SANTO (A) DO DIA SANTA ZÉLIA E SÃO LUIS MARTIN PAIS DE SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS!

Eles Queriam ser Religiosos, Foram Rejeitados... e Deus os Tornou o Primeiro Casal Canonizado.



Hoje, 12 de julho, a Igreja celebra a festa de São Luís e Santa Zélia Martin.

Houve um tempo em que ambos sonhavam em entregar suas vidas completamente a Deus... mas não imaginavam que esse chamado os levaria por um caminho tão diferente.

Luis Martin pediu para entrar no mosteiro de São Bernardo. Ele havia descoberto uma profunda vocação religiosa e desejava se tornar monge. No entanto, seu pedido foi rejeitado porque ele não dominava o latim, um requisito essencial para a admissão.

Zélia Guérin também sentiu o desejo de se consagrar a Deus. Ela queria se juntar às Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, mas não foi aceita. A resposta foi não.

Para qualquer pessoa, essas rejeições poderiam ter parecido um fracasso. No entanto, Deus estava preparando uma missão muito maior.

Anos mais tarde, seus caminhos se cruzaram por acaso — ou melhor, por providência — na Ponte de São Leonardo, na cidade francesa de Alençon. Zélia jamais esqueceria aquele momento. Ao observar aquele jovem de olhar sereno e modos nobres passar, sentiu uma certeza inexplicável em seu coração: aquele homem seria seu marido.

Eles se casaram em 12 de julho de 1858, data que a Igreja lembra hoje como seu dia de festa, precisamente no aniversário de seu casamento.

O que começou como uma história de amor acabou se tornando um dos testemunhos mais luminosos de santidade matrimonial conhecidos pela Igreja.

Zélia fazia a famosa renda de Alençon. Eles trabalhavam,
Luis era relojoeiro. Zélia fazia a famosa renda de Alençon. Trabalhavam com afinco, administravam seus negócios com honestidade e, ao mesmo tempo, construíram um lar profundamente cristão. A missa diária, a oração, a confissão frequente e a confiança absoluta em Deus eram parte natural de suas vidas.

Mas o caminho deles estava longe de ser fácil.

Tiveram nove filhos, embora quatro tenham morrido muito jovens, uma imensa tristeza que enfrentaram sem perder a esperança. As cinco que sobreviveram foram meninas: Paulina, María, Leonia, Celina e Teresa.

Com paciência e pelo exemplo, Luís e Zélia incutiram neles uma fé profunda. O tempo mostraria até onde esse testemunho chegaria: todos os cinco abraçaram a vida religiosa. Quatro ingressaram na Ordem Carmelita e um na Ordem da Visitação.

A mais nova era Teresa, a menina a quem seu pai carinhosamente chamava de "minha pequena rainha". Com o tempo, ela se tornaria conhecida em todo o mundo como Santa Teresa do Menino Jesus, Doutora da Igreja e uma das santas mais amadas da história.

No entanto, os testes continuaram.

Quando Zélia tinha apenas 45 anos, recebeu uma notícia devastadora: tinha câncer de mama. Longe de se rebelar, escreveu palavras que ainda hoje nos comovem com sua serenidade:

"Se Deus quiser me curar, ficarei muito feliz... mas se eu não melhorar, talvez seja mais útil para mim ir embora."

Ela faleceu em 28 de agosto de 1877, cercada pelo amor do marido e das filhas.

Luis ficou viúvo e assumiu a responsabilidade exclusiva de criar sua família. Mais tarde, ele enfrentaria outra provação difícil: começou a sofrer de uma doença que afetou gravemente suas faculdades mentais e acabou em um sanatório. Mesmo em meio ao seu sofrimento, ele nunca perdeu a fé em Deus e ofereceu sua dor como um ato de amor.

Ele faleceu em 29 de julho de 1894, após uma vida marcada pela fé, humildade e fidelidade.

Décadas mais tarde, o mundo compreenderia a grandeza silenciosa daquele casamento.

Em 18 de outubro de 2015, o Papa Francisco canonizou Luis e Zélia Martin juntos, tornando-os o primeiro casal a ser declarado santo na mesma cerimônia. Eles não foram canonizados por feitos extraordinários aos olhos do mundo, mas por terem vivido as coisas mais simples de uma maneira extraordinária: amando, trabalhando, criando seus filhos, apoiando-se mutuamente na tristeza e confiando em Deus quando tudo parecia estar desmoronando.

A história dela nos lembra que a santidade não é exclusiva de mosteiros ou conventos. Ela também pode florescer em um lar, ao redor da mesa da família, em meio ao trabalho diário, às lágrimas, às doenças e às provações.

Porque aqueles dois jovens, que outrora foram rejeitados pela vida religiosa, descobriram, com o passar dos anos, que Deus não lhes havia fechado uma porta.

Eu estava simplesmente os guiando em direção a uma missão muito maior: demonstrar que um casamento vivido com amor, fé e compromisso também pode mudar a história da Igreja. Texto Original en Español Via Página Canal vida, Tradução via Google Tradutor: https:\\www.facebook.com\CanalVidaRedes

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