A DOR DA DIVISÃO E O CHAMADO A UNIDADE CATÓLICA!
A Dor da Divisão e o Chamado à Unidade Católica
A imagem que compartilhamos acima, embora utilize o humor, nos convida a uma reflexão profunda sobre as feridas abertas no Corpo Místico de Cristo. A "divisão" não deve ser celebrada, mas compreendida como uma ruptura da caridade e da verdade que Jesus estabeleceu. Afinal, a verdade é uma só e não se contradiz; onde há contradição, há o erro humano, pois Deus não pode enganar nem enganar-se.
Na véspera de Sua Paixão, o Senhor orou fervorosamente: "Não rogo apenas por estes, mas também por aqueles que crerão em mim por meio da palavra deles, para que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti" (João 17, 20-21).
A vontade divina é a unidade, pois a verdade de Cristo é indivisível.
Os Padres da Igreja foram sentinelas contra esse espírito de ruptura. São Cipriano de Cartago, no século III, nos advertia: "Deus é um, Cristo é um, uma é a sua Igreja, uma a fé, um só o povo reunido em sólida unidade de corpo pelo cimento da concórdia. A unidade não pode ser cindida" (Sobre a Unidade da Igreja). Santo Agostinho reforçava que a verdade não pode estar em contradição consigo mesma: se duas doutrinas se opõem, ao menos uma delas está fora da luz de Deus.
O resultado histórico da ruptura do século XVI foi o surgimento de um relativismo doutrinário que fragmentou o próprio meio protestante. Como a verdade é uma só, a multiplicidade de interpretações conflitantes prova a falha do sistema do "Livre Exame":
A disputa sobre a eucaristia: Lutero e Zuínglio divergiram frontalmente. Se um diz que Cristo está presente e o outro diz que é apenas um símbolo, a verdade — que é única — foi abandonada por um deles no momento da separação de Roma.
Divergências sobre o batismo e a predestinação: Onde a verdade é relativizada, surgem grupos como anabatistas e calvinistas com ensinamentos mutuamente excludentes, transformando a Revelação em confusão.
Fragmentação atual: A existência de milhares de denominações que ensinam coisas opostas sobre o mesmo versículo bíblico é a maior prova de que a "Divisão" afasta as almas da única Verdade que liberta.
Essas divergências ferem o depósito da fé guardado por dois milênios:
Sola scriptura: A negação da Tradição, ignorando que a Igreja é a "coluna e fundamento da verdade" (1 Timóteo 3, 15).
Sola fide: A ideia de que as obras não contam, contradizendo São Tiago: "Vedes como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé" (Tiago 2, 24).
Ruptura sacramental: A perda da presença real de Cristo na Eucaristia e do papel intercessor da Virgem Maria e dos Santos.
Como ensinou São Vicente de Lérins, devemos guardar o que foi crido "sempre e por todos". Rezemos pelo retorno de todos os irmãos separados à única arca da salvação, para que a verdade brilhe sem as sombras da contradição e haja, finalmente, "um só rebanho e um só pastor" (João 10, 16).
Fonte Via Página Católica.: https://www.facebook.com/MinhaSantaIgrejaCatolicaApostolicaRomana
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