ACONSELHAMETO PARA SOLTEIROS (AS) E CASAIS:

 Mês de Janeiro: A Virtude da Castidade ou da Santa Pureza

Continuação!!
V. Da Guarda do Coração
A modéstia dos olhos pouco nos servirá se não vigiarmos sobre o nosso coração.
“Aplica-te com todo o cuidado possível à guarda de teu coração, diz o Sábio (Pr 4, 27), porque é dele que procede a vida”
É aqui o lugar apropriado para se dizer algumas palavras sobre as amizades e, primeiramente, sobre as santas, depois sobre as puramente naturais e, enfim, sobre as perigosas.
1) Descrevendo São Paulo a corrupção moral dos gentios, enumerava entre seus vícios a falta de sentimentos e de susceptibilidade para a amizade. A amizade, segundo Santo Tomás, é mesmo uma virtude. A perfeição não proíbe se entretenham amizades, diz São Francisco de Sales; exige somente que sejam santas e edificantes, a saber, só devem ser mantidas aquelas uniões espirituais por meio das quais duas, três ou mais pessoas comunicam entre si seus exercícios de devoção, seus desejos piedosos e sentimentos nobres, tornando-se como que um só coração e uma só alma para a glória de Deus e o bem espiritual próprio ou alheio. Com toda a razão podem tais almas exclamar:
“Vede quão bom e suave é habitarem os irmãos em união” (Sl 132, 1)
São Francisco de Sales diz mais que, em tal caso, o suave bálsamo da piedade destila de coração em coração, por meio dessas mútuas comunicações, e bem se pode dizer que Deus lança Sua bênção sobre tais amizades por toda a eternidade (Filotéia, parte 3, c. 19).
Tais amizades são recomendadas pela Escritura mesma em termos eloquentes:
“Nada se pode comparar com um amigo fiel e o valor do ouro e da prata não iguala a bondade de sua fidelidade” (Eclo 6, 10)
“Um amigo fiel é um remédio para a vida e a imortalidade, e os que temem o Senhor encontram um tal” (Idem)
Mas como podeis aconselhar as amizades particulares, dirá alguém, quando elas são tão rigorosamente condenadas por todos os ascetas? Respondo: As amizades particulares são proibidas unicamente nos claustros e com toda a razão, pois é imperiosamente necessário que todos os religiosos se amem mutuamente com amor fraterno, para que haja uma vida comum clausural. Ora, num claustro, as amizades particulares podem facilmente ocasionar perturbações dessa mútua caridade, dando ocasião a invejas, suspeitas e outras misérias humanas. São Basílio não hesitou em dizer que as amizades particulares em um convento são uma sementeira perpétua de invejas, de suspeitas, de desconfianças e inimizades. O mesmo acontece nas famílias em que o pai ou a mãe tem mais carinhos para um filho que para os outros. Os filhos de Jacó odiavam a seu irmão José, porque seu pai lhe dedicava um amor especial.
Não há, além disso, nenhum motivo de se alimentar tais amizades num estado religioso, pois, num convento, onde reinam a disciplina e a ordem, todos os membros tendem ao mesmo fim, à perfeição, e não é necessário travar amizades particulares para animar-se mutuamente ao serviço de Deus e ao trabalho do aperfeiçoamento próprio.
Os que, vivendo no mundo, desejam dedicar-se à prática da virtude verdadeira e sólida, precisam, pelo contrário, de se unir aos outros por uma amizade santa e edificante, para poderem, por meio dela, se animar, se auxiliar e se estimular ao bem. Há no mundo poucas pessoas que tendem à perfeição e muitas que não possuem o espírito de Deus e, por isso, é preciso que os bons, quanto possível, evitem os que podem, impedir seu adiantamento espiritual e travam amizade com os que os podem auxiliar na prática do bem.
