ACONSELHAMENTOS PARA CASAIS.: "AS PALAVRAS QUE SE TRANSFORMAM EM AMOR!"

Aconselhamentos: As Palavras Que se Transformam em Amor
Três regras básicas para que as palavras se transformem em amor

Ernest Hemingway afirma que todas as palavras que saem do coração acabam causando uma grande dor. Em todos os relacionamentos, devemos, por força, aprender a utilizar palavras e expressões adequadas. Falar por falar, contar inúmeras histórias e fatos infinitos é algo desgastante. Numa relação de amigos, de família, especialmente de namoro e noivado, as palavras têm uma importância indiscutível. Quem fala por falar numa relação de intimidade acaba por destruir a confiança. Por trás de cada palavra que emitimos, de cada frase que compomos, sempre há uma esperança. Nos relacionamentos de namorados e noivos, tenho ouvido com tristeza palavras ásperas, grossas, que denotam displicência.

A palavra pode gerar um tsunami:

Uma palavra dita na hora indevida pode ser um Tsunami no coração da pessoa amada. Uma palavra carregada de ignorância ou de desprezo pode ser o fim de uma relação.
Convocar ao diálogo, ao encontro e aconchego das palavras exige muito de cada um de nós. Algumas palavras causam dor num primeiro momento, mas, depois, levam-nos a pensar e refletir. Algumas exigências fazem com que as palavras se transformem em gestos e em conteúdos de amor e bondade. Permitam-me partilhar com vocês quais podem ser essas exigências.

Em primeiro lugar, a inteligência e a cultura, que exigem de cada um nós o uso da língua. Nunca nos cansaremos de aprender a falar bem nossa língua; mas isso exige leitura, compreensão e especialmente amadurecimento. Uma língua falada coordenadamente faz com que as pessoas se entendam. Não precisamos de termos rebuscados ou esnobes, mas sim falar bem para termos um bom canal de comunicação.

Em segundo lugar, a disponibilidade de ouvir. Tenho certeza que aqui se encontram os 90% dos nossos problemas de comunicação, pois não sabemos ouvir. As pessoas que amam detêm-se para escutar. Parar para ouvir o outro nos poupa sérios maus entendidos. Quem para para ouvir ganha um espaço magnífico de serenidade, de compreensão e, sobretudo, de esperança. Não devemos nos sentir mal quando alguém que nos ama diz: “Desculpe-me, não entendi. Poderia repetir para mim?”, “Podemos esclarecer isso ou aquilo”. Tudo isso não é produto de normas de convivência, mas, na relação de namoro e noivado, algo essencial para o crescimento de um futuro casal que almeja celebrar o casamento. As frases ou palavras bem ouvidas fazem bem a todos nós.

Apagar da memória palavras que magoaram:

Por último, a capacidade de apagar da memória as palavras que não deveríamos ter dito ou ouvido. Muitos casais, depois de 20 anos de casamento, ainda apelam e incomodam o seu relacionamento insistindo com o seu cônjuge: “Lembro-me muito bem do que você disse para mim naquele dia em que brigamos”. Que tal mudar o conteúdo dessa expressão por uma muito mais profunda: “Lembro-me do dia em que você declarou seu amor por mim”. Palavras vão e vêm, mas devemos ter cuidado para que aquelas que vão não fiquem em vão, e para que aquelas que vem nos façam bem.

Não poderia deixar uma última recomendação ou palavra de amigo e irmão. Temos de ter sempre presente a verdade, a sinceridade e honestidade nas nossas palavras; assim, o que falamos se torna lúcido, transparente e sem dupla intenção.

Que no relacionamento de cada um de vocês as palavras estejam sempre pautadas pelo amor e pela bondade; sem dúvida, essas duas nos ajudarão a viver cada vez melhor. No próximo encontro, veremos como, além das palavras, os gestos se tornam ternura e solidez na relação.


Padre Rafael Solano | Sacerdote da Arquidiocese de Londrina. Reitor do Seminário Maior Paulo VI. Professor da PUC – PR.

Créditos na Imagem Via Pinterest, Fonte Via Programa Vozes da Paz, https://facebook.com/vozesdapaz ou https://facebook.com/edsonluizlocutor
Observação: Esse programa, Vozes da Paz,  não existe mais, porque foi extinto da Emissora de Rádio São José (A.M 1240 KHZ), F.M, 96,9 MHZ, da Fundação João XXIII, emissora da Rede Nova de Comunicação, ficou por mais de 10 anos no ar, era dirigido e apresentado pelo meu chará Edson Luiz, hoje ele é casado com a ex missionária Católica da Comunidade Doce Mãe de Deus (Arquidiocese de João Pessoa, Paraíba) Juçara Andrade, tem 4 filhos e hoje possuem uma escola musical Católica Santa Cecília). É uma pena que ninguém da Comarca de Mafra, ou de alguma das três paróquias quis assumir e dar continuidade ao programa de Evangelização Católica nas rádios, e redes sociais! Fica aqui o meu apelo para que um dia volte a ter em nossos meios de comunicação programas tão bons quanto estes! 

