PORQUE DEVEMOS CONTINUAR A REZAR POR UM ENTE QUERIDO QUE JÁ PARTIU

PORQUE DEVEMOS CONTINUAR A REZAR POR UM ENTE QUERIDO QUE JÁ PARTIU
Quando um ente querido morre, surge uma questão que pode ser difícil:

**Se o julgamento vem depois da morte, por que continuamos a orar por essa pessoa?**

Se o destino eterno deles já está traçado, será que nossa oração pode mudar alguma coisa?

A resposta católica exige que se distingam duas coisas.

Primeiro: A Igreja acredita que, após a morte, ocorre o julgamento particular de cada pessoa.

Segundo: a Igreja também acredita que alguns daqueles que morrem na amizade de Deus ainda precisam de purificação antes de entrarem plenamente na glória do céu.

A Igreja chama essa purificação de **Purgatório**.

O Catecismo ensina que aqueles que morrem na graça e amizade de Deus, mas sem a purificação perfeita, passam por uma purificação final antes de entrarem na bem-aventurança celestial.

Isso muda completamente a questão.

A oração pelos mortos não tem a intenção de "convencer Deus a mudar arbitrariamente um destino eterno".
Isso também não significa que alguém condenado possa ser resgatado após a morte por meio de orações suficientes.

A Igreja não ensina isso:
A oração pelos mortos está especialmente ligada à esperança de que aqueles que morreram na graça de Deus sejam purificados e alcancem a plenitude da comunhão com Ele.

E essa prática não surgiu ontem.

Já no Antigo Testamento encontramos um testemunho significativo em 2 Macabeus 12, onde é apresentada uma oração pelos mortos e é considerado bom e piedoso orar por eles.

Para a Igreja Católica, essa passagem faz parte das Escrituras.

Mas a razão mais profunda não é simplesmente encontrar uma frase que diga "rezem pelos mortos".

Trata-se de compreender a comunhão que existe entre os membros da Igreja.

A morte não destrói a união daqueles que pertencem a Cristo.

A Igreja peregrina na terra, as almas sendo purificadas e os santos na glória estão relacionados na comunhão dos santos.

Por isso, rezar pelos mortos não é um ato absurdo.

É uma expressão de caridade.

Se alguém que amamos morre, não deixamos de querer o melhor para essa pessoa.

A morte muda nossa relação com essa pessoa, mas não elimina o amor. E a oração é uma forma de continuar amando. Aqui se revela algo belo sobre a fé católica.

Quando oramos por uma pessoa falecida, não precisamos saber exatamente qual era o seu estado perante Deus. Não conhecemos o coração dessa pessoa.

É por isso que a Igreja celebra missas pelos mortos.

Na Eucaristia, a Igreja apresenta a Deus o mistério pascal de Cristo e confia os falecidos à sua misericórdia. Não porque a missa "compra" o céu.

Mas porque Cristo é a nossa esperança e a Igreja confia no poder do seu sacrifício.

Isso também explica a existência de um antigo costume católico: lembrar os mortos em oração.

As famílias visitam os cemitérios. São celebradas missas em memória dos falecidos.
Respostas e outras orações são recitadas de acordo com os costumes litúrgicos.

Tudo isso expressa uma convicção:

**A morte não tem a última palavra.**

Cristo a derrotou. Mas aqui devemos evitar outro erro.

Rezar pelos mortos não significa tentar comunicar com eles através do espiritismo, da adivinhação ou de invocações.

A oração católica é dirigida a Deus.

Podemos pedir a intercessão dos santos, que vivem com Deus.

Não sabemos qual julgamento específico. Não podemos declarar que alguém está condenado.

Nem devemos declarar levianamente que alguém está no céu simplesmente porque era uma boa pessoa.

O julgamento pertence a Deus.

Por isso, a Igreja pode rezar por seus filhos falecidos, confiando-os à misericórdia divina.

A oração não é uma ferramenta para controlar Deus.

É uma forma de entregar a Deus aquele a quem amamos.

