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QUEM ERAM OS PERSONAGENS DA CENA DA "PAIXÃO DE CRISTO DA SEMANA SANTA: PARTE 1:

 Simão  Cirineu

Imagina um homem vindo do campo, cansado do trabalho, encontra com um  aglomero de pessoas. No meio daquele alvoroço, um homem surrado e coroado de espinhos, um possível criminoso, um infligidor da lei e da ordem com uma cruz sobre os ombros. Que os romanos gostavam de dar seus espetáculos isso era um fato, volta e meia crucificavam alguém naquelas bandas para dar o exemplo.  Mas desta vez é diferente, um soldado o requisita para que ele ajude ao malfeitor a carregar aquela madeira pesada e suja de sangue.


Imagina a reação de Simão, com certeza não gostou nenhum pouco de estar envolvido naquela situação. “impuseram lhe a cruz para levá-la atrás de Jesus” (cf Lc 23,26).  Ninguém gostaria de fazer algo deste tipo. Que desaforo ser obrigado a carregar a cruz de um condenado! Imagina a indignação do mesmo. Ter de tocar naquele instrumento de morte e de vergonha.


Ou o contrário: Imagina agora que Simão fosse um homem que se solidarizasse com o sofrimento dos condenados e assumiu aquela imposição com amor e piedade já que eram homens desgraçados para serem condenados àquele destino vergonhoso e cruel.


O fato é que os evangelhos não narram os sentimentos interiores de Simão. Só sabemos que era um homem do campo, habitante de Cirene e pai de dois personagens segundo o evangelho de São Marcos “Era o Pai de Alexandre e Rufo” (Mc 15,21).  E ao assumir aquela cruz a sua vida não foi a mesma.  O que atesta essa mudança é a citação do nome de Rufo e sua mãe por São Paulo e pelas palavras dos apóstolos, eram pessoas muito próximas: “Saudai Rufo, este eleito do Senhor, e sua mãe, que também é minha” (Rm 16,13). O seu filho e sua esposa eram seguidores de Cristo, ou seja, sua família se tornara cristã.


Em Simão de Cirene, Jesus nos permite tocar o madeiro da nossa salvação e nos unir ao seu sofrimento. Ele nos desafia a jogarmos as redes do outro lado, a completar em nossa carne a sua paixão, a unir nossas dores a sua Cruz. É o convite do Senhor a sair do nosso egoísmo, e do nosso egocentrismo e participar de algo sublime: A salvação dos Homens. Convida-nos a perceber que não viemos do acaso e não voltaremos para o mesmo, somos filhos de um amor ousado que assumiu a nossa vergonha e nos livrou da morte eterna.


Deixemo-nos ser tocados pela cruz de Cristo e ajudemos a levá-la adiante para que outros conheçam seu poder salvador.

 


Bruno Donato Ferreira Neto


Missionário Consagrado Arca da Aliança

Fonte Comunidade Católica Arca da Aliança, Diocese de Joinville, SC

https://www.arcadaalianca.com.br/espiritualidade/formacao/simao-cirineu



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Santa Verônica, a mulher em cujo véu estampou-se a Face de Cristo!

Verônica vem de “Vero Ícone”, ou seja, a “Verdadeira Imagem” de Jesus

Santa Verônica foi a mulher que entrou para a história do cristianismo como aquela que teve um dos mais belos e misericordiosos gestos para com Jesus durante o seu caminho até o Monte Calvário para ser crucificado: ela se aproximou e enxugou o Seu Divino Rosto, ensanguentado e suado, com um véu no qual ficou impressa, conforme a tradição popular, a Santa Face do Messias.

Nesse véu, ou lenço, ou pano, teria ficado impressa, desta forma, a Verdadeira Imagem de Cristo, ou o Seu “Vero Ícone”: daí que, por extensão, o nome “Verônica” passou a ser usado para indicar aquela mulher piedosa e não apenas o pano que recolheu o “Verdadeiro Ícone” de Jesus.

Pois é: diferentemente do que muitos pensam, Verônica não era o nome daquela mulher. Não se conhece o seu nome. Há quem ache que “Verônica” seja uma variante de “Berenice”, mas o fato é que não se sabe como se chamava aquela boa alma. O nome “Verônica” apareceu pela primeira vez no documento apócrifo As Atas de Pilatos.