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PARA UM RELACIONAMENTO DAR CERTO...
Para um relacionamento dar certo é preciso três pilares básicos: o tempo certo, o jeito certo e a pessoa certa.
1. O tempo certo: é aquele em que você está psico, espiritual e mentalmente preparada para um relacionamento. Não somos nós que definimos este tempo, a nós cabe apenas nos preparar. É Deus quem vê o nosso ser por completo e determina quando estamos prontos, da mesma forma como Ele fez com Adão (Gn 2, 18). Deus não vai confiar alguém a você, se você não estiver pronta(o) para isso. Ele sabe que você poderá se ferir e ferir ao outro.
2. O jeito certo é a castidade! Quanto mais casto for um relacionamento, mais frutífero ele será. Deus abençoou o homem e a mulher para se unirem à maneira dEle. Quando um relacionamento não é casto, feridas imensas se abrem na alma dos envolvidos. E o relacionamento casto não é só aquele onde o sexo só é permitido após o casamento, mas é aquele em que as intenções são puras desde da mente à alma. Ou seja, se o relacionamento for por interesse, por carência, para impressionar, pra tentar esquecer alguém, ele já está fadado ao fracasso. E fracasso é sinal de infelicidade, que não é a vontade de Deus.
3. A pessoa certa: é aquela que Deus escolheu pra você. Não que exista uma única pessoa no planeta que é a certa, mas é aquela que Deus, como Pai bondoso que é, dá a benção para que toque o seu coração.
A pessoa certa topa viver os planos do céu com você, te leva para a intimidade com Deus, te impulsiona na santidade.

Se o relacionamento for com a pessoa certa e o jeito certo no tempo errado, vocês podem sofrer. Se for com a pessoa certa, no tempo certo, mas do jeito errado, vocês irão se machucar. Se for o jeito certo e o tempo certo com a pessoa errada, você desperdiçará força e tempo. ..
Então, o que podemos fazer? Nos preparar, esperar e orar. Preparação de alma, de mente, de psicológico. Esperar é nos abandonar em Deus e agir só mediante sua Voz. E orar dando liberdade e autoridade para que o Senhor.
O Autor do Amor quer cuidar de tudo! Ele quer nos fortalecer para o jeito certo, nos preparar para o tempo certo e nos levar até a pessoa certa. Confie! Se abandone nEle!

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Muitas pessoas não apenas juram que se casaram “para constituir família”, mas acreditam mesmo que essa é a única justificativa decente para o casamento. 

G. K. Chesterton dizia que o mundo está repleto de ideias cristãs enlouquecidas. Acho que essa é uma delas. 

Santo Tomás ensinava que o casamento possui três finalidades: uma natural, que é a procriação; outra, humana, que é o amor e a ajuda mútua; e uma divina, que é a mútua santificação. As duas últimas dependem das nossas intenções e esforços. A primeira, não. É um processo natural que opera inteiramente à nossa revelia. Podemos frustrá-lo, mas não incrementá-lo substancialmente. Ele não apenas independe de nós, mas também das outras duas finalidades. Qualquer um pode verificar com seus próprios olhos que há mais crianças no mundo do que amor entre cônjuges. Quanto à santificação, coitada, jamais deu palpite nessa área. Se para procriar fosse preciso uma intenção de ser santo, estup**s não gerariam filhos, e casais que vivem trocando t@p@s seriam estéreis. 

Portanto, entre as finalidades subjetivas do casamento, a procriação só entra como um acidente lateral. Casamos porque amamos uma pessoa, desejamos ajudá-la em tudo, preservá-la de todo mal e fazer o que estiver ao nosso alcance para que ela viva no céu eternamente. That’s is it. 

- Olavo de Carvalho

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Há um mundo de diferença entre amar a si mesmo no outro (o outro não é amado de verdade, serve somente para o meu prazer) e entregar tanto a si mesmo como o outro ao Terceiro, que conservará a ambos num amor imortal. Sem o Amor de Deus, há risco de o amor morrer de seu próprio excesso. Mas quando cada um ama a Chama de Amor - acima e além das duas fagulhas individuais que vieram da Chama - não há então absorção de um pelo outro, mas comunhão. Então, o amor ao outro se torna uma prova de que ele ama a Deus , pois o outro é visto em Deus e não por ser amado sem Ele. (...)
Talvez haja no mundo inteiro poucos espetáculos de beleza mais comoventes do que a do marido e mulher rezando juntos. A prece do marido e da esposa , dita em comum, não é a mesma de dois indivíduos que abrem o coração para Deus, pois no primeiro caso há um reconhecimento do Espírito de Amor que os faz um só.

Venerável Fulton J Sheen, Três para casar

Fonte dos 3 Textos Via irmão Márcio Moreira, Créditos nas Imagens Via Pinterest.: https:\\www.facebook.com\marcio.moreira.77964201

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