CATEQUESE: O TERÇO DA MISERICÓRDIA TEM ERROS?! UMA RESPOSTA TEOLÓGICA CATÓLICA CLARA E DEFINITIVA:

O Terço da Misericórdia Tem Erros? Uma Resposta Teológica Católica Clara e Definitiva
Uma resposta católica a essas objeções precisa partir da doutrina clássica da Igreja sobre Cristo e o sacrifício redentor especialmente a união das duas naturezas em uma única Pessoa.

1. “A divindade do Filho não pode ser oferecida ao Pai”

A fé católica ensina, desde o Concílio de Calcedônia, que Jesus Cristo é uma única Pessoa divina (o Verbo) com duas naturezas: divina e humana.
 Quando dizemos na oração:

“ofereço-vos o Corpo e Sangue, Alma e Divindade...”

não estamos “separando” a divindade para oferecê-la isoladamente. Estamos oferecendo a Pessoa inteira de Cristo.
A divindade não é algo separado do Filho
Mas pertence inseparavelmente à Pessoa que se encarnou
 Como ensina São Tomás de Aquino, os atos de Cristo têm valor infinito porque pertencem à Pessoa divina do Verbo.
 Portanto, não há erro: oferece-se Cristo inteiro, não uma “parte” isolada.

2. “Não se pode fazer sacrifício da divindade”
Correto a divindade, em si mesma, não sofre nem é sacrificada.

Mas o sacrifício de Cristo acontece assim:

Ele oferece sua natureza humana (corpo, sangue, vida)

Esse sacrifício tem valor infinito porque é o sacrifício da Pessoa divina
 Isso está na base da doutrina da Cruz definida no Concílio de Trento.
 Ou seja:
Não se “sacrifica a divindade”
Mas o sacrifício é divino em valor, porque quem oferece é Deus
 A expressão da oração é teológica e totalizante, não técnica no sentido filosófico estrito.

 3. “A divindade não pode expiar pecados”
Aqui está um ponto importante:

Quem expia é Cristo enquanto homem
Mas essa expiação tem valor infinito porque Ele é Deus
A própria Escritura afirma:

Cristo “se entregou por nós” (Ef 5,2)

E a teologia explica:

A natureza humana realiza o sofrimento e a oblação
A natureza divina dá valor infinito ao ato
 Portanto:

Deus é quem perdoa 
Mas quis que esse perdão viesse por meio da entrega do Filho encarnado

 4. “O homem só pode reparar, não expiar”
Depende do sentido:

O homem sozinho não pode expiar plenamente (isso é verdade)
Mas unido a Cristo, pode participar da reparação e até da expiação (de modo subordinado)

São Paulo diz:
“Completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo” (Cl 1,24)

Isso não significa que a Cruz foi insuficiente, mas que:

Somos chamados a participar da obra redentora

Conclusão
A oração do Terço da Misericórdia não contém erro teológico, porque:

Não separa as naturezas de Cristo
Oferece a Pessoa inteira do Verbo encarnado
Está em harmonia com a doutrina da Igreja sobre a redenção

O problema dessas objeções é tratar a fórmula da oração como se fosse uma definição técnica escolástica, quando ela é uma expressão devocional profundamente enraizada na teologia católica.

Fonte Via Página Venerável Fulton Sheen.: https://www.facebook.com/lucian.pianor.9

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