A VIRGINDADE PERPÉTUA DE MARIA:
Virgindade Perpétua de Maria
Maria não teve mais filhos
“Cristo foi o único filho de Maria, e da Virgem Maria não teve filhos além Dele… Estou inclinado a concordar com aqueles que declaram que ‘irmãos’ significam realmente ‘primos’. A Sagrada Escritura e os judeus sempre chamaram os primos irmãos.”
(Lutero Sermão, 1539).
Esse testemunho é significativo: até mesmo um dos grandes nomes da Reforma reconhecia que os “irmãos de Jesus” mencionados na Bíblia não precisam ser entendidos como filhos biológicos de Maria.
Alguns "crentes" teimam tirar uma conclusão ( errada!) de que Maria depois da concepção virginal do Salvador tinha relações e outros filhos com José, dos três seguintes textos bíblicos;
Mt 1,18: "Maria, sua Mãe, estava desposada com José, Antes de coabitarem, ela concebeu por virtude do Espírito Santo".
RESPOSTA: "Antes de coabitarem" significa apenas: "Antes de morarem juntos na mesma casa". Isso aconteceu, quando "José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa ( Maria)"(Mt 1,24 ).
Lc 2,7: "Maria deu à luz o seu filho primogênito".
EXPLICAÇÃO: É errado concluir, que devia seguir o segundo ou mais filhos. A lei mosaica exige:" Consagrar-me-ás todo o primogênito ( primeiro gerado ) entre os israelitas, tanto homem como animal: ele é meu."( Ex 13,2 ). Também, quando o primogênito era filho único. Um exemplo: No Egito foi encontrada uma inscrição judaica: "Arisoné entre as dores do parto morreu, ao dar à luz seu filho primogênito".
Mt 1,25: ( Só em algumas traduções) "José não conheceu Maria ( = não teve relações com ela) até que ela desse à luz um filho ( Jesus)".
EXPLICAÇÃO; Seria errado insinuar, que depois daquele "até" José devia "conhecer" Maria "Até" na linguagem bíblica refere-se apenas ao passado. Exemplo: "Micol, filha de Saul, não teve filhos até ao dia de sua morte"( II Sm 6,23).
Como fidelíssimo observador da Lei de Moisés, Jesus não podia, na hora de sua morte na cruz, confiar sua Mãe a João Apóstolo ( Jo 19,26 ) mas devia a tê-la confiado ao filho mais idoso dela, se ela de fato os tivesse.
Por isso, o Símbolo dos Apóstolos, que é mais antigo do que o Cânon dos Livros Sagrados, reza "Nasceu da Virgem Maria". = no sentido de Sto . Agostinho: "Virgem concebeu, Virgem deu à luz, Virgem permaneceu".
Conseqüentemente, os "irmãos"( primos, parentes) de Jesus, tão freqüentemente mencionados nos escritos do Novo testamento, nunca são chamados filhos de Maria, nem filhos de José, confirmando a tradição apostólica.
Até os Muçulmanos, nos seus livros sagrados, veneram a Mãe de Jesus como Virgem.
Portanto, a acusação contra a virgindade de Maria, mãe de Jesus, demonstra apenas a ignorância ou malícia dos acusadores.
Desde os primeiros séculos, os Padres da Igreja defenderam essa verdade como parte da fé recebida dos Apóstolos.
O grande bispo Santo Atanásio de Alexandria afirma claramente:
“Cristo tomou carne de Maria, sempre Virgem.”
Da mesma forma, Santo Agostinho ensina:
“Virgem concebeu, Virgem deu à luz, Virgem permaneceu.”
Essa tríplice afirmação resume bem a fé antiga:
Maria não apenas concebeu milagrosamente, mas sua virgindade não foi violada nem mesmo no parto, nem depois dele.
Outro testemunho importante vem de São Jerônimo, que combateu diretamente a ideia de que Maria teria tido outros filhos:
“Afirmamos que Maria permaneceu virgem não só antes do parto, mas também depois do parto para sempre.”
Ele também explica que os “irmãos de Jesus” mencionados na Bíblia devem ser entendidos como parentes próximos (como primos), conforme o costume linguístico semita.
São Epifânio de Salamina reforça:
“A Santa sempre Virgem Maria não teve outros filhos além de Cristo.”
Além dos Padres, essa fé foi confirmada oficialmente pela Igreja em concílios antigos, como o Concílio de Latrão de 649, que declarou:
“Se alguém não confessa que a santa e sempre Virgem Maria... permaneceu incorrupta também depois do parto, seja anátema.”
A base bíblica também é interpretada à luz dessa tradição. Por exemplo:
Em Evangelho de Lucas 1,34, Maria pergunta: “Como acontecerá isso, se não conheço homem?”, indicando um propósito de virgindade.
Em Evangelho de João 19,26-27, Jesus entrega Maria ao discípulo amado algo incomum se ela tivesse outros filhos.
Assim, a virgindade perpétua de Maria não é apenas um detalhe devocional, mas um sinal profundo:
da ação sobrenatural de Deus na Encarnação;
da consagração total de Maria;
e da singularidade de Cristo, Filho único.
Fonte do Texto e Créditos na Imagem Via Página Venerável Fulton Sheen.: https://www.facebook.com/lucian.pianor.9
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