Segundo a tradição, Santa Verônica foi uma mulher piedosa que morava em Jerusalém e que, após a Paixão do Senhor, se dirigiu a Roma levando consigo aquele véu tão especial. Seu gesto de compaixão no Calvário é recordado na sexta estação da Via Sacra.

Uma das várias tradições populares diz que Santa Verônica, uma vez chegada à Itália, esteve diante do imperador romano Tibério e o curou depois de fazê-lo tocar naquela imagem sagrada. Ela teria vivido na capital do império na mesma época em que lá estiveram os apóstolos São Pedro e São Paulo. Ao morrer, teria deixado a relíquia do “Vero Ícone” para o Papa Clemente I.

No primeiro Ano Santo da história, celebrado em 1300, o Véu da Verônica foi uma das Mirabilia Urbis (maravilhas da cidade de Roma) que se expuseram aos peregrinos em visita à Basílica de São Pedro no Vaticano.

Os rastros do Véu da Verônica se perderam nos anos sucessivos ao Ano Santo de 1600, até que a relíquia fosse reencontrada e preservada na Igreja da Santa Face de Manopello.

O Papa emérito Bento XVI foi o primeiro pontífice a visitá-lo, em setembro

Fonte Ateléia: https://pt.aleteia.org/2017/07/12/santa-veronica-a-mulher-em-cujo-veu-estampou-se-a-face-de-cristo/

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As virtudes do Bom Ladrão e a segunda palavra de Jesus na cruz:


Amen dico tibi: Hodie mecum eris in paradiso — “Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no paraíso” (Luc. 23, 43).

Sumário. Observam os santos Padres que o Bom Ladrão, reconhecendo em Jesus crucificado o seu verdadeiro Deus, confessando-O como tal na presença de seus inimigos e recomendando-se-Lhe, deu exemplos das mais sublimes virtudes. Pelo que o Senhor lhe fez com razão a bela promessa de que naquele mesmo dia havia de gozar das delícias do paraíso. Meu irmão, o Senhor não se mudou, e, portanto, se porventura tivéssemos imitado o ladrão em seus desvarios, imitemo-lo também na sua conversão sincera a Deus e também teremos a mesma sorte feliz.

I. Para que o nome de Jesus Cristo ficasse eternamente difamado, os judeus crucificaram-No entre dois ladrões, como usurpador sacrílego da divindade; cumprindo assim a profecia de Isaías: Et cum sceleratis reputatus est (1). — “Ele foi colocado no número dos malfeitores”. O Senhor permitiu esta malícia diabólica afim de nos dar um belo exemplo de conversão sincera e, ao mesmo tempo, uma prova exímia de sua infinita misericórdia.

Refere São Lucas que dos dois ladrões um ficou obstinado e outro se converteu. Este, vendo que seu companheiro perverso blasfemava contra o Senhor, pôs-se a repreendê-Lo dizendo que eles eram castigados conforme mereceram, mas que Jesus era inocente e não tinha feito mal algum. E depois , volvendo-se para o próprio Jesus, disse: Domine, memento mei, cum veneris in regnum tuum (2). — “Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino”. Com estas palavras, reconheceu-O por seu verdadeiro Senhor, e, segundo observa Arnoldo de Chartres, deu provas das mais belas virtudes: Ibi credit, poenitet, praedicat, amat, confidit et orat — “Ele crê, arrepende-se, prega, ama, confia e ora”.

Na cruz, o bom ladrão praticou a fé, crendo, como diz São Gregório, que Jesus Cristo, depois de morto, havia de entrar triunfante no reino de sua glória. Praticou penitência, confessando que merecia a morte e não se atrevendo, na palavra de Santo Agostinho, a esperar perdão antes da confissão de suas culpas. Pregou, exaltando a inocência de Jesus. Praticou, sobretudo, o amor para com Deus, aceitando com resignação a morte em expiação de seus pecados. Pelo que São Cipriano não hesita em chamá-lo verdadeiro mártir, batizado em seu próprio sangue. Felizes de nós, se, tendo seguido o ladrão em seus desvarios, o imitarmos também na sua conversão sincera a Deus!

