CURIOSIDADES." O ACROBATA DE NOSSA SENHORA!"

Na Idade Média, surgiram muitas lendas piedosas. Uma das mais comoventes é a história do Malabarista de Nossa Senhora, também conhecido como Le Tombeor Nostre Dame. Este é um relato anônimo do século XIII, que inspirou diversas artes ao longo dos séculos.

Na Idade Média, vivia um humilde acrobata ambulante que não sabia ler nem escrever nem recitar longas frases como os monges. Seu único talento era a sua arte: fazer piruetas, cambalhotas e malabarismo com grande destreza. Mas ele era um homem simples e devoto da Virgem Maria.

Um dia, cansado do mundo e desejoso de levar uma vida santa, decidiu entrar em um mosteiro. Os monges, comovidos pela sua sinceridade, aceitaram-no como irmão lego. No entanto, logo se sentiu inútil e triste, pois não podia participar como os outros na oração cantada, na leitura de salmos ou nos ofícios litúrgicos. Ele via todos oferecerem a Deus e à Virgem coisas lindas, enquanto ele não tinha nada além do seu corpo e sua arte de saltimbanque.

Então, um dia em que todos os monges estavam ocupados, o irmão foi secretamente para a capela do mosteiro. Lá, diante de uma imagem da Virgem Maria, começou a fazer a única coisa que sabia fazer bem: dançar, pular, girar e fazer acrobacias com total entrega e alegria, como se fosse a sua oração.

Fê-lo todos os dias, em segredo, como oferta de amor e gratidão. Mas um monge descobriu e foi avisar o abade, acreditando que era loucura ou falta de respeito.

O abade e alguns monges esconderam-se para observar, viram o irmão diante do altar da Virgem Santa, de cabeça para baixo, os pés no ar, fazendo malabarismo com seis bolas de cobre e doze facas. Em honra da Santa Mãe de Deus, realizava esses atos, que antes lhe tinham ganhado renome. Sem entender que esse simples sujeito colocou assim seus conhecimentos e habilidades ao serviço da Virgem Santa, os dois monges mais velhos protestaram contra o sacrilégio.

O Prior sabia que a alma do malabarista era pura, mas chegou à conclusão que era presa da loucura. Os três estavam preparados para tirá-lo da capela, quando viram que a Virgem Maria descia as escadas do altar e avançava para enxaguar com uma dobra da sua túnica azul o suor que banhava a testa do malabarista.

E o Prior, caindo de bruços no chão, pronunciou estas palavras: – Abençoados sejam os simples de coração, pois eles verão Deus.

-Amém - os velhos monges responderam, e beijaram o chão.

Fonte Via Padre Reinaldo Bento.: https://www.facebook.com/pereinaldo.bento

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