Não Existe Matrimônio Sem Sacrifício: Amor Não é “Mar de Rosas”
Não existe matrimônio sem sacrifício, recorda-nos um texto publicado neste mês pelo portal da Comunidade Shalom e escrito pela jornalista Cássia Carvalho: ela fala do vínculo entre matrimônio, sacrifício e amor verdadeiro.
O texto observa que “a maioria dos adultos deste tempo têm medo do compromisso e querem fugir das responsabilidades reais que a vida a dois implica”. Como consequência, acumulam-se as desistências do compromisso firmado perante o altar, e, como causa, coloca-se a falta de entendimento do casamento como sacrifício amoroso, que exige capacidade de renúncia.
“Muitos homens e mulheres do nosso tempo esqueceram as suas próprias origens”, afirma a autora em referência aos relacionamentos duradouros dos nossos antepassados, “que davam a vida para que os seus tivessem vida”.
Cássia Carvalho avalia que a capacidade humana de enxergar a existência do outro e amá-lo incondicionalmente “é gigantesca, mas tem sido pouco explorada”. De fato, em vez da perspectiva do outro, prioriza-se a própria – e esta é a “receita certa para a destruição de um relacionamento a dois”.
Não existe matrimônio sem sacrifício
Por outro lado, quem ama de verdade busca sempre o bem do outro, com gratuidade e liberdade. A autora exemplifica:
“É a história do pai que dá o melhor pedaço de frango para os filhos e fica com os ossos. Ou da mãe que passa a noite em claro para que os seus tenham uma boa noite de sono”.
São relatos, enfim, que ouvimos daqueles que entenderam o real significado do compromisso do amor.
Cássia então recorda alguns elementos fundamentais do conceito de “amor”:“O amor não é viver somente em um ‘mar de rosas’. Não é um mero sentimento e muito menos uma euforia passageira. É uma decisão que permanece, mesmo em meio às maiores adversidades”.
Amor é decisão: é o exercício da força de vontade sobre os desejos egocêntricos. E é este exercício o que prova e amadurece o amor, livrando-o da tentação de “desistir por tão pouco”.
É por isso que a felicidade no amor recompensa aqueles que cumprem as suas promessas. E como não existe amor sem sacrifício nem casamento sem renúncia, a autora faz votos de coragem a quem pretende viver o amor verdadeiro, que “salvará o mundo”. Afinal, quem ama não poupa sequer a própria vida pelo bem do outro.
A receita do Padre Pio para um casamento feliz
60 anos depois, um casal de amigos íntimos do santo sacerdote podem atestar que seu conselho funcionou!
De fato, muitas pessoas pediram sua intercessão por causas difíceis. Entre eles estavam Giovanni e Paola Siena, um casal a quem o místico italiano “prometeu” nove filhos!
Tudo começou na década de 1920 em San Giovanni Rotondo, onde o Padre Pio morava. Giovanni Siena encontrou o místico capuchinho pela primeira vez em 1928, por ocasião da sua primeira comunhão. Giovanni tinha 8 anos na época.
Depois de trabalhar nas minas, e depois como professor e jornalista, acabou ingressando na equipe do complexo hospitalar fundado pelo Padre Pio, a Casa Sollievo della Sofferenza (Casa “Alívio do Sofrimento”). Foi lá que voltou a encontrar o capuchinho.
Naquela época, Paola, sua futura esposa, uma jovem de 21 anos, ia regularmente visitar o futuro santo (ela vivia em San Giovanni Rotondo). Como testemunharia mais tarde, foi graças à intercessão do Padre Pio que a jovem foi curada da depressão, bem como de graves problemas pulmonares.
Conselhos
Convencida de que sua vocação era o casamento, um dia a jovem pediu conselhos ao Padre Pio. “Qual é o seu desejo mais profundo?” – ele perguntou-lhe.
Paola respondeu que queria formar uma família – que amava crianças e sonhava em ter filhos. “Então, vamos rezar para que o bom Deus permita que você conheça um bom jovem”, concluiu o místico. Ele deu-lhe um conselho: Confesse-se regularmente e receba a Comunhão todos os dias.
Algum tempo depois, Paola observou que certo homem chamado Giovanni parecia muito interessado nela. De vez em quando ela se cruzava com ele na comitiva do Padre Pio.
Depois de alguns meses, eles decidiram ficar noivos. Nesse momento, eles concordaram em rezar juntos todos os dias, confiando seu futuro casamento a Deus.
No dia 27 de agosto de 1950, durante uma missa celebrada às 5 da manhã, o futuro santo abençoou seu casamento. Comovido, o Padre Pio repetiu este desejo no final da missa: “Alegrai-vos. Sejam felizes.”
Receita do Padre Pio
Quando estavam casados há apenas alguns meses, Paola e Giovanni souberam que não poderiam ter filhos, porque Paola sofria de infertilidade. O Padre Pio, que agora os aconselhava como casal, prometeu rezar por eles todos os dias a Coroinha do Sagrado Coração de Jesus.
Ele disse a Giovanni (que contaria a história em seu livro Il mio amico Padre Pio, “Meu Amigo Padre Pio”), “Você verá, você terá tantos filhos quanto o coro dos anjos.” Ou seja, nove!
Não muito depois disso, em 24 de julho de 1951, nasceu uma menina. Mas sua filha recém-nascida imediatamente adoeceu gravemente. Segundo os médicos, ela não tinha chance de sobreviver.
O casal, arrasado, pediu ao Padre Pio que rezasse pela menina em seu leito de morte. O frade imediatamente assegurou-lhes que a criança não morreria e, na verdade, viveria muito. Com certeza, a criança foi curada.
Paola diria mais tarde: “Depois de 60 anos de casamento, posso dizer que a receita do Padre Pio, a Coroinha do Sagrado Coração de Jesus, funciona. Giovanni e eu nos amamos tanto quanto no primeiro dia.”
Salve Maria Imaculada! Valei-nos São José!


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