CURIOSIDADES.: "A COROAÇÃO DE ESPINHOS DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO SEGUNDO O CIRURGIÃO BARBET!"

A Coroação de Espinhos Segundo o Cirurgião Pierre Barbet
Após a flagelação, já em estado de grande debilidade física, Jesus foi submetido a um novo tipo de sofrimento: a coroação de espinhos. Diferente da flagelação, que tinha caráter punitivo oficial, esse momento teve um caráter sobretudo de escárnio. Tratava-se de zombar da acusação de que Ele era “Rei dos Judeus”.

Os soldados romanos confeccionaram uma espécie de coroa trançada com ramos espinhosos e a colocaram sobre Sua cabeça. Segundo a análise médica de Barbet, essa etapa possui uma particularidade importante: o couro cabeludo é uma das regiões mais vascularizadas do corpo humano.

Isso significa que pequenas perfurações nessa área podem provocar sangramento significativo.
Do ponto de vista médico, os espinhos não teriam apenas arranhado superficialmente a pele. Ao serem pressionados contra a cabeça — possivelmente com o auxílio de um bastão — teriam penetrado no couro cabeludo, atingindo múltiplos vasos sanguíneos superficiais. O resultado seria:

Sangramento abundante.
Dor intensa e contínua.
Irritação nervosa profunda.

Barbet destaca que a cabeça possui inúmeros ramos do nervo trigêmeo, extremamente sensíveis. Lesões nessa região produzem dor aguda e irradiada. Assim, além da fraqueza já provocada pela flagelação, Jesus teria passado a sofrer dores lancinantes na região craniana.
Outro detalhe observado pelo médico é que o sangue, escorrendo pela testa e pelo rosto, poderia prejudicar a visão, aumentando ainda mais a dificuldade física e o desconforto.

Além da coroa, os Evangelhos relatam que Jesus recebeu um manto e uma cana nas mãos, sendo repetidamente golpeado e insultado. Sob análise médica, cada golpe na cabeça teria pressionado novamente os espinhos contra o couro cabeludo, renovando as perfurações e intensificando a dor.
Barbet observa que, nessa fase, o estado geral do corpo já caminhava para um quadro progressivo de choque traumático: perda de sangue acumulada, dor extrema, fadiga muscular e desgaste emocional.

Do ponto de vista espiritual, a coroação de espinhos carrega profundo significado. Aquele que é reconhecido pela fé cristã como Rei não recebe uma coroa de ouro, mas de sofrimento. O escárnio humano contrasta com a realeza espiritual que não depende de reconhecimento terreno.

Como na análise da flagelação, a intenção de Barbet não é sensacionalista, mas científica: demonstrar que os acontecimentos descritos nos Evangelhos correspondem a realidades fisiológicas concretas. O sofrimento não foi figurado foi corporal, mensurável e progressivo.
(Imagens Via Pinterest)

Creditos na Imagem Via Página Venerável Fulton Sheen.: https://www.facebook.com/lucian.pianor.9

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