II. À súplica do bom ladrão, respondeu Jesus unicamente prometendo-lhe para o mesmo dia o paraíso: “Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no paraíso”. Escreve um sábio escritor que, em virtude desta promessa, o Senhor, no mesmo dia e imediatamente depois da morte, se lhe mostrou a descoberto e tornou-o felicíssimo, muito embora não lhe comunicasse todas as delícias do céu antes de ali entrar.

Consideremos neste fato a bondade de Deus, que sempre concede mais do que se lhe pede; porquanto, como observa Santo Ambrósio, o bom ladrão pediu tão somente a Jesus Cristo que se lembrasse dele e no mesmo instante Jesus Cristo lhe promete e lhe dá o paraíso. Observa, além disso, São João Crisóstomo, que antes do bom ladrão ninguém merecera a promessa do paraíso. Realizou-se então o que Deus disse pela boca de Ezequiel que, quando o pecador se arrepende de seus pecados com coração sincero, Deus os perdoa de tal modo, como se não se lembrasse mais das injúrias recebidas: Si autem impius egerit poenitentiam, omnium iniquitatum eius non recordabor (3).

Consideremos ainda que, para o mau ladrão, a cruz padecida com impaciência foi causa de maior perdição no inferno, ao passo que para o bom ladrão a cruz padecida com paciência se tornou escada do paraíso. – Feliz de ti, ladrão santo, que tiveste a ventura de unir a tua morte à de teu Salvador! Ó meu Jesus, d’oravante consagro-Vos toda a minha vida, e peço-Vos a graça de, na hora da morte, poder unir o sacrifício de minha vida ao que oferecestes a Deus sobre a cruz. Pelos méritos desse vosso sacrifício espero morrer em vossa graça, amando-Vos com amor puro e livre de todo o afeto terreno, afim de continuar a amar-Vos com todas as minhas forças por toda eternidade. — Ó Maria, minha aflita Mãe, alcançai-me a santa perseverança. (*I 669.)

  1. Is. 53, 12.
  2. Luc.23, 42.
  3. Ez. 18, 21 et 22.

Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo III – Santo Afonso

Fonte: Dominus Est

Via Página Arsenal Católico: https://www.arsenalcatolico.com.br/as-virtudes-do-bom-ladrao-e-a-segunda-palavra-de-jesus-na-cruz/

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QUEM FOI BARRABÁS?! PORQUE O POVO O PREFERIU LIVRE DO QUE A JESUS DE NAZARÉ?!

 

"BARRABÁS NÃO ERA UM BANDIDO QUALQUER!"

Barrabás (do aramaico: Bar Abbas, “filho do pai”) nasceu na cidade de Jopa, ao sul da Judeia. Tinha a profissão de remador de botes e foi contemporâneo de Jesus Cristo. É um personagem citado no Novo Testamento, no episódio do julgamento de Jesus por Pôncio Pilatos. Era integrante de um partido judeu que lutava contra a dominação romana denominado zelote. Seu grupo agia através de ataques às legiões como meio de fustigar as forças invasoras dominantes. Foi preso após um ataque a um grupo de soldados romanos na cidade de Cafarnaum, onde possivelmente um soldado foi morto. «E havia um chamado Barrabás, que, preso com outros amotinadores, tinha num motim cometido uma morte.» (Marcos 15,7) Segundo o texto bíblico, quando Jesus foi acusado pelos sacerdotes judeus perante Pôncio Pilatos, o governador da Judeia, depois de interrogá-lo, não encontrou motivos para sua condenação. Mas como o povo, presente ao julgamento, vociferava contra o prisioneiro exigindo sua crucificação, Pilatos mandou flagelá-lo e depois exibi-lo, ensanguentado, acreditando que a multidão se comoveria (um episódio conhecido como Ecce homo). Mas tal não aconteceu. Pressionado, o governador tentou um último recurso: mandou trazer um condenado à morte, tido como ladrão e assassino, chamado Barrabás, e, valendo-se de uma (suposta) tradição judaica, concedeu ao povo o direito de escolher qual dos dois acusados deveria ser solto e o outro crucificado. Então, o povo manifestou-se pela libertação de Barrabás.

