A CORAGEM DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS E A COVARDIA DE MARTINHO LUTERO!
A Coragem de São Francisco e a Covardia de Lutero
Você estaria disposto a dar a vida pelo que acredita? Ou buscaria refugio e conforto?
A coragem de São Francisco e a covardia de Lutero
1. Contexto histórico: dois homens, duas crises
A história da Igreja conhece momentos de profunda crise moral, disciplinar e pastoral. No século XIII, a cristandade enfrentava corrupção clerical, luxo excessivo e distanciamento do Evangelho. No século XVI, a crise envolvia abusos reais, mas também debates teológicos complexos. Em ambos os contextos, surgiram homens inconformados. A diferença não esteve na percepção da crise, mas na resposta dada a ela.
2. São Francisco de Assis: fidelidade em meio à corrupção
São Francisco viveu num tempo em que muitos clérigos davam escândalo. Ele viu, sofreu e chorou pela situação da Igreja. No entanto, jamais concluiu que o problema era a Igreja em si. Sua resposta foi radical: conversão pessoal, pobreza extrema, penitência e fidelidade absoluta.
Francisco reformou a Igreja sem romper com ela. Submeteu-se ao Papa, beijou as chagas da Igreja, serviu aos pobres e viveu o Evangelho de forma tão coerente que sua própria vida se tornou um chamado à conversão. Sua coragem não esteve em confrontar autoridades, mas em obedecer quando obedecer custava tudo.
3. Lutero: ruptura em vez de conversão
Martinho Lutero também identificou abusos reais. Porém, sua resposta tomou outro caminho. O que começou como crítica pontual evoluiu rapidamente para negação da autoridade da Igreja, rejeição da Tradição e ruptura com o magistério.
Ao invés de suportar a tensão da correção interna, Lutero escolheu romper. Substituiu a autoridade apostólica pela interpretação individual e abriu caminho para uma fé fragmentada. Sua atitude não produziu reforma, mas cisma.
4. Coragem espiritual versus rebeldia doutrinal
A coragem cristã não consiste em romper, mas em permanecer fiel quando tudo convida à fuga. São Francisco suportou a cruz de uma Igreja ferida. Lutero, diante da mesma tensão espiritual, recusou-se a submeter-se.
Francisco aceitou sofrer pela Igreja. Lutero preferiu separar-se dela. Aqui está o contraste central: a coragem de obedecer contra si mesmo versus a covardia de abandonar para preservar a própria razão.
5. A prova do martírio interior
São Francisco morreu para si todos os dias. Renunciou a bens, status, influência e segurança. Viveu pobre, invisível, pequeno. Seu martírio foi silencioso.
Lutero, ao contrário, encontrou proteção política, prestígio intelectual e poder. Sua reforma não passou pela cruz pessoal, mas pela afirmação do próprio pensamento. Não houve martírio interior, mas autopreservação.
6. Frutos históricos de cada escolha
Os frutos revelam a raiz. Da fidelidade de Francisco brotaram santos, renovação espiritual e unidade. Da ruptura de Lutero nasceram divisões sucessivas, milhares de denominações e interpretações contraditórias da fé.
A Igreja reformada por santos permaneceu una. A Igreja fragmentada pela rebelião jamais reencontrou a unidade.
7. A diferença entre reformar e destruir
Reformar é purificar o que existe. Destruir é rejeitar a própria estrutura. Francisco jamais pensou em “refundar” a Igreja. Ele sabia que a Igreja é Corpo de Cristo, não uma organização falível descartável.
Lutero, ao romper, agiu como se a Igreja pudesse ser recriada a partir de sua leitura pessoal da Escritura. Essa lógica jamais produziu comunhão, apenas multiplicação de conflitos.
8. Cristo como critério final
Cristo não deixou um livro, deixou uma Igreja. Disse claramente: “Quem vos ouve, a mim ouve”. Permanecer na Igreja, mesmo ferida, é permanecer em Cristo. Abandoná-la é separar-se do Corpo.
Francisco compreendeu isso profundamente. Lutero, não.
9. Atualidade do tema
Hoje, muitos repetem o erro de Lutero em escala menor: ao invés de conversão, ruptura; ao invés de santidade, crítica; ao invés de fidelidade, abandono. São Francisco continua sendo o modelo para tempos de crise.
10. Conclusão: dois caminhos diante da crise
Diante da corrupção, existem dois caminhos:
o da cruz, da obediência e da santidade — São Francisco;
o da ruptura, da autossuficiência e da divisão — Lutero.
A verdadeira coragem cristã não está em gritar contra a Igreja, mas em amar a Igreja a ponto de sofrer por ela.
O demônio pode se fingir de humilde, mas não pode se fingir de obediente.
Fonte do Texto e Créditos na Imagem Via Irmã Natália Coppens.: https://www.facebook.com/nathalia.coppens.2025
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