NOSSA SENHORA DO PRECIOSÍSSIMO SANGUE:
NOSSA SENHORA DO PRECIOSÍSSIMO SANGUE
Toda graça sobrenatural que vem à humanidade após a Queda de Adão, flui do sacrifício sangrento de Cristo na Cruz. O Deus Todo-Poderoso poderia ter feito algum outro arranjo, mas, na verdade, Ele exigiu o derramamento sacrificial do Sangue de Cristo para a restauração do homem caído à ordem da graça.
O Sacrifício Sangrento é o preço que Deus exigiu; é o preço que o Redentor pagou. A este Sacrifício Sangrento, a Santíssima Virgem tem uma relação muito íntima e singular, por causa da qual podemos justamente chamá-la de Nossa Senhora do Preciosíssimo Sangue.
Para um sacrifício em sentido estrito, deve haver um sacerdote que oferece e uma vítima que é oferecida. No Sacrifício da Redenção, o próprio Cristo é tanto o sacerdote quanto a vítima. A própria vinda do Redentor como Sacerdote e Vítima e, portanto, também os frutos de Seu Sacrifício, dependiam do consentimento e da cooperação de Maria.
No momento da Anunciação, ela deu seu consentimento para se tornar a Mãe de Jesus, isto é, d'Aquele que "deveria salvar seu povo de seus pecados". Ele deveria salvá-los da maneira pela qual Deus havia predeterminado, ou seja, por toda a obra de Sua vida, mas especialmente por Seu Sacrifício Sangrento. "Faça-se em mim segundo a Tua Palavra", é a resposta de Maria ao Anjo.
Assim, ela deu seu consentimento a todos os eventos de Sua vida, incluindo o Sacrifício Sangrento, pelo menos implicitamente na Anunciação e explicitamente como o plano de Deus se desdobrou. Ela não é a Mãe de um Filho que se tornou Sacerdote independentemente dela após Seu nascimento, pois Jesus foi concebido como sacerdote. Como sacerdote, Ele nasceu e foi nutrido, vestido e abrigado por Maria. Mas este sacerdote é também a vítima.
Assim, como só Sua Mãe poderia, Maria preparou o Sacerdote e a Vítima para o Sacrifício Sangrento da Redenção. Com Ele, ela também ofereceu o Sacrifício, compartilhando Sua dor e sofrimento, unindo perfeitamente sua intenção com a Dele e resignando-se perfeitamente à vontade do Pai.
Além disso, como Deus chamou Maria para ser mais íntima e exclusivamente associada a seu Filho Sacerdotal na aquisição da graça, Ele também a associou a Ele na dispensação da graça. Este fato é sucintamente expresso pelo Santo Padre quando escreve: "Em razão desta comunhão e dor entre Maria e Cristo, ela mereceu ser chamada com toda a razão de Restauradora de um mundo perdido e, portanto, a Esmoler de todos os dons que Jesus nos ganhou com a sua morte e o seu sangue.
Pois, então, Maria preparou o Sacerdote e a Vítima para o sangrento Sacrifício da Redenção; já que com Ele ela ofereceu este Sacrifício sangrento; e uma vez que com Ele ela dispensa as graças merecidas por este Sacrifício Sangrento, podemos muito apropriadamente chamá-la de A MADONA DO PRECIOSÍSSIMO SANGUE.
Nossa Senhora do Preciosíssimo Sangue, rogai por nós!
Texto e Créditos na Imagem Via irmão Moisés Wagner.: https://www.facebook.com/moises.vagnerr
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