QUANDO ESCOLHEMOS BARRABÁS?
Barrabás não era um bandido qualquer (Mt:27,16). Preso por se amotinar contra Roma e estar envolvido em um homicídio (Mc 15,1-13), ele detinha a admiração do povo – à época subjugado pelo Império Romano. Era uma espécie de herói, corajoso ao ponto de enfrentar o poderio do inimigo dos judeus. O povo se identificava com ele. Do outro lado, estava Jesus. Corpo dilacerado, ensanguentado. O retrato da “fragilidade” humana ante a crueldade de seus algozes. Os dias de curas, milagres, sermões impactantes haviam se apagado da memória do povo ensandecido. Não, aquele não era o herói que eles queriam. As pessoas não se pareciam com Jesus. O povo se parecia com Barrabás. Talvez inspirados no episódio bíblico, muitos líderes e falsos profetas têm levado vantagem em nosso tempo. Eles têm facilidade de vender um “Jesus” diferente do Jesus da Bíblia. Oferecem Barrabás disfarçado de “Jesus” e muitos crêem. Um falso Jesus que não fala de arrependimento ou de mudança. Um “Jesus” que é parecido com o mundo: vaidoso, ganancioso, egoísta e acomodado em seu pecado. O Jesus da coroa de espinhos, da cruz, da carne mortificada, do negar-se a si mesmo não é atrativo para a maioria. Mas, o “Jesus” da “prosperidade”, esse sim, é irrecusável. É esse o “Cristo” que muitos almejam, o gênio da lâmpada, sempre disponível para satisfazer desejos. Queremos um Jesus que se pareça conosco em vez de alguém que precisemos mudar para se parecer com Ele. Nos evangelhos, o povo escolheu a Barrabás porque se parecia mais com ele do que com Jesus. Muitas vezes, agimos da mesma forma, como imitadores daquelas pessoas. Escolhemos o preso pecador, que se parece conosco, ao invés de Jesus, que exige de nós uma mudança de vida. Pense nisso. 

Fonte Comunidade Católica Anuncia-me: https://anunciame.com/formacao/barrabas-nao-era-um-bandido-qualquer/

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Quem era Pôncio Pilatos?

Pôncio Pilatos desempenhou o cargo de prefeito da província romana da Judeia desde o ano 26 d.C até ao ano 36 ou início de 37 d.C. A sua jurisdição estendia-se também à Samaria e Idumeia. Não sabemos nada de certo sobre a sua vida antes dessas datas. O título do cargo que desempenhou foi o de praefectus, como era chamado até ao imperador Cláudio e como o confirma uma inscrição descoberta em Cesareia. O título de procurator, utilizado por alguns autores antigos referindo- se ao seu cargo, é um anacronismo. Os Evangelhos referem-se a ele pelo título genérico de “governador”.

Como prefeito competia-lhe manter a ordem na província e administrá-la, tanto do ponto de vista judicial como financeiro. Portanto, devia estar à frente do sistema judicial (como consta que aconteceu aquando do julgamento de Jesus) e recolher tributos e impostos para prover às necessidades da província e de Roma. Desta última atividade não há provas diretas, ainda que o incidente do aqueduto narrado por Flávio Josefo (ver mais abaixo) seja certamente uma sua consequência. Além disso, foram encontradas moedas cunhadas em Jerusalém nos anos 29,30 e 31, sem dúvida por ordem de Pilatos.

Acima de tudo, porém, o prefeito romano passou à história por ter ordenado a execução de Jesus de Nazaré; ironicamente, o seu nome entrou, por essa mesma razão, no símbolo da fé cristã: “Padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado…”

