A INSTITUIÇÃO DA ORAÇÃO DO ÂNGELUS!
## INSTITUIÇÃO DA ORAÇÃO DO ÂNGELUS!
A instituição desta piedosa prática religiosa, que recorda a Encarnação do Verbo; como nasceu, como se difundiu, prática piedosa com vídeo e história.
O nome deriva da palavra inicial do texto latino, Angelus Domini nuntiavit Mariae. O Angelus recorda o acontecimento salvífico em que, segundo o desígnio do Pai, o Verbo, por obra do Espírito Santo, se fez homem no seio da Virgem Maria.
A origem desta prática devocional encontra-se provavelmente nos mosteiros medievais: enquanto os monges coristas cantavam as horas litúrgicas, compostas essencialmente de salmos (conhecidos de cor) e antífonas; Os conversi, muitas vezes incapazes de ler, interrompem suas ocupações manuais e se unem em oração.
Parece que a instituição do Angelus foi atribuída ao Papa Urbano II pelo Papa João XXII, mas foi oficialmente e em larga escala colocada em prática com o Papa Calisto entre 28 e 29 de junho de 1456, quando ele convidou a todos a invocar a intercessão da Mãe de Deus através desta oração milenar inicialmente recitada apenas ao pôr do sol.
Assim, pretendia-se encontrar proteção e graça com a Virgem Santa durante um período histórico particularmente conturbado e atormentado. O império turco de fato ameaçava a Europa e a paz no continente. A tríplice invocação do Angelus foi ratificada pelo rei Luís XI de França, que ordenou em 1472 que fosse recitada três vezes por dia.
A partir do pontificado do Papa São Paulo VI, algumas emissoras de rádio e televisão, mesmo na Eurovisão, começaram a transmitir a recitação do Angelus: todos os domingos, ao meio-dia, o Papa faz um breve discurso no final do qual o Angelus é recitado. Na época da Páscoa, é substituída por Regina Coeli. Esta prática piedosa inclui uma indulgência parcial para os fiéis que recitam o Angelus ao amanhecer, ao meio-dia e ao pôr do sol – ou a Regina Coeli no tempo pascal.
O Angelus de Jean-François Millet é uma pintura criada em 1858-1859 e preservada no Musée d'Orsay, em Paris, é uma de suas obras mais conhecidas e que melhor representa essa fervorosa devoção. Mostra um casal de agricultores, decididos a orar, que interromperam o trabalho árduo dos campos ao som dos sinos anunciando o Angelus. Millet declarará mais tarde:
**"O Angelus é um quadro que pintei lembrando os tempos em que trabalhávamos na lavoura e minha avó, toda vez que ouvia o toque do sino, nos fazia parar para recitar o angelus em memória das pobres almas".**
No Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, três textos curtos relatam os episódios, recitando-os como versos e responsory, alternando-se com a oração da Ave Maria. Esta devoção é recitada três vezes ao dia, ao amanhecer, ao meio-dia e ao pôr do sol. Nessas horas, um sino, às vezes chamado de "sino do Angelus" ou "sino da Ave Maria", é tocado. No final do Angelus, a Glória é dita três vezes e o "descanso eterno" uma vez para as almas dos fiéis que partiram. Às vezes costuma-se acrescentar a recitação "do Anjo de Deus".
**ORAÇÃO DO ANGELUS **
V /. O Anjo do Senhor declarou a Maria!
R/. E ela concebeu pelo poder do Espírito Santo.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor está convosco. Bendito és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.
V/. "Eis que sou serva do Senhor."
R /. "Faça-se comigo, segundo a tua palavra."
Ave Maria...
V/. E o Verbo se fez carne.
R /. E veio morar entre nós.
Ave Maria...
V/. Rogai por nós, ó Santa Mãe de Deus.
R /. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Vamos orar: Derramai-vos, ó Senhor, a vossa graça em nossos corações; vós, que pela anunciação do anjo nos revelastes a encarnação do vosso Filho, pela sua paixão e pela sua cruz, guiai-nos para a glória da sua ressurreição. Através do mesmo Cristo, nosso Senhor. Amém.
3 x Glória, O Descanso Eterno e Anjo de Deus
***Nossa Senhora, rogai por nós!***
Texto e Créditos na Imagem Via irmão Moisés Wagner.: https://www.facebook.com/moises.vagnerr
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