CATEQUESE, FORMAÇÃO.: "MANÁ COMO PRELÚDIO DA EUCARISTIA!"

O Maná Como Prelúdio da Eucaristia!
Quando os israelitas começaram a sofrer com a escassez de alimentos durante sua jornada pelo deserto rumo à Terra Prometida, após deixarem o Egito, Deus enviou-lhes o dom do maná.

- PE. MARIUSZ ROSIK

Quando o povo reclamou da falta de comida, o Senhor disse a Moisés: "Eis que vos farei chover pão do céu. O povo sairá e o recolherá diariamente, conforme a sua necessidade. Também os porei à prova para ver se obedecerão aos meus mandamentos ou não. No sexto dia, recolherão o dobro do que trouxerem em cada dia. Ao entardecer comerão carne e, pela manhã, se fartarão de pão. Então saberão que Eu, o Senhor, sou o seu Deus". Naquela noite, codornizes vieram e cobriram o acampamento, e na manhã seguinte uma camada de orvalho cobria o acampamento. Quando o orvalho se dissipou, algo fino e granulado jazia no deserto, como geada sobre a terra (Êxodo 16, 4-14).

O dom do maná do céu é uma das dádivas espetaculares que os israelitas receberam de Deus no deserto durante sua jornada para Canaã. Segundo o comentário judaico sobre o Livro do Êxodo, Moisés explicou aos israelitas: "Este é o pão que vos foi guardado desde o princípio no céu, e agora o Senhor vo-lo deu para comerdes" (Targum Pseudo-Jonathan a Êx 16,15).

Inicialmente, o maná apresentava as propriedades de um alimento terreno: "era branco como semente de coentro e tinha gosto de bolos amassados com mel" (Êx 16,31). Contudo, os israelitas também perceberam nele características que indicavam sua origem sobrenatural. O maná caía do céu como chuva ou geada, e ambos os fenômenos eram vistos pelos membros do povo eleito como causados diretamente por Deus. Além disso, não importava a quantidade de maná que alguém recolhesse, a porção era sempre suficiente para os habitantes da tenda: "Os israelitas [...] recolheram, uns mais e outros menos. Quando mediram a colheita com o ômer, quem recolheu muito não teve sobras, e quem recolheu pouco também não teve falta; cada um recolheu o quanto precisava" (Êxodo 16,17-18).

As propriedades sobrenaturais do maná também se evidenciavam no fato de que, embora se dissolvesse e desaparecesse diariamente sob a influência do sol (Êxodo 16,21), no sábado permanecia como alimento duradouro do dia anterior. Além disso, embora o maná devesse ter-se derretido sob a influência do calor, ele mantinha sua consistência sólida quando colocado num recipiente no Santo dos Santos da Tenda da Reunião e, posteriormente, no Templo de Jerusalém: “Moisés disse a Arão: ‘Toma um vaso, enche-o com um ômer de maná e coloca-o diante do Senhor, para ser guardado pelas suas gerações futuras.’ Arão o colocou diante do Testemunho, para ser guardado, como o Senhor havia ordenado a Moisés” (Êxodo 16,33-34). De acordo com a Septuaginta, a tradução grega da Bíblia Hebraica, o vaso para o maná era feito de ouro, assim como quase tudo na Tenda da Reunião e no Templo posterior.

O maná foi dado aos israelitas juntamente com codornizes. Assim, o povo de Deus, vagando pelo deserto, recebeu tanto carne quanto pão.
Esses dois alimentos simbolizavam nutrição completa para os israelitas.
Foi graças a esse alimento que os israelitas conseguiram chegar a Canaã. O dom do maná cessou quando o povo eleito alcançou seu objetivo – chegar à Terra Prometida para Abraão e seus descendentes.

Fruto da terra e alimento do céu…

Então, o maná do Antigo Testamento era uma prefiguração da Eucaristia? Certamente!

Ambos os alimentos exibem propriedades semelhantes: por um lado, são frutos da terra e, por outro, alimento do céu. O maná manifestava propriedades sobrenaturais no dia santo judaico, o sábado. A Eucaristia é celebrada com solenidade especial no dia santo cristão, o Domingo. Junto com o pão do céu, os israelitas receberam carne de codorniz.
A Eucaristia é tanto pão consagrado quanto o Corpo de Cristo.

A caminho da pátria celestial.

Os judeus esperavam uma repetição do milagre do maná nos tempos messiânicos, e a Lei os ordenava a “lembrar” dos milagres de Deus durante o Êxodo: “Lembrai-vos de todos os caminhos pelos quais o Senhor, o vosso Deus, vos conduziu no deserto durante estes quarenta anos, para vos afligir, para vos provar e para saber o que havia em vosso coração, se guardaríeis os seus mandamentos ou não. Ele vos afligiu, vos deixou com fome e vos alimentou com maná, que nem vós nem os vossos pais conheciam, para vos ensinar que o homem não vive só de pão, mas de toda palavra que procede da boca do Senhor” (Deuteronômio 8,2-3).

Com a vinda de Jesus, chegaram os tempos messiânicos, e a Eucaristia que Ele instituiu é uma “memória” do Seu êxodo — da passagem deste mundo para o Pai. O maná era alimento para os israelitas na jornada para a Terra Prometida. Para os cristãos, a Eucaristia é alimento na jornada para a pátria celestial. Além disso, o maná era guardado no Santo dos Santos da Tenda da Reunião e, posteriormente, no Templo de Jerusalém. Era colocado num vaso de ouro.

A Eucaristia é guardada no tabernáculo, um local que corresponde, na arquitetura da igreja, ao Santo dos Santos do Templo.
Frequentemente, é colocada em vasos litúrgicos dourados. Essas semelhanças e analogias demonstram que a prática da celebração da Eucaristia no Cristianismo se baseava numa crença forte e biblicamente fundamentada de que o dom do maná do Antigo Testamento prefigurava a Eucaristia.

Texto e Créditos na Imagem Via Página Sou Católico.: https://www.facebook.com/soucatolicoeadefendo

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