Segundo Filón e Flávio Josefo, as suas relações com os Judeus não foram nada boas ( a informação sobre Pilatos aparece em Filón, Embaixada a Gayo, 299-306 e Flávio Josefo, Antiguidades Judaicas, 18, 55-62; a Guerra dos Judeus, 2, 169-177). Na opinião de Josefo, os anos que Pilatos passou na Palestina foram muito agitados, e Filón afirma que o governador se caracterizava pela <<sua venalidade, violência, roubos, assaltos, conduta abusiva, frequentes execuções de prisioneiros sem julgamento prévio e pela sua ferocidade sem limites>> (Em baixada a Gayo, 302). Embora estas apreciações sejam certamente influenciadas pela intencionalidade e compreensão próprias destes dois autores, a crueldade de Pilatos é manifesta, como sugere Lc 13,1, onde se menciona o incidente dos galileus cujo sangue o governador misturou como dos seus sacrifícios. Josefo e Filón narram ainda que Pilatos introduziu em Jerusalém umas insígnias em honra de Tibério, que originaram uma grande revolta, forçando-o por fim a levá-las para Cesareia. Josefo relata, noutra passagem, que Pilatos utilizou fundos sagrados para construir um aqueduto. A decisão originou uma revolta, que foi suprimida de forma sangrenta. Um último episódio relatado por Josefo é o da violenta repressão de samaritanos no monte Garizim, no ano 35. Os samaritanos enviaram então uma delegação ao governador da Síria, Lúcio Vitélio, que suspendeu Pilatos do seu cargo. Este foi chamado a Roma, para apresentar explicações, mas só lá chegou depois da morte de Tibério (Antiguidades Judaicas, 18,85-89). Segundo uma tradição recolhida por Eusébio, caiu em desgraça sob o império de Calígula, acabando por se suicidar.

Nos séculos seguintes, surgiram todo o tipo de lendas sobre a sua pessoa. Umas atribuíam-lhe um fim assustador, no Tibre ou em Vienne (França), enquanto outras (sobretudo as Atas de Pilatos, que na Idade Média faziam parte do Evangelho de Nicodemos) apresentam-no como convertido ao cristianismo juntamente com sua mulher, Próculo, venerada como santa pela Igreja Ortodoxa, devido ao facto de ter defendido Jesus (Mt 27,19). O próprio Pilatos é contado entre os santos da Igreja etíope e copta. Mas, acima destas tradições, que na sua origem refletem uma intenção de mitigar a culpa do governador numa época em que a culpa do governador nua época em que a difusão do cristianismo encontrava dificuldades no Império, a figura de Pilatos que conhecemos nos Evangelhos corresponde à de um personagem indolente, que não quer confrontar-se com a verdade, preferindo agradar à turba.

A sua presença no Credo, não obstante, é de grande importância, porque nos recorda que a fé cristã é uma religião histórica e não um programa ético ou uma filosofia. A redenção realizou-se num lugar concreto do mundo, na Palestina, e num período concreto da história, isto é, quando Pilatos era governador da Judeia.

Fonte: CHAPA, Juan.50 Perguntas sobre Jesus.Trad. Maria do Rosário Pernas. Ed. Paulinas: Portugal, 2011.

Professor Felipe Aquino: Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

Fonte Formação Comunidade Católica Canção Nova de Cachoeira Paulista, Diocese de Lorena, SP:

 https://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2014/08/22/quem-era-poncio-pilatos/

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Homens da Bíblia: Caifás O sumo sacerdote que condenou Jesus!

Astuto, manipulador e sagaz. Esses são atributos que podem ser aplicados a Caifás, o sumo sacerdote que presidiu dois dos julgamentos de Jesus. Ainda que não fosse pelos relatos bíblicos, só o fato dos romanos o deixarem permanecer no cargo por 18 anos já mostra que ele era astucioso.

     Mas é nas Escrituras que vemos sua habilidade em se manter no poder político. Após a ressurreição de Lázaro, ele tramou friamente a morte de Jesus. Ele tentou tranquilizar a consciência de qualquer membro do Sinédrio que talvez não tivesse coragem de acusar a Jesus. Ele fez isso atribuindo motivos elevados a este ato perverso: “Convém que morra um só homem pelo povo e que não venha a perecer toda a nação” (João 11,50).

     Quando Caifás, com a ajuda de Judas, conseguiu prender o Salvador, o propósito de cada passo seu foi para ver Jesus morto o mais rápido possível, sem nenhuma consideração para com a justiça ou a lei. Depois de Jesus se apresentar diante de Anás, sogro de Caifás e considerado por alguns judeus o verdadeiro sumo sacerdote, ele e o Sinédrio expuseram Jesus a dois julgamentos falsos.

