SANTOS (A) DO DIA SANTA JOANA D'ARC VIRGEM E MÁRTIR! SÃO LUCAS KIRBI, PRESBÍTERO E MÁRTIR SÃO FERNANDO III REI E CONFESSOR, SANTOS BASÍLIO E EMLÍLIA, CONFESSORES

SANTOS DO DIA
Santa Joana D’Arc, Virgem e Mártir (1412-1431)
São Lucas Kirby, Presbítero e Mártir (1549-1582)
São Fernando III, Rei e Confessor (1198-1252)
Santos Basílio e Emília, Confessores (Sec. IV)- Pais de São Basílio Magno e outros.
SANTA JOANA D’ARC

Joana d’Arc, filha de camponeses, nasceu num vilarejo na França no ano de 1412. Não foi ensinada a ler nem a escrever, mas, desde pequena, foi alimentada com amor ao catolicismo e os seus ensinamentos pela sua mãe, considerada uma mulher muito piedosa.

Tinha 13 anos quando começou a ter experiências místicas. E, ao rezar na igreja de seu povoado, começou a ouvir misteriosas “vozes”. Ouvia as “vozes” do Arcanjo São Miguel, de Santa Catarina de Alexandria e de Santa Margarida de Antioquia. Essas vozes a convidavam a libertar a França, que, na época, estava em grande parte dominada pelos ingleses.

Ao falar com aquele que seria o futuro rei, Carlos VII, ela mostrou conhecer coisas que jamais poderiam ter-lhe sido reveladas, se não fosse o próprio céu a fazê-lo.

No ano de 1429, Joana partiu para uma expedição com o propósito de salvar a cidade de Orleans, carregando uma bandeira com os nomes de Jesus e de Maria, além de uma imagem do Pai Eterno. Em maio de 1429, ela expulsou os ingleses de Orleans. Após as lutas, a cidade foi recuperada; e Joana cumpriu o que lhe foi confiado, seguindo uma carreira cheia de triunfos militares.

Alguns soldados e oficiais testemunharam a modéstia de Joana D’arc e como ela influenciou no modo como se comportavam, inclusive um de seus feitos no exército foi a expulsão de prostitutas do acampamento. Ela ainda implementou a participação na Santa Missa e a os sacramentos pelos soldados.

Anos mais tarde, ela foi aprisionada pelos ingleses. Esses a fecharam numa jaula de ferro, na cidade de Ruão. Julgada por uma centena de prelados e teólogos que a consideraram mentirosa, exploradora do povo, blasfemadora de Deus, idólatra, invocadora de diabos e herege, eles decidiram queimá-la viva.

Presa em um poste, ela apertava uma cruz sobre o coração, invocando o nome de Jesus Cristo e as suas “vozes”. O poste caiu nas chamas, mas, mesmo assim, a ouviram gritar seis vezes “Jesus”. Os ingleses lançaram as cinzas dela no rio Sena.

Sem derramar uma só gota de sangue, Santa Joana manteve-se sempre em oração. Com um exército de cinco mil soldados, até então sempre abatidos, a santa estabeleceu uma série de vitórias.

O seu processo de incriminação foi revisado e, em 1909, foi beatificada por São Pio X; no ano de 1920, foi canonizada pelo Papa Bento XV.

SÃO LUCAS KIRBY:

Kirby recebeu o título de Cambridge, antes de se converter ao catolicismo em Lovaina e entrar no Douai College em 1576. Foi ordenado sacerdote em Cambrai em setembro de 1577 e na diocese de Reims em 3 de maio de 1578. No entanto, ele retornou em 15 de julho e foi para Roma. Lá ele fez o juramento da universidade no Colégio Inglês de Roma em 23 de abril de 1579. Em junho de 1580, foi preso ao desembarcar em Dover, e preso no Gatehouse, Westminster. Em 4 de dezembro, ele foi levado para a Torre de Londres, onde foi submetido à tortura conhecida como "scavenger" (uma moldura de metal que comprimia o corpo amarrado nele) por mais de uma hora em 9 de dezembro. Kirby foi condenado em 17 de novembro de 1581, e de 2 de abril até o dia de sua morte, foi colocado na chapa. Com ele morreram Thomas Cottam, William Filby e Lawrence Richardson. Todos foram beatificados mais tarde em 1885 pelo Papa Leão XIII. Foi canonizado como um dos Quarenta Mártires da Inglaterra e do País de Gales em 1970.

SÃO FERNANDO III:

A Igreja Católica celebra hoje (30) o rei são Fernando III, padroeiro da Espanha. Ele era um homem de imensa fé. Como governante, sempre agiu inspirado nos valores cristãos, o que contribuiu enormemente para o engrandecimento de sua nação.

A vida deste santo pode ser compreendida através das próprias palavras dele, pronunciadas antes de morrer: “Senhor, nu saí do seio de minha mãe, a terra, e nu me ofereço a ela. Senhor, receba minha alma entre seus servos".

São Fernando nasceu na Espanha no final do século XII, em 1198. Durante seu reinado unificou os reinos de Leão e Castela, o que favoreceu efetivamente os cristãos que continuaram lutando contra o invasor muçulmano.

Os árabes ocupavam nessa época grande parte da Península Ibérica. Finalmente, Fernando III libertou as regiões de Córdoba, Múrcia, Jaén, Cádis e Sevilha.

Exitoso na guerra e moderado na paz, são Fernando III era um homem piedoso, ajoelhado diante de Deus e preocupado com o bem-estar de seus súditos. O rei se definia como um "servo da Virgem Maria" e estava convencido de que todo reino da terra deveria ser uma antecipação do Reino de Deus.

