A CRUCIFICAÇÃO, OS PREGOS E A POSIÇÃO NA CRUZ, SEGUNDO PIERRE BARBET
A Crucificação os Pregos e a Posição na cruz Segundo Pierre Barbet
Ao chegar ao local da execução, iniciava-se a etapa final: a fixação do condenado à cruz. Segundo Barbet, a análise do Sudário de Turim oferece dados importantes para compreender como isso ocorreu do ponto de vista anatômico.
Os pregos nas mãos:
Tradicionalmente se fala que os pregos atravessaram as “mãos”. Contudo, Barbet argumenta que, anatomicamente, a palma da mão não suportaria o peso do corpo. O tecido se rasgaria sob a carga.
Ele propõe que os pregos foram cravados na região do punho, mais precisamente no espaço entre os ossos do carpo. Essa área é estruturalmente mais resistente e capaz de sustentar o peso corporal suspenso.
Ao atravessar essa região, o prego provavelmente atingiria o nervo mediano um dos principais nervos da mão. A compressão ou lesão desse nervo produz dor intensa irradiada pelos braços. Essa dor seria contínua enquanto o corpo permanecesse suspenso.
Os pés:
Quanto aos pés, Barbet defende que foram fixados com um único prego, sobrepostos ou lateralmente encostados, atravessando a região central do pé. Essa fixação teria também função estrutural: permitir que o condenado se apoiasse parcialmente para erguer o corpo e respirar.
A posição do corpo:
A crucificação não tinha como objetivo apenas causar dor imediata, mas provocar uma morte lenta. O mecanismo principal, segundo Barbet, era progressiva dificuldade respiratória.
Quando suspenso pelos braços abertos, o tórax permanece expandido. Nessa posição, inspirar ar é possível, mas expirar torna-se extremamente difícil. Para conseguir soltar o ar e respirar novamente, o condenado precisava elevar o corpo, apoiando-se nos pés e puxando-se pelos braços.
Cada movimento para respirar implicava:
Pressão sobre os ferimentos das mãos e dos pés.
Tensão nos ombros e músculos já lesionados.
Atrito das costas contra a madeira.
Com o avanço da exaustão, esses movimentos tornavam-se cada vez mais difíceis. O ciclo respiratório ficava comprometido, levando a um quadro progressivo de asfixia.
O agravamento fisiológico:
Barbet descreve que, nessa fase, o corpo já sofria múltiplos fatores simultâneos:
Perda acumulada de sangue.
Desidratação severa.
Dor constante.
Fadiga muscular extrema.
Dificuldade respiratória progressiva.
O coração, já enfraquecido, trabalhava sob estresse contínuo. O estado geral apontava para um colapso circulatório e respiratório gradual.
Dimensão histórica e espiritual
Para Barbet, a crucificação era um método de execução tecnicamente cruel, mas eficaz no que se propunha: prolongar a vida do condenado enquanto aumentava o sofrimento físico.
Do ponto de vista da fé cristã, essa análise médica reforça que a morte de Cristo não foi simbólica nem instantânea, mas resultado de um processo físico real e progressivo.
Créditos na Imagem Via Pinterest e Texto Via Página Venerável Fulton Sheen.: https:www.facebook.com\lucian,pianor.9
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