     No primeiro julgamento, Caifás cinicamente presidiu uma demonstração pública de perjúrios. Quando Jesus permaneceu calado sem se rebaixar ao nível de seus acusadores, ele impacientemente demandou uma resposta direta à pergunta de ser ele ou não o Filho de Deus. Ouvindo uma resposta afirmativa, de modo hipócrita rasgou suas vestes, fingindo estar chocado, e declarou: “Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia!” (Mateus 26,65). Ele então assistiu, sem interferir, a uma multidão profana que cuspia em Jesus e o ridicularizava. Seu ódio pelo caminho de Deus não terminou com a morte de Jesus. Ele continuou ativo, perseguindo a Pedro e a João (Atos 4,6).

     Para Caifás, a vida nada mais era que lucrar e preservar o seu bocado de poder insignificante.Mesmo com toda a sua manobra e trama, ele é uma personalidade absolutamente insignificante na História, a não ser por tratar infamemente Jesus e os cristãos. Sua obsessão por conservar-se no poder o tornava frio, indiferente e incapaz de ver que o Filho de Deus estava ali no seu meio.

Fonte: http://www.paroquiadombosco.org.br/lermais_materias.php?cd_materias=76&friurl=-Homens-da-Biblia:-O-sumo-sacerdote-que-condenou-Jesus-

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Judas Iscariotes o Apóstolo que Traíu Jesus e o entregou por 30 moedas:

Conhecendo os Evangelhos compreende uma série de artigos interpretativos.
Em cada artigo será apresentada uma passagem bíblica e uma reflexão.

EVANGELHO  Jo 13,21-33.36-38 
21 Depois de dizer isso, Jesus ficou interiormente perturbado e testemunhou: “Em verdade, em verdade, vos digo: um de vós me entregará”. 22 Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem estava falando. 23 Bem ao lado de Jesus estava reclinado um dos seus discípulos, aquele que Jesus mais amava. 24 Simão Pedro acenou para que perguntasse de quem ele estava falando. 25 O discípulo, então, recostando-se sobre o peito de Jesus, perguntou: “Senhor, quem é?” 26 Jesus respondeu: “É aquele a quem eu der um bocado passado no molho”. Então, Jesus molhou um bocado e deu a Judas, filho de Simão Iscariotes. 27 Depois do bocado, Satanás entrou em Judas. Jesus, então, lhe disse: “O que tens a fazer, faze logo”. 28 Mas nenhum dos presentes entendeu por que Ele falou isso. 29 Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus estava dizendo: “Compra o que precisamos para a festa”, ou que desse alguma coisa para os pobres. 30 Então, depois de receber o bocado, Judas saiu imediatamente. Era noite. 31 Depois que Judas saiu, Jesus disse: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32 Se Deus foi glorificado nele, Deus também o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33 Filhinhos, por pouco tempo eu ainda estou convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’. 36 Simão Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais?” Jesus respondeu-lhe: “Para onde eu vou, não podes seguir-me agora; mais tarde me seguirás”. 37 Pedro disse: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei minha vida por ti!” 38 Jesus respondeu: “Darás tua vida por mim? Em verdade, em verdade, te digo: não cantará o galo antes que me tenhas negado três vezes. 
REFLEXÃO:

