SÃO LOURENÇO DIÁCONO, E OS TESOUROS DA IGREJA!

São Lourenço Diácono, e O Tesouro da Igreja

São Lourenço viveu no século III e foi um dos sete diáconos da Igreja de Roma, durante o pontificado do Papa São Sisto II, em um período de severas perseguições contra os cristãos sob o imperador romano Valeriano. Como diácono, Lourenço era responsável pela administração dos bens da Igreja e pelo cuidado dos pobres.

Após a prisão e execução do Papa São Sisto II, as autoridades romanas exigiram que Lourenço entregasse os “tesouros da Igreja”. O diácono pediu três dias para reuni-los. Nesse intervalo, vendeu os objetos de valor e distribuiu tudo aos pobres, viúvas e órfãos.

No dia marcado, Lourenço apresentou-se diante do prefeito de Roma acompanhado de doentes, cegos, aleijados e necessitados, declarando:

“Eis aqui os verdadeiros tesouros da Igreja.”

Esse gesto, além de profundamente simbólico, foi considerado um dos atos mais ousados da história do martírio cristão. Condenado à morte, o seu martírio é datado no dia (10 de agosto de 258 d.C). Lourenço foi colocado sobre uma grelha em brasa. Segundo a tradição antiga, em meio ao suplício, manteve extraordinária serenidade e chegou a dizer ironicamente ao carrasco:

“Este lado já está assado; pode virar.”

Seu martírio causou grande impacto entre cristãos e pagãos, tornando-o um dos santos mais venerados de Roma. A Igreja primitiva via o martírio de Lourenço como expressão de fortaleza cristã e alegria no sofrimento por Cristo. É patrono dos diáconos, dos pobres e dos cozinheiros.

— Reflexão:

 Santo Ambrósio de Milão escreve:

“Lourenço venceu o fogo pelo fogo da caridade.”
(De Officiis Ministrorum, I, 41)

Seu humor no suplício não foi desprezo pela dor, mas liberdade interior. Quem já entregou tudo a Deus não pode mais ser dominado pelo medo. 

E por fim... 

Prudêncio, poeta cristão do séc. IV, afirma:

“Riu-se da chama aquele que já ardia no amor de Cristo.” — (Peristephanon, Hino II)

— Referências:

[Santo Ambrósio, De Officiis Ministrorum]

[Prudêncio, Peristephanon]

[Acta Sanctorum, Augusti, vol. II]

E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz! 

℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.

Descansem em paz. Amém.

℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.

"Para Cristo,
 por Maria e José,
 em súplicas pelas
 almas do purgatório".🙏🏾

† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

Fonte do Texto e Créditos na Imagem Via Página Apostulim Purgatorium.: https://www.facebook.com/apostulimpurgatorium 



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