DIACONATO, TERCEIRO GRAU DA ORDEM

Diaconato, o Terceiro Grau do Sacramento da Ordem
Após a recepção dos Sacramentos de Iniciação (Batismo, Crisma e Eucaristia), que “são a base da vocação comum de todos os discípulos de Cristo, vocação à santidade e à missão de evangelização no mundo” (cf. CIC nº 1533), dois outros Sacramentos “conferem uma missão particular na Igreja e servem para a edificação do Povo de Deus” (cf. CIC nº 1534). Estes Sacramentos são a Ordem e o Matrimônio. O Sacramento da Ordem, ainda, comporta três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconato. Vejamos algo do terceiro grau da Ordem. 

O que é diaconato?

Diaconato é o terceiro grau do Sacramento da Ordem. Os outros dois são o presbiterato e o episcopado, portanto, diáconos, presbíteros e bispos compõem a hierarquia da Igreja.

As mãos lhes são impostas para o ministério e não para o sacerdócio. Com a ordenação o diácono deixa sua condição de leigo e passa a fazer parte do clero. Esse Sacramento imprime caráter, que o faz diácono por toda a eternidade. Não há como retroceder.

O que é o diaconato transitório e o diaconato permanente?

Existem dois tipos de diáconos. O diácono transitório é aquele que recebe o Sacramento da Ordem no grau de diaconato para depois receber o segundo grau e tornar-se presbítero, ou padre, conforme costumamos dizer. Na Igreja latina, o diácono permanente sendo casado não pode ascender ao grau do presbiterato, ficando permanentemente como diácono. 

Quais as funções do diácono?

Diaconia quer dizer serviço, então o diácono é ordenado para servir. Faz parte do ministério do Cristo Servo, que veio para servir e não para ser servido. A Lumem Gentium diz que servem o povo de Deus na Diaconia da Liturgia, da Palavra e da Caridade (LG 29). Na Liturgia Eucarística, o diácono tem funções próprias: servir o altar, proclamar o Evangelho, convidar para o abraço da paz, purificar os vasos sagrados e fazer a despedida. Deve, ainda, incentivar a participação correta e efetiva da assembleia na Divina Liturgia.

O diaconato é coisa nova na Igreja?

Não. O diaconato foi instituído pelos apóstolos. Podemos ver em Atos 6, 1-6 a imposição de mãos sobre os primeiros sete diáconos: Filipe, Prócoro, Nicanor, Tímon, Pármenas, Nicolau e Estevão, que foi o primeiro mártir (At. 6, 8-7,60). Podemos, ainda, ver outras referências como Fl 1, 1 e 1 Tm 3, 8. Permaneceu florescente na Igreja do Ocidente até o século V.

Quando foi restabelecido?

Foi restabelecido pelo Concílio Vaticano II. Inicialmente foi regulamentado pelo Papa Paulo VI, em 1967 no Motu Próprio Sacrum Diaconatus Ordinem. Em 31 de março do mesmo ano, foram promulgados pela Congregação para o Clero as Normas Fundamentais para a Formação dos Diáconos Permanentes e O Diretório do Ministério e da Vida dos Diáconos Permanentes. Estes documentos deixam explícitos que a restauração do diaconato permanente numa nação não implica a obrigação da sua restauração em todas as dioceses. Compete exclusivamente ao Bispo Diocesano restaurá-lo ou não.

Em 2014, a Faculdade de Teologia de Lugano (Suíça) organizou o Simpósio Internacional sobre o perfil teológico do diaconato. Treze conferencistas, de sete países (inclusive do Brasil), apresentaram os frutos de suas pesquisas teológicas sobre o diaconato. Foi um passo importante adiante no aprofundamento da teologia em matéria. Esse livro oferece algumas luzes no processo de seguimento de Jesus Cristo, a partir da vocação e dos ministérios específicos do diácono. 

Porque a estola do diácono é diferente?

A estola do sacerdote desce verticalmente ao longo do corpo, pois age in persona Christi. O ministério do diácono é voltado para o serviço à comunidade. A estola atravessada no peito mostra a horizontalidade de suas funções.

O que é necessário para se tornar diácono permanente?

As normas da Igreja fazem algumas exigências: a formação deve durar pelo menos três anos (no mínimo mil horas) e deve conter obrigatoriamente Teologia Bíblica, Dogmática, Litúrgica e Pastoral; o candidato deve estar casado no mínimo cinco anos; tem que ter pelo menos 35 anos. Vida matrimonial e eclesial exemplares. Autorização verbal da esposa, no momento da ordenação e por escrito, arquivada no processo.

Todas as dioceses têm normas específicas, exemplo: segundo grau completo, situação econômica estável, indicação do pároco, entrevistas com o Bispo (inclusive esposas), idade superior a quarenta anos, retiros espirituais a cada seis meses para que se possa meditar sobre sua vocação; estar intimamente ligado a uma paróquia, onde venha prestando valiosos serviços; complementar seus estudos com Teologia Moral, História da Igreja, Direito Canônico e Mariologia. Ser homem de oração e assíduo aos sacramentos.

Texto Via Monsenhor André Sampaio.: https://www.facebook.com/Andre.Sampaio.Oliveira




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