O Evangelho de hoje nos põe a história mais perturbadora de todo o Cristianismo: Jesus é traído por um de seus amados discípulos. A primeira pergunta que nos vem é por que Judas traiu o Mestre pelo qual nutria tanto amor? Devemos compreender, primeiramente, quais eram as expectativas da época sobre a vinda de um Messias, somente assim entenderemos a decepção de Judas.
No século I de nossa época, o movimento messiânico estava a todo o vapor. Israel celebrava todo ano a sua libertação do poder estrangeiro do Egito – a essa festa, dava-se o nome Páscoa. Entretanto, um novo Império dominava a Terra Prometida já fazia 63 anos, desde a conquista de Israel pelo general romano Pompeu. E isso fazia aflorar o desejo pela libertação e pela autonomia do Povo de Deus. Por isso mesmo, recorriam-se às profecias que falavam sobre o Ungido que havia de vir para libertar o povo da mão do inimigo. O Ungido, em grego: Cristo (Χριστός), em hebraico: Messias (מָשִׁיחַ), era aquele que seria escolhido pelo próprio Deus para um nova libertação do povo de Israel; alguém que viria para destruir as tropas romanas, ou seja, o messias seria um líder guerreiro, poderoso e protegido por Deus.
Judas, um discípulo de Jesus que abandonou toda a sua antiga vida para seguir o novo Mestre, pensava ser esse homem o Messias guerreiro que iria derrotar as tropas romanas. Ele sabia que os ensinamentos de Jesus não se encaixavam com a esperança guerreira que ele nutria, mas acreditava que a qualquer momento o Mestre se mostraria em toda a sua glória e destruiria o inimigo, em questão de segundos.
Visto ter passado muito tempo, Judas quis entregar aquele que amava, pois, certamente, havia pensado: entregarei o mestre Jesus, e ele se mostrará em sua glória, destruindo os inimigos, e eu ainda levo trinta denários, ou seja, trinta moedas de prata. Esse deve ter sido o pensamento de Judas, que não era o de trair e mandar o Mestre à morte, mas era o de tentar agilizar o momento da guerra, sonhada por ele. Esse episódio da traição é relatado pelos quatro evangelistas. (Mt 26, Mc 14 e Lc 22).
Não podemos ser juízes quanto à postura de Judas, pois sabemos que ele se arrependeu amargamente, a ponto de tirar aquilo que lhe era mais precioso: a vida! E ele acabou devolvendo o dinheiro, no momento em que percebeu que havia feito uma “burrada”. O mesmo acontece com Pedro, o chefe dos apóstolos. Pedro trai Jesus, indubitavelmente. Negou que conhecia aquele homem; disse não ter nenhuma relação com aquele acusado. Qual amigo gostaria de ser desprezado e negado? A atitude de Pedro não é igual à de Judas? Então por que somos tão cruéis com Judas e não com Pedro? Realmente, ambos traíram Jesus, mas houve uma atitude que fez a diferença: Judas não teve coragem de voltar ao Mestre e lhe pedir perdão. Acabou fugindo dos problemas, da forma mais radical. Pedro também chora amargamente a traição que fez, mas é corajoso e quer levar em frente a memória do Mestre, agora ressuscitado.
Pedro foi capaz de fazer um gesto que muitos de nós não conseguimos: pedir perdão por nossas falhas, por nossas traições e pelas feridas que abrimos em nosso próximo. A diferença entre Judas e Pedro está na coragem de recomeçar, de mudar o presente, pois o passado já ficou na história imutável.
Jesus dizia que era necessário que alguém fizesse esse ato de traição para que ele fosse glorificado, mas lamentava o “destino” daquele que o executasse. Na realidade, Jesus quer amedrontar Judas (que já havia resolvido entregar o “poderoso messias”), para que ele optasse por outro caminho, mas a história nos diz que Judas não ouviu Jesus. Nem por isso podemos dizer que ele está no inferno. Se Deus é infinitamente misericordioso, que perdoa os maiores pecadores, por que haveria de deixar um de seus apóstolos queridos perecer eternamente? É melhor crermos que Deus é capaz de salvar a todos nós, contanto que colaboremos com a construção de um mundo melhor e que queiramos essa salvação. Por isso, limpemos os nossos corações e amemos aqueles que nos dão mais trabalho na vida!
Fonte:https://www.a12.com/redacaoa12/igreja/conhecendo-os-evangelhos-jesus-e-judas-iscariotes
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A negação de Pedro: o choro amargo de um amigo arrependido

Enquanto isso, um julgamento cheio de maldade e falsas acusações acontecia no Sinédrio. O acusado: um homem inocente. Seu único crime: ser Deus. No coração de todos os que O acusavam, e também no daquele que O julgava, notava-se a frieza de homens sem liberdade, cativos pelo pavor de perder o conforto e o prestígio que o mundo pode oferecer. Parecia que o vento gelado que cortava o rosto dos que lá estavam tratava-se apenas de uma reverberação da gelidez que se encontrava no interior deles mesmos, cheios de raiva e rancor.

Como a temperatura caíra repentinamente, mais que depressa, ainda durante a sessão de julgamento, alguns guardas acompanhados por servos do Sumo Sacerdote Caifás acenderam uma fogueira para se aquecerem. Mal sabiam eles que a fogueira que acabaram de acender no centro do pátio seria capaz de aquecer apenas os seus corpos, porém, não os seus corações. Quem seria capaz de aquecer perenemente o coração daqueles homens estava tão próximo e, ao mesmo tempo, tão distante deles.

