ONZE PENSAMENTOS CONSOLADORES SOBRE O PURGATÓRIO!
Onze Pensamentos Consoladores Sobre o Purgatório...
As almas do Purgatório vivem uma contínua união com Deus
O grande doutor da Igreja, São Francisco Sales (1567-1655,) tem um ensinamento maravilhoso sobre o Purgatório. Ele ensinava, já na Idade Média, que “é preciso tirar mais consolação do que temor do pensamento do Purgatório”.
Eis o que ele nos diria:
1. As almas ali vivem uma contínua união com Deus.
2. Estão perfeitamente conformadas com a vontade de Deus. Só querem o que Deus quer. Se lhes fosse aberto o Paraíso, prefeririam precipitar-se no inferno a apresentar-se manchadas diante de Deus.
3. Purificam-se voluntariamente, amorosamente, porque assim o quer Deus.
4. Querem permanecer na forma que agrada a Deus e por todo o tempo que for da vontade Dele.
5. São invencíveis na prova e não podem ter um movimento sequer de impaciência, nem cometer qualquer imperfeição.
6. Amam mais a Deus do que a si próprias, com amor simples, puro e desinteressado.
7. São consoladas pelos anjos.
8. Estão certas da sua salvação, com uma esperança inigualável.
9. As suas amarguras são aliviadas por uma paz profunda.
10. Se é infernal a dor que sofrem, a caridade derrama-lhes no coração inefável ternura, a caridade que é mais forte do que a morte e mais poderosa que o inferno.
11. O purgatório é um feliz estado, mais desejável que temível, porque as chamas que lá existem são chamas de amor.
Retirado do livro: “O Breviário da Confiança”. Mons. Ascânio Brandão. Ed. Cléofas.
Assim, que imensa graça é o Purgatório! A mancha de pecado numa alma — mesmo em estado de graça — impede-a de estar na presença de Deus; mas Ele nos dá o Purgatório como remédio.
Como é o Purgatório? É aí que nossa santa, Catarina de Gênova, entra na história. As declarações oficiais da Igreja sobre o Purgatório são muito pontuais. Em suma, a Igreja diz duas coisas sobre o Purgatório:
“As almas dos justos que no instante da morte ainda estão marcadas por pecados veniais ou por penas temporais devidas pelo pecado vão para o Purgatório”; “Os fiéis vivos podem ajudar as almas do Purgatório por meio de suas intercessões (sufrágios).”
Portanto, o Purgatório existe, e nós podemos ajudar com nossas orações as almas que lá estão. Segundo a Igreja, isso é tudo o que sabemos com certeza. Duas questões ainda estão abertas à especulação: o que é o Purgatório e quanto tempo as pessoas passarão nele.
No entanto, Santa Catarina de Gênova nos dá uma ideia, pois ela teve visões do Purgatório para que pudéssemos saber mais sobre esse misterioso estado em que tantas almas entram.
De acordo com Santa Catarina, o Purgatório é um lugar onde há mais alegria e mais sofrimento do que tudo o que conhecemos neste mundo. Essa descrição é incompreensível para nós; nesta terra, é difícil conceber algo que cause alegria e sofrimento ao mesmo tempo — talvez o mais próximo disso seja o que uma mãe sente durante o nascimento de um filho. Normalmente, pensamos na alegria como a ausência de sofrimento, mas no Purgatório os dois estados estão, de algum modo, integrados.
Essa combinação de alegria e sofrimento revela a essência do Purgatório nas visões de Santa Catarina de Gênova. As santas almas desejam ardentemente ver a Deus e estão dispostas a suportar qualquer sofrimento necessário para isso. São Paulo nos diz em sua Primeira Carta aos Coríntios por que elas devem sofrer:
“Agora, se alguém edifica sobre este fundamento, com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha, a obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) irá demonstrá-lo. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo” (1Cor 3, 12-15).
As dores do Purgatório são comparadas ao fogo. Mas não é o fogo do inferno; é o “fogo devorador” do próprio Deus (Hb 12, 29). De acordo com Santa Catarina, esse fogo devorador refina o interior da alma no Purgatório, queimando as impurezas acumuladas ao longo de uma vida de serviço irresoluto a Deus. Mas esse mesmo processo traz imensa alegria, pois a alma sabe que está se aproximando da completa união com Deus. Como diz Santa Catarina: “Novamente a alma percebe a tristeza de ser impedida de ver a luz divina; ao ser atraída por aquele olhar unificador, a alma instintivamente também deseja com ardor ficar livre” (Tratado sobre o Purgatório, c. 9).
Texto e Créditos na Imagem Via Grupo Mediugorje o Último Chamado de Maria.: https://facebook.com/groups/380581049014742/
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