A SENHORA QUE POR VERGONHA, ESCONDEU UM PECADO NA CONFISSÃO E CONDENOU-SE

A Senhora que Por Vergonha,Escondeu Um Pecado na Confissão e Condenou-se:

O relato a seguir, reproduzido por Santo Antônio Maria Claret em "O Caminho Reto", atribui esse relato a Santo Afonso Maria de Ligório, que afirma tê-lo recebido do Padre Antônio Caroccio, apontado como a testemunha original do fato. Tal fato é apresentado como um exemplo para despertar o horror ao sacrilégio, ou seja, horror em profanar os sacramentos, neste caso, o sacramento da confissão que uma senhora cometeu por ter escondido por sua própria vontade um pecado contra pureza na Confissão por vergonha.
  
Assim...

A vergonha é uma das armas mais sutis que o demônio utiliza para afastar as almas da misericórdia de Deus por meio do sacramento da confissão. Antes do pecado, o demônio procura convencer de que pecar não tem importância; depois da queda, inspira-lhe o medo e a vergonha para que esconda justamente aquilo que deveria apresentar ao tribunal da misericórdia (Confissão). Assim, muitos permanecem presos às próprias culpas por não terem a coragem de fazer uma confissão íntegra e sincera.

O propósito desse relato é recordar que Deus jamais rejeita um pecador arrependido que confesse seus pecados, e espera dele uma confissão completa, humilde e sincera, pela qual a alma reencontra a paz e a graça.

— Narra-se o seguinte por Santo Antônio Maria Claret em "O Caminho Reto" :

"Uma senhora que, durante muitos anos, ocultava por vergonha um pecado grave contra a pureza procurou um missionário desconhecido para se confessar. Enquanto ela se confessava, o companheiro do sacerdote viu sair de sua boca numerosas cobras; por fim apareceu uma enorme serpente, que chegou a pôr a cabeça para fora, mas voltou novamente para dentro, seguida de todas as outras serpentes. Pouco depois da confissão, a mulher morreu repentinamente. 

Os religiosos rezaram e jejuaram durante três dias pedindo a Deus que lhes revelasse o significado daquela visão. Então a mulher lhes apareceu condenada, explicando que as cobras representavam os pecados sinceramente confessados, enquanto a grande serpente simbolizava o pecado mortal que ela, por vergonha, escondera novamente. 

Ao ocultá-lo, tornara sacrílega toda a confissão, e por isso as demais "serpentes" retornaram com ela. Em seguida descreveu os castigos simbólicos correspondentes aos diversos pecados e desapareceu no inferno." ¹

Com efeito...

O grande erro dela não foi apenas ter cometido um pecado grave, mas ter escondido por sua própria vontade esse pecado na Confissão por vergonha. Deus estava disposto a perdoá-la, mas ela preferiu ocultar e condenar a si própria, justamente no sacramento instituído para conceder o perdão, recusando a graça que Cristo lhe oferecia. O relato nos ensina que nenhum pecado é maior do que a misericórdia de Deus, mas nenhuma confissão é válida quando, por livre vontade, se esconde um pecado mortal (de matéria grave), que se tem consciência de haver cometido.

Assim, aprendamos que nenhuma vergonha deve ser maior do que a confiança na infinita misericórdia de Deus. O demônio tenta calar pela vergonha, enquanto Cristo nos convida a abrir todo o coração no sacramento da Reconciliação (confissão). A confissão sincera não é tribunal de condenação, mas encontro com o Cristo que acolhe, perdoa, restaura à alma, e ainda esquece não guardando rancor dos pecados, jogando-os no fundo do mar, como diz o profeta Miquéias: 

"Ele não guarda rancor para sempre, o que ama é a misericórdia. Voltará a compadecer-se de nós, esquecerá nossas iniquidades e lançará ao fundo do mar todos os nossos pecados." — (Miquéias 7, 18-19)

Logo...

Não existe pecado tão grave que Deus não possa perdoar a quem se arrepende verdadeiramente. O único perigo é recusar a graça por nossa vontade, escondendo voluntariamente aquilo que precisa ser curado em nós. Por isso, aproximemo-nos do confessionário com confiança e humildade, lembrando que Cristo deseja mais perdoar do que nós desejamos ser perdoados.

— Tenho feito um exame de consciência sincero antes de me confessar?

— Alguma vez deixei de confessar um pecado grave por vergonha ou medo?

— Na confissão, confio mais na misericórdia de Deus, ou na vergonha semeada pelo demônio para esconder meus pecados?

— O que preciso levar ao confessionário com humildade na minha próxima confissão sem o joio da vergonha do demônio?

Assim...

"Não há pecador que não possua vergonha. Mas, não há nenhuma vergonha que o pecador não possa vencer com verdadeira coragem e confiança em Deus. Feliz é aquele que vence a própria vergonha, não escondendo a própria miséria, e sim em colocá-la aos pés de Cristo na Confissão. Um instante de humildade diante do confessionário vale mais do que uma vida inteira carregando o peso da própria culpa."

— Referência:

1- [Santo Antônio Maria Claret (1807–1870) – republica o episódio em espanhol em El Camino Recto (O Caminho Reto), citando expressamente Santo Afonso como fonte].

Créditos na Imagem e Texto Via Grupo Mediugorje o Último Chamado de Maria.: https://facebook.com/groups/380581049014742/

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