"A VISÃO DE SANTA CATARINA SOBRE AQUELES QUE FAZEM CRÍTICAS DE ÓDIO AOS SACERDOTES":
⚜️A Visão de Santa Catarina Sobre Aqueles Que Fazem Críticas de Ódio Aos Sacerdotes:⚜️
Santa Catarina de Siena, em profundo êxtase, dialogava com Deus Pai acerca da reforma da Igreja e maus exemplos de alguns ministros. Ela sofria intensamente ao ver escândalos no clero e desejava a purificação da Igreja. Então, segundo o próprio Diálogo, Deus Pai lhe revelou que:
"Os sacerdotes são “meus Cristos”. A eles entreguei o Sangue do meu Filho unigênito.
Quem os toca, toca a menina dos meus olhos.”
O Senhor explicou que, mesmo quando um sacerdote vive em pecado, a dignidade do ministério não é anulada, pois o poder sacramental não depende da santidade pessoal do ministro.
Deus advertiu Catarina severamente contra a murmuração e o julgamento:
“Não quero que julgueis os meus ministros. Se têm defeitos, Eu Sou o seu juiz. A vós cabe orar por eles.”
O Senhor revelou ainda que aqueles que se levantam contra os sacerdotes por ódio, desprezo ou rebeldia cometem grave ofensa, pois atacam o instrumento escolhido por Cristo. Entretanto, Deus também declarou que puniria severamente os maus sacerdotes que não vivem conforme a dignidade recebida. A responsabilidade deles é maior, mas o julgamento pertence a Deus, não aos fiéis. Santa Catarina, ao ouvir essas palavras, aumentou suas penitências e passou a oferecer orações e sacrifícios pelos sacerdotes.
— Reflexão:
Assim, como Santa Catarina, somos chamados pelos nossos sacerdotes a:
Orar mais;
Falar menos;
Amar mais;
O Julgar compete ao Senhor e a autoridade competente;
E confiar mais em Deus.
Num tempo em que o ódio, a ofensa, se espalham facilmente, especialmente nas redes sociais de hoje em dia, o relato permanece atual. O que possamos fazer é o seguinte:
1- Rezar diariamente pelos nossos sacerdotes:
Ou seja, transformar a crítica em intercessão. Oferecer um Pai-Nosso, um Terço ou uma pequena penitência pelos padres da sua paróquia. A oração sustenta espiritualmente a eles, que carregam grande responsabilidade diante do Senhor. Quem ama o Senhor e sua Igreja, reza por seus ministros.
2- Evite murmuração e difamação:
Não alimentar conversas destrutivas, fofocas ou comentários cheios de desprezo, especialmente na Igreja, em rodas de conversas, ou pior ainda em redes sociais. Se houver algo grave, que seja tratado pelos meios justos e competentes, não pelo tribunal intolerante da internet.
3- Corrigir com caridade quando necessário:
A visão não ensina omissão diante do erro. O erro de um não define todos. A Igreja é maior que a falha de alguns. Se houver pecado ou escândalo real, a atitude deve ser: Buscar a verdade dos fatos, agir com respeito, usar os meios apropriados da Igreja. Caridade não é silêncio cúmplice, mas também não é agir com agressividade. Tudo isso, pode ser efetuado com caridade, prudência e mansidão. Podemos rejeitar o pecado, exigir justiça e, ao mesmo tempo, manter respeito pelo ministério.
4- Oferecer sacrifícios e pequenas penitências por eles.
Santa Catarina respondeu com penitência, não com revolta. Pode-se oferecer:
Jejuns; orações e obras de misericórdia; tudo pela santificação do clero.
5- Cultivar amor e reverência pelo sacerdócio:
Saber separar o homem, ou seja, o lado humano dele do próprio ministério. Mesmo que o ministro falhe, o sacramento permanece dom de Cristo. Pois, o homem pode ser frágil, pecador, limitado. Mas, o ministério é dom sagrado instituído por Cristo. Mesmo quando o padre é imperfeito, lembrar:
“É Cristo quem age ali.”
É reconhecer que o ministério vem de Cristo, não do mérito humano. Pois, sem sacerdote, não há consagração Eucarística. Sem consagração, não há presença sacramental de Cristo na Missa. Quando mantemos reverência pelo sacerdócio, estamos defendendo o próprio mistério eucarístico e a vontade de Deus. É fácil respeitar um sacerdote considerado santo. Difícil é manter reverência quando ele decepciona. Esse é o ponto mais alto da maturidade cristã: não deixar que a fraqueza do homem destrua nossa visão do que Deus instituiu. Santa Catarina sofreu profundamente com os pecados do clero, mas nunca rompeu com a Igreja. Ela escolheu amar mais onde havia mais feridas. Que possamos fazer, assim como Santa Catarina nos ensina.
“Quem ama o Senhor e a sua Igreja não alimenta o ódio contra seus ministros; transforma a dor em oração, a crítica em caridade, as feridas da Igreja em cura. Diante da fraqueza do sacerdote, que nossa resposta seja de fé firme, respeito pelo sagrado e oração sempre perseverante.”
E por fim...
“Não espalhe ódio; espalhe oração por eles.”
— Referência:
[Diálogo da Divina Providência, Parte II - obra ditada por Santa Catarina por volta de 1377]
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