A poucos metros, tentando entender o que estava acontecendo, encontravam-se alguns que participavam da intimidade do homem que era acusado de ser blasfemo. Dentre eles, Pedro, um simples pescador que havia deixado tudo para seguir Jesus, e vira tantos milagres realizados por Seu Mestre, que ali estava sendo humilhado. Certamente, nas pontas dos pés, ele tentava enxergar melhor o que acontecia a poucos passos dele. Talvez, tivesse até mesmo girado o pescoço algumas vezes para ouvir com mais nitidez o que estava sendo dito naquele infeliz julgamento.

Pedro negou o sentido mais profundo de sua existência

Pedro estava tão envolvido por tal situação que mal pôde perceber que uma criada do Sumo Sacerdote aproximara-se dele. Ao fitar os olhos em Pedro, que buscava acompanhar tudo o que estava acontecendo, ao mesmo tempo em que se aquecia próximo à fogueira, imediatamente ela o reconheceu. Ao ser interpelado pela mulher, Pedro se desesperou. Ele foi reconhecido como alguém da intimidade do réu, e poderia, com ele, ser também acusado. Sentindo-se desnudo diante do olhar daquela criada, Pedro negou conhecer Jesus. Ele não se contentou apenas em negar, mas praguejou e jurou não O conhecer.

Acabara de acontecer o episódio mais triste da vida daquele discípulo de Jesus, alguém que havia recebido do Mestre tantas provas de afeto e de carinho. Ao negar que conhecia Jesus, Pedro negara o sentido mais profundo de sua existência e de sua vocação: amar a Cristo de todo o seu coração e ser pescador de homens. Como ele foi capaz de negar Aquele que o fez experimentar andar sobre as águas e, no momento em que estava afundando no meio da tempestade, agarrou-o pelas mãos e o conduziu seguro para o barco?! A fraqueza humana mais uma vez traiu Pedro, assim como trai cada um de nós.

Todo pecado, em menor ou em maior grau, é sempre uma negação de Cristo e, por conseguinte, de nós mesmos. Assim, todo pecado é uma ruína para o homem. Diante dessa realidade, a luta diária contra os pecados graves e, deliberadamente os menos graves, jamais pode cessar. E se porventura acontecer a queda, enquanto estivermos vivos, existe a possibilidade de nos reerguermos, assim como Pedro foi reerguido por Jesus enquanto afundava nas águas.

Pedro chorou

Depois da negação, Pedro chorou amargamente. Decerto, tudo o que ele vivera com Jesus passara diante de seus olhos como num espetáculo cinematográfico. As lágrimas que aquele homem derramou por causa de seu mais recente pecado, uniram-se às lágrimas que Jesus derramou ao entrar em Jerusalém ainda quando estava montado no lombo do jumentinho. Em meio aos gritos de “hosana”, Jesus chorou por causa do pecado do povo. E em meio aos gritos de “crucifica-o”, Pedro chorou por causa dos seus próprios pecados. Porém, o discípulo de Jesus logo se arrependeu!

O arrependimento sincero é sempre ocasião de reencontro com o Senhor. Embora Pedro tenha descido aos mais baixos patamares, haja vista sua negação a Jesus, seu arrependimento o fez alçar patamares ainda maiores do que ele se encontrava antes da queda. O céu, a propósito, está repleto de grandes pecadores que souberam reconhecer o seu pecado. O caminho que leva ao arrependimento possui sempre a companhia de Jesus. Assim, aquele que se arrepende jamais caminha sozinho.

Não foi por acaso que logo depois de arrepender-se, seu olhar se cruza com o olhar de Jesus. Naquele instante, em meio à vergonha que Pedro estava sentindo, o caminho com o Mestre pôde ser retomado. Um único segundo, mas que reverberou por toda a vida do pescador de homens. Não foi necessário nenhuma palavra, contudo, houve todo o entendimento.

Fonte Formação Comunidade Canção Nova, Cachoeira Paulista, Diocese de Lorena, SP:

https://formacao.cancaonova.com/liturgia/tempo-liturgico/semana-santa/a-negacao-de-pedro-o-choro-amargo-de-um-amigo-arrependido/

Uma feliz e abençoada Semana Santa a Todos (as) os leitores e seguidores do nosso blogger!

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Salve Maria Imaculada! Valei-nos São José!

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