta Palavra vive na Igreja e "refere-se inteiramente a Jesus Cristo", sendo esta "a razão profunda do seu valor e do seu poder".
Cristo, a Palavra viva do Pai:
Em sua conclusão, o Sucessor de Pedro enfatizou que Cristo é o Verbo vivo do Pai, o Verbo de Deus feito carne. "Todas as Escrituras proclamam a sua Pessoa e a sua presença salvadora, para todos nós e para toda a humanidade", afirmou.
"Abramos, então, nossos corações e mentes para receber este dom, seguindo Maria, Mãe da Igreja", concluiu Leão XIV diante dos 7.000 fiéis reunidos na audiência geral desta quarta-feira.
Comentários
Postar um comentário