"Senhor, recebe esta pessoa."

Purifique-o

Tenha piedade.

Leve-a para a plenitude do seu Reino."

Isso é muito diferente de pensar que estamos comprando uma segunda chance após a morte.

A Igreja também não ensina que uma quantidade matemática de orações garante automaticamente um resultado.

A graça não funciona como uma máquina de venda automática. Não introduzimos dez orações e obtemos um certo grau de purificação. A oração cristã é uma relação com Deus.

Podemos pedir a intercessão dos santos, que vivem com Deus.
Mas quando oramos por uma pessoa falecida, nós a confiamos ao Senhor.

Essa distinção é importante porque a Igreja rejeita práticas que tentam obter informações ou poder através da invocação dos mortos.

A esperança cristã não precisa desse tipo de prática. Nós temos Cristo. E temos a promessa da ressurreição. Há também uma dimensão pessoal

A oração pelos mortos nos lembra que nós também caminhamos rumo ao encontro final com Deus.

Não oramos apenas por "eles".

Também nos prepara.

Isso nos obriga a olhar para as nossas próprias vidas.

O que estou fazendo com o tempo que tenho?

Estou vivendo em reconciliação?

Estou aprendendo a amar? Estou procurando por Deus?

A memória do falecido pode se tornar uma escola da eternidade.

Ao visitarmos um túmulo, podemos nos lembrar de uma voz.

Um rosto. Uma conversa. Uma história familiar:
Mas a fé cristã nos convida a olhar além da pedra.
O corpo que ali repousa aguarda a ressurreição. Essa pessoa está nas mãos de Deus.
E podemos fazer algo que parece pequeno, mas que tem um significado enorme. Rezar.

Talvez seja por isso que a oração pelos mortos seja uma das mais belas expressões da esperança cristã.
Não sabemos exatamente o que se passa no coração de Deus em relação a cada pessoa.

Não controlamos o julgamento. Não podemos comprar a salvação mas podemos amar
Podemos interceder. Podemos confiar.
E podemos orar para que aqueles que morreram em Cristo alcancem a plenitude da vida, da vida eterna

Quando você ora por alguém que faleceu, não pense que está fazendo um gesto inútil.

Você está colocando essa pessoa nas mãos de Deus.

E talvez essa seja uma das formas mais puras de amor:

Continuar buscando o bem de alguém quando você não pode mais fazer nada por essa pessoa neste mundo, a não ser confiá-la Àquele que é Senhor da vida e da morte.

Texto En Espanhol Via Página Vida Católica Média, tradução Via Google Tradutor.: https://www.facebook.com/profile.php?id=61577431738038


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

SANTO (A) DO DIA: MÁRTIR SÃO SEBASTIÃO 20/01/2021

A CRUZ NO CASAMENTO A PRESENÇA DE CRISTO CRUCIFICADO NA FAMÍLIA.:

A MAIOR PROVA DE AMOR DE UM DEUS QUE DEU A VIDA POR MIM NUMA CRUZ:

ÍNCUBUS E SÚCUBUS*

"A loucura da guerra se vence com a loucura de Deus", diz arcebispo de Moscou

HISTÓRIA DE SÃO JOÃO BATISTA, SANTO DO DIA

A CONSAGRAÇÃO DA RÚSSIA FOI EFETIVADA COMO NOSSA SENHORA PEDIU AOS 3 PASTORINHOS EM 1917?

QUARESMA EM ORAÇÃO TODOS OS DIAS COM PADRE ALEX NOGUEIRA,FREI GILSON E IRMÃ KELLY PATRÍCIA NO YOU TOBE, FACEBOOK, INSTAGRAM E WHATSAAP

PROGRAMA MANHÃ DE LUZ, SEGUNDA-FEIRA 22/06/2020 12º SEMANA DO TEMPO COMUM - PADRE ALÉX DE OLIVEIRA NOGUEIRA

14/09/2025 FESTIVIDADE DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ 24° DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C: