O SACERDOTE QUE NEGLIGENCIOU A UNÇÃO DOS ENFERMOS PARA SI E FOI PARA O PURGATÓRIO!
O SACERDOTE QUE NEGLIGENCIOU PARA SI A UNÇÃO DOS ENFERMOS E FOI PARA O PURGATÓRIO!
Uma causa muito frequente da longa duração do purgatório é a privação dos grandes meios estabelecidos por Jesus Cristo para abreviá-lo, ao se adiar, em caso de grave enfermidade, o recebimento da extrema-unção (Sacramento da unção dos enfermos). Esse sacramento, destinado a preparar as almas para a passagem final, purificá-las dos resquícios de seus pecados e poupá-las das expiações (reparação dos danos dos pecados) da vida após a morte, exigem, para produzirem seus efeitos, que o enfermo os receba com as devidas disposições.
A Unção dos Enfermos não deve ser vista como um anúncio de morte, mas como um auxílio de Cristo para o enfermo, especialmente quando a doença se torna grave. Por meio deste sacramento, a Igreja acompanha seus filhos no momento de maior fragilidade, pedindo ao Senhor força, paz, perdão dos pecados e, quando for para o bem da alma, até mesmo a restauração da própria saúde corporal. Por isso, não devemos esperar que o enfermo esteja inconsciente ou às portas da morte para chamar o sacerdote. Adiar a Unção pode significar privar a pessoa, justamente quando mais necessita, de um poderoso auxílio espiritual.
A história apresentada serve como uma séria advertência espiritual:
Michel Alix fala de um clérigo (sacerdote) que, em vez de receber ele mesmo prontamente os sacramentos para os enfermos e dar um bom exemplo aos fiéis, foi negligente nesse aspecto e punido com cem anos no purgatório.
Encontrando-se gravemente enfermo e em perigo de morte, esse pobre sacerdote deveria ter verificado sua condição e procurado o mais rápido possível o auxílio que a Igreja reserva para seus filhos na hora final. Ele não fez nada disso: e, seja por uma ilusão muito comum entre os doentes, recusou-se a reconhecer a gravidade de sua situação, seja por estar sob o domínio daquele preconceito fatal que faz tantos cristãos fracos temerem receber os últimos sacramentos, ele não os pediu, nem sequer pensou em recebê-los.
Mas conhecemos as surpresas da morte: o infeliz homem demorou e procrastinou tanto que morreu sem ter tempo de receber nem o Viático nem a Unção dos Enfermos.
— Ora, Deus quis dar uma grave advertência nesta ocasião. O próprio falecido, após revelou a um colega sacerdote que fora condenado a cem anos no purgatório.
"Estou assim castigado", disse ele, "por ter demorado a receber a graça da purificação final. Se eu tivesse recebido os sacramentos, como deveria ter feito, teria escapado da morte pela virtude da Unção dos Enfermos e teria tido tempo para fazer penitência (reparar os danos dos pecados)."¹
Assim...
O relato apresentado nos oferece uma séria advertência: não devemos adiar os meios de graça que a Igreja nos oferece quando estamos gravemente enfermos. Aquele sacerdote, apesar de conhecer os sacramentos e sua importância, negligenciou aquilo que poderia tê-lo ajudado da melhor forma espiritualmente e corporal.
Pois ...
Receber a Unção dos Enfermos é permitir que Cristo esteja conosco na hora da provação, fortalecendo-nos para atravessar uma etapa da vida: com fé, esperança, arrependimento e confiança na Sua Misericórdia.
— Referência:
1- [Abbé François-Xavier Schouppe,s.j. (1823-1904) Le Dogme du Purgatoire illustré par des Faits et des Révélations Particulières - Part. I, cap. XXV]
Texto e Créditos na Imagem Via Grupo Mediugorje o Último Chamado de Maria.: https://facebook.com/groups/380581049014742/
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