Fundou as universidades de Salamanca, Palencia e Valladolid. Começou a construção das catedrais de León, Toledo e Burgos. Pertenceu à Ordem Terceira de São Francisco, sempre carregou consigo uma imagem da Virgem Maria e não teve medo de fazer penitência pública quando necessário.

Ele foi casado duas vezes. A primeira vez com Beatriz de Suabia, que lhe deu dez filhos. Ele ficou viúvo e se casou com Maria de Ponthieu, com quem teve mais cinco filhos. Seu filho mais velho, Alfonso X, era conhecido como "Alfonso, o Sábio"; enquanto sua filha Eleanor se casou com Eduardo I da Inglaterra.

São Fernando III morreu em 30 de maio de 1252 e foi canonizado em 1671 pelo papa Clemente X. É considerado padroeiro da Espanha, título que detém juntamente com o apóstolo são Tiago. Ele também é considerado "protetor dos cativos, desamparados e governantes", e muitas instituições na Espanha e na América levam seu nome ou estão sob a sua proteção.

SANTOS BASÍLIO E EMÍLIA

Em Cesareia da Capadócia, hoje Kayseri, na Turquia, os santos Basílio e Emélia ou Emília, que foram os pais dos santos bispos Basílio Magno, Gregório de Nissa, e de Pedro de Sebaste e Santa Macrina, virgem. Estes santos esposos, no tempo do imperador Galério Maximiano, foram desterrados e habitaram nas solidões do Ponto e, terminada a perseguição, morreram em paz, deixando aos filhos a herança das suas virtudes.

Sabe-se que Emília de Cesaréia era cristã fervorosa desde a infância e que seu pai foi mártir, vítima do império romano. Tal filiação cristalizou em Emília a força da fé e a fidelidade a Nosso Senhor Jesus Cristo. Era de família nobre.

Nascida em Cesaréia, cidade marítima e portuária de Israel, ela foi para a Costa do Mar Negro com a família. Ali conheceu seu futuro marido, um cristão chamado Basílio, nascido no Ponto, uma província romana da Ásia Menor, que havia mudado para a Costa do Mar Negro junto com sua família, fugindo da perseguição anticristã promovida por Galério, imperador romano. Mais tarde, Basílio, também santo, passou a ser chamado de “São Basílio, o velho”.

Santa Emília e São Basílio tiveram nove filhos. Dos filhos do casal, destaca-se São Basílio Magno, Confessor e Doutor da Igreja, recebeu o título de Pai dos monges do Oriente, assim como São Bento é considerado o Patriarca dos monges do Ocidente. São Basílio Magno também conviveu com outro santo, São Gregório Nazianzeno. Reúne em sua pessoa um grande homem da Igreja e teólogo, fundador do monacato oriental e perfeito humanista.

Santa Macrina, a jovem, que recebeu esse nome porque o herdou de sua avó, Santa Macrina, a anciã. Era a filha mais velha e, junto da mãe, formaram um convento onde viveram uma vida modesta, de oração e ajudando os pobres. Ela teve importante papel da educação dos irmãos, o que é descrito por eles em seus escritos.

São Gregório de Nissa pode ser comparado a Tomás de Aquino por enfrentar os problemas em sintonia com a fé e a razão.

São Pedro de Sebaste era o mais jovem dos irmãos e foi muito instruído pela sua irmã. Morou junto com o irmão, Basílio, no mosteiro masculino fundado por sua mãe e ali viveu dividido entre os estudos, na ajuda aos necessitados e na oração.

Quanto a Santa Teosebia, há uma incerteza na informação: algumas fontes contam que Teosebia era esposa de Gregório de Nissa, sendo assim, como nora é contada também como filha de Santa Emília. Outras fontes dizem que Teosebia era filha legítima de Emília e irmã de Gregório. Sabe-se de um outro filho de Santa Emília chamado Naucrácio, o Eremita.

A Santa deu a seus filhos uma educação muito completa, da teologia à compaixão, do monasticismo ao serviço, à escrita bíblica e, acima de tudo, os ensinou a amarem a Deus acima de todas as coisas.

Depois que seus filhos se tornaram adultos, Santa Emília distribuiu todos os seus bens entre os filhos e passou a viver uma vida monástica. Ela só guardava o que precisava para si mesma. Mais tarde, fundou um convento junto com Santa Macrina e São Pedro de Sebaste. Neste mosteiro Santa Emília veio a falecer e ali também foi sepultada no ano de 372. Por ocasião da morte de Santa Emília, seus dois filhos santos: São Basílio Magno e São Gregório de Nissa disseram: “Graças mil vezes, meu Deus, por nos terdes dado por mãe uma santa!”

A Igreja está cheia de exemplos e modelos de santas famílias constituídas por uma santa mãe. Inspirados nos exemplos de seus pais, os filhos trilharam o caminho da santidade.

Santa Emília é mais conhecida e venerada nas igrejas orientais da Rússia e da Grécia, mas sua importância para a Igreja primitiva foi grande. A vida de Santa Emília é um testemunho maravilhoso de família cristã. A família que ela fundou, junto com seu marido São Basílio, foi, sem dúvida, uma das famílias mais influentes no cristianismo em todos os tempos. Seus filhos foram todos missionários evangelizadores, pastores que iluminaram a vida da Igreja por seu testemunho e ensinamentos.

Créditos na Imagem e Texto Via Grupo Mediugorje o Último Chamado de Maria.: https://facebook.com/groups/380581049014742/

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