ANTIGO CATECISMO DA IGREJA X NOVO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA:

Parte 1 | Catecismos. Catecismo da Igreja Católica (1992), promulgado por João Paulo II, contém uma série de proposições que se distanciam da doutrina perene da Igreja conforme expressa pelos Papas, Concílios e Doutores anteriores ao Concílio Vaticano II. Vejamos.

1. Liberdade Religiosa (n. 2106–2109)

❌️Erro:

O novo Catecismo afirma que a pessoa humana tem direito natural à liberdade religiosa, inclusive no foro externo, ainda que professe erro doutrinal:

“Este direito da pessoa humana à liberdade religiosa deve ser reconhecido no ordenamento jurídico da sociedade de tal maneira que se torne um direito civil.” (n. 2109)

⚠️Contradição com a Tradição:

Gregório XVI, Mirari Vos (1832): Condena a liberdade religiosa como “delírio” (lat. deliramentum).

Pio IX, Quanta Cura (1864) e Syllabus Errorum, erro n. 15: Rejeita o direito civil à liberdade religiosa como incompatível com a doutrina católica.

Leão XIII, Libertas Praestantissimum (1888): Ensina que a liberdade é ordenada à verdade, não podendo justificar a promoção pública do erro.

2. Ecumenismo e salvação extra Ecclesiam (n. 836–848)

❌️Erro:

Afirma-se que aqueles “que ignoram, sem culpa própria, o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas buscam a Deus com um coração sincero [...] podem conseguir a salvação eterna” (n. 847).

⚠️Contradição com a Tradição:

Papa Eugênio IV, Cantate Domino (Concílio de Florença, 1442): “Ninguém, por mais esmolas que tenha feito [...] pode ser salvo a não ser que tenha perseverado no seio e na unidade da Igreja Católica.”

Papa Pio IX, Quanto Conficiamur Moerore (1863): Admite a ignorância invencível, mas nunca assegura salvação fora da Igreja.

Leão XIII, Satis Cognitum (1896): Fora da Igreja, “ninguém pode participar da vida divina”.

3. Colégios Episcopal e Teoria da Colegialidade (n. 877–879)

❌️Erro:

Sugere-se que o colégio episcopal detém, junto com o Papa, autoridade suprema e universal sobre toda a Igreja.

⚠️Contradição com a Tradição:

Pastor Aeternus, Concílio Vaticano I (1870): Ensina que o Papa sozinho possui autoridade suprema, plena e imediata sobre toda a Igreja.

O conceito de "colégio" com autoridade colegiada universal nunca foi ensinado antes do Vaticano II, sendo um novum teológico que carece de respaldo tradicional.

4. Judaísmo e Antiga Aliança (n. 839–840)

❌️Erro:

Afirma que “a Antiga Aliança nunca foi revogada” (n. 840), sugerindo continuidade salvadora com o judaísmo pós-cristão.

⚠️Contradição com a Tradição:

Concílio de Florença (1442): “A Igreja crê firmemente, professa e prega que ninguém [...] mesmo judeu, pode tornar-se participante da vida eterna sem estar unido à Igreja.”

São Tomás de Aquino, Summa Theologiae, I–II, q. 103, a. 4: Ensina que os ritos da Antiga Lei morreram com a vinda de Cristo, sendo ilícito segui-los.

5. Conceito de Igreja e Hierarquia Invisível (n. 819, 838)

❌️Erro:

Aponta que há “elementos de santificação e de verdade” fora da Igreja visível, insinuando que a Igreja de Cristo não se identifica exclusivamente com a Igreja Católica.

⚠️Contradição com a Tradição:

Papa Leão XIII, Satis Cognitum: “A Igreja de Cristo é a Igreja Católica, única e verdadeira.”

Pio XII, Mystici Corporis Christi (1943): Identifica o Corpo Místico de Cristo com a Igreja visível, hierárquica e jurídica.

6. Teologia dos Sacramentos e dos Casamentos Mistos (n. 1633–1637)

❌️Erro:

O Catecismo trata com excessiva tolerância os casamentos mistos, mesmo com cônjuges não batizados, e os considera passíveis de bênção e fecundos espiritualmente.

⚠️Contradição com a Tradição:

Papa Bento XIV, Magnae Nobis Admirationis (1748): Condena o favorecimento de casamentos mistos, pois são “fonte de escândalo e perigo para a fé”.

Sagrada Congregação para os Sacramentos, diversas instruções até 1960: os casamentos mistos são sempre desaconselhados, permitidos apenas com dispensa rigorosa e com garantias de educação católica da prole.

O Catecismo de 1992, embora contenha trechos fiéis à doutrina, adota linguagem ambígua, e conceitos inovadores inspirados pelas doutrinas do Concílio Vaticano II, especialmente Dignitatis Humanae, Unitatis Redintegratio e Nostra Aetate, documentos que introduziram conceitos incompatíveis com o magistério constante da Igreja.

Em favor da Tradição e da reta doutrina, ponha-se em detrimento o vulgo "amarelinho" para se recomendar de modo seguro:

✅️Catecismo Romano do Concílio de Trento (1566), compilado sob São Pio V.

✅️Catecismo Maior de São Pio X.

✅️A Summa Theologiae de Santo Tomás como guia sistemático.

João Victor Delboni

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