UM SÓ REBANHO, UM SÓ PASTOR, A IGREJA QUE PERMANECE!!!

Um Só Rebanho, Um Só Pastor: A Igreja que Permanece.
Ao longo da história da humanidade, sempre existiram comparações entre o cristianismo e outras religiões antigas.

 Alguns observadores apontam semelhanças externas entre práticas cristãs e ritos presentes em religiões pagãs. Contudo, é necessário compreender que tais semelhanças não significam necessariamente influência direta ou origem comum. 

A natureza humana é essencialmente a mesma em todas as culturas e épocas; por isso, certos elementos religiosos e simbólicos surgem de maneira semelhante em diferentes tradições.

Muitas práticas religiosas são, em si mesmas, neutras. Elas pertencem ao campo das expressões humanas de reverência, celebração e memória. Procissões, por exemplo, são uma forma natural de manifestação coletiva. 

Não aparecem apenas na religião: também existem em cerimônias civis, eventos culturais e celebrações públicas. Portanto, o simples fato de existir uma procissão em determinada religião não significa que outra tradição que utilize o mesmo formato esteja copiando ou herdando sua origem.

A diferença fundamental está no significado.

Uma procissão dedicada a divindades do mundo pagão, como Apolo ou Baco, não possui o mesmo sentido que uma procissão cristã realizada em honra de Jesus Cristo crucificado. A forma exterior pode parecer semelhante, mas o conteúdo espiritual, teológico e simbólico é completamente distinto. No cristianismo, a procissão é um gesto de fé no Deus único revelado em Cristo e nos seus santos (heróis da Fé); no paganismo antigo, frequentemente estava ligada a sistemas politeístas e práticas idolátricas.

Assim, podemos concluir que existem elementos religiosos que são neutros em si mesmos. Esses elementos podem ser encontrados em diferentes tradições religiosas no paganismo, no judaísmo e no cristianismo. 

O uso do incenso, candelabros, calendários religiosos e procissões são exemplos disso. No paganismo, tais elementos estavam associados a cultos politeístas e à idolatria, o que lhes dava um significado religioso diferente. Já no judaísmo e no cristianismo, esses mesmos elementos foram integrados ao culto ao Deus único, recebendo um sentido completamente novo.

Em muitos casos, quando a Igreja utilizou formas culturais existentes, ela não o fez para preservar o paganismo, mas justamente para transformar o significado dessas práticas. Ao ressignificá-las dentro da fé cristã, a Igreja procurou eliminar qualquer ligação com antigos cultos pagãos, direcionando tais expressões para a adoração do Deus verdadeiro.

Outro ponto frequentemente discutido é a unidade da Igreja. O próprio Senhor Jesus expressou o desejo profundo de que seus seguidores fossem um. No Evangelho, Ele ora ao Pai dizendo: “Que todos sejam um”. Essa unidade não é apenas espiritual ou simbólica, mas também visível, envolvendo a fé, a doutrina e a comunhão entre os fiéis. Cristo falou de “um só rebanho e um só pastor”, indicando que a Igreja deveria manter uma unidade concreta.

Por isso, desde os primeiros tempos, os apóstolos condenaram divisões entre os cristãos. São Paulo advertia contra aqueles que causavam dissensões contrárias à doutrina recebida. A unidade da fé sempre foi considerada essencial para a vida da Igreja.

Alguns grupos afirmam que o cristianismo teria sido corrompido pelo paganismo após o imperador Constantino conceder liberdade religiosa aos cristãos no ano 313, através do Édito de Milão. Segundo essa teoria, muitas práticas do catolicismo e da ortodoxia teriam surgido apenas depois desse período. Entretanto, a história e os escritos dos primeiros séculos cristãos mostram outra realidade.

Diversas doutrinas e práticas presentes na Igreja Católica e na Igreja Ortodoxa já aparecem claramente nos escritos dos primeiros cristãos e dos chamados Padres da Igreja, desde os séculos I, II e III. Estruturas como bispos, presbíteros e diáconos, bem como elementos centrais da fé, já estavam presentes muito antes da época de Constantino.

Além disso, seria incoerente afirmar que a Igreja teria origem pagã quando, durante os três primeiros séculos, os cristãos foram duramente perseguidos pelos próprios pagãos do Império Romano. Muitos dos primeiros líderes cristãos, incluindo vários dos primeiros papas, foram martirizados exatamente por se recusarem a abandonar a fé em Cristo.

Outro exemplo frequentemente citado é a doutrina da presença real de Cristo na Eucaristia. Alguns afirmam que ela teria sido “inventada” no século XIII, no Concílio de Latrão em 1215, quando surgiu o termo teológico transubstanciação. No entanto, o que aconteceu naquele concílio foi apenas a definição de um termo técnico para explicar uma crença muito mais antiga. A fé na presença real de Cristo na Eucaristia já aparece claramente nas Escrituras e nos escritos dos primeiros cristãos, muito antes desse concílio.

Diante disso, percebe-se que muitas acusações de “paganismo” contra o cristianismo histórico surgem de interpretações superficiais ou de equívocos históricos. Confundir semelhança externa com origem real leva a conclusões precipitadas.

Em última análise, o cristianismo não herdou o paganismo; ao contrário, nasceu em um contexto onde o paganismo era dominante e frequentemente hostil à fé cristã. Ao longo do tempo, a Igreja transformou e redirecionou elementos culturais comuns da humanidade, dando-lhes um significado novo à luz do Evangelho.

A verdadeira diferença não está nas formas exteriores, mas na fé que lhes dá sentido. Onde o paganismo multiplicava deuses, o cristianismo proclamou um único Deus e a salvação em Jesus Cristo. E é justamente essa fé que, desde os primeiros séculos, distinguiu profundamente a Igreja do mundo pagão ao seu redor.

Créditos na Imagem Via Página Venerável Fulton Sheen.: https://www.facebook.com/lucian.pianor.9

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