ALERTA CATÓLICO! "NÃO BANALIZEMOS A LITURGIA! EXORTA DOM VARDEN SOBRE SEU PODER E MISTÉRIO!
"Não banalizemos a Liturgia". --- Exorta Dom Varden sobre seu poder e Mistério.
Se permitirmos que a Liturgia nos fale, em vez de a tornarmos banal e enfadonha, ela nos conduzirá ao mistério de Deus, afirma Dom Erik Varden. Em sua opinião, a Liturgia é a melhor maneira de vivenciar bem a Quaresma. É também o meio mais importante, embora não o único, de evangelização. Isso sempre foi assim, lembra o Bispo Varden, ele próprio um convertido, isto é, um ex-ateu que se tornou bispo católico.
O prelado norueguês e ex-abade trapista enfatiza que a Liturgia é uma ferramenta pedagógica extraordinária. Através de seus sinais, textos, ações, presenças e ausências, ela concentra nossa atenção e aguça nossa percepção.
"Se permitirmos que a Liturgia nos fale e participarmos dela, seremos atraídos pelo mistério. Se permitirmos que a Liturgia nos fale e não a tornarmos trivial e enfadonha, o mistério da Quaresma nos será revelado e estaremos prontos para a Páscoa", assegurou Dom Varden em entrevista ao site Ecclesia.
Ele enfatiza que contemplar as chagas de Cristo nos ensina a lidar adequadamente com nossas próprias feridas, ou seja, a reconhecer que elas existem e são reais, ao mesmo tempo que reconhecemos que nossas vidas não são diminuídas nem esgotadas por elas. Esse realismo cristão contrasta com duas tendências que dominam o mundo ocidental hoje.
A primeira tendência envolve esconder nossas feridas, retocando nossa imagem no Facebook ou Instagram para mostrar que somos bem-sucedidos, saudáveis e felizes, com muitos amigos. A segunda tendência, oposta, é idealizar nossas feridas, superexpondo-as, o que corre o risco de nos aprisionar em nossas próprias chagas.
O bispo norueguês reconhece que as pessoas na Europa e no mundo ocidental estão de fato sofrendo. Estão feridas pela desconfiança e pela decepção, o que muitas vezes leva à solidão e ao isolamento. "Também carregamos dentro de nós uma ferida de ansiedade, que se torna cada vez mais aguda à medida que tomamos consciência da instabilidade política, econômica e ecológica...", afirma o hierarca.
Ele enfatiza que, ao contemplarmos as chagas de Cristo, também contemplamos a nós mesmos, nossa natureza enferma, e nos tornamos conscientes de nossa própria responsabilidade pelo mal que cometemos, mas não paramos por aí. Em Cristo, Deus nos conduz do sofrimento e da morte à plenitude da vida, à ressurreição.
Segundo o pregador do Papa, a Quaresma também é uma boa oportunidade para refletirmos sobre nossa relação com a cruz e nossa sensibilidade ao sofrimento. "Tenho consciência do que significa que Deus, Todo-Poderoso, aceitou plenamente nossa fragilidade e Se permitiu sofrer até a morte por minha causa?" A participação na Liturgia, sobretudo, pode ser útil nesse sentido, mas também a arte, a literatura e a música. Elas nos levam à compaixão e à abertura, permitindo-nos enxergar o que nos é familiar com novos olhos", acrescenta o bispo norueguês.
Dom Varden foi convidado este ano para liderar um retiro quaresmal para o Santo Padre e a Cúria Romana. Quando questionado sobre sua percepção do novo Papa, ele respondeu:
"Sinto que ele é um homem de grande integridade, um líder sábio e paciente. Desde o início, concentrou-se na unidade e apontou para Cristo, o mais importante. E isso é maravilhoso. Além disso, exala uma estabilidade e calma especiais. As pessoas dizem que ele tem a capacidade de entrar num espaço e preenchê-lo de paz. E isso é um grande dom", disse o pregrador curial.
Fonte: vaticannews.va/pl
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