2) Quanto às amizades puramente naturais, deve-se dizer que elas têm seu fundamento na nossa natureza, que nos compele a amar a nossos pais, nossos benfeitores e todos aqueles em quem vemos belas qualidades e com quem simpatizamos. Esta espécie de amizade é o laço da família e da sociedade, mas facilmente degenera em amizades falsas; por exemplo, se os pais, por um carinho demasiado, toleram as faltas de seus filhos, ou se um amigo ofende a Deus para agradar a seu amigo, etc. Quanto à essas amizades, devemos notar que só são agradáveis a Deus, se as santificarmos por meio da boa intenção; por exemplo, amando a nossos pais e amigos por amor de Deus.
3) Por amizades perigosas entendem-se, em particular — as sensuais — isto é, aquelas que se baseiam sobre uma complacência sensual, sobre a fruição comum de prazeres sensuais, sobre certos dotes fúteis e vãos de espírito e coração. Essas amizades são já por si perigosas, mesmo que, no começo, nada tenham de inconveniente, e devemos guardar nosso coração desembaraçado, delas.
a) “Quem não evita relações perigosas, cai facilmente no abismo”, diz Santo Agostinho (Sermo 293). O triste exemplo de Salomão bastaria para nos encher de terror. Depois de ter sido amado tanto por Deus, servindo ao Espírito Santo de mão para escrever, travou relações com mulheres pagãs, já na sua velhice, e caiu tão profundamente que chegou a sacrificar aos deuses. Isso, porém, não nos deve estranhar, pois, será para admirar que alguém se queime, pergunta São Cipriano (De sing. cler.), permanecendo no meio das chamas?
Mas em nossas conversas, graças a Deus, não ocorre nada de mal, dirá alguém. Respondo: Todas as amizades que têm sua origem em afeições sensuais são, pelo menos, um grande impedimento à perfeição, mesmo que dessem ocasião a outras coisas. Elas, pelo menos, fazem-nos perder o espírito da oração e recolhimento interior; a alma que está presa por uma afeição natural achar-se-á corporalmente, talvez, na igreja, mas seu espírito estará se entretendo com o objeto de seu amor; perderá o amor aos Santíssimos Sacramentos, não será mais sincera para com seu confessor, temendo que ele a obrigue a romper com essa cadeia e, envergonhando-se de lhe descobrir sua afeição, não lhe dirá a causa de sua tibieza, e assim se agrava, de dia para dia, seu estado lastimoso. Ao ouvir que se fala mal da pessoa amada, se enfurece, defende-a calorosamente; descuida-se da obediência, pois, quando o confessor a exorta a renunciar a tal amizade, procura mil desculpas para não ter de obedecer.
Não é só grande a perda espiritual que se sofre com essas amizades, baseadas sobre certos dotes externos duma pessoa, principalmente se for doutro sexo; é também enorme o perigo que se corre de se perder eternamente. No começo, tais amizades parecem indiferentes, mas tornam-se pouco a pouco pecaminosas e, enfim, arrastam a alma ao pecado mortal.
“O homem e a mulher são como o fogo e a palha, diz São Jerônimo, e o demônio não cessa de soprar até irromper o incêndio” (Euseb. ad Dam., de morte Hier.)
Pessoas de diferente sexo abrasam-se por causa de grande familiaridade com a mesma facilidade como a palha atingida pelo fogo, e, em certo ponto, até com maior facilidade, porque o demônio emprega tudo quanto é apto para atiçar o fogo. Santa Teresa viu-se um dia transportada ao inferno, onde Deus lhe mostrou o lugar que lhe preparara, se não rompesse com um certo apego puramente natural a um seu parente.
b) Se sentires em teu coração, alma cristã, uma tal afeição para com alguém, não há outro remédio para te libertares dela que cortá-la resolutamente de uma vez para sempre, pois, se quiseres renunciá-la pouco a pouco, crê-me, nunca chegarás a desfazer-te dela. Essas cadeias são dificílimas de se romper e só o conseguirá quem as quebrar violentamente, duma só vez. E não venhas com a desculpa de que, até agora, nada ocorreu de inconveniente, pois deves saber que o demônio não começa com o pior, mas só pouco a pouco leva as almas imprudentes às bordas do precipício e, então, com um leve empurrão, precipita-as no abismo.
É uma máxima aceita por todos os mestres da vida espiritual de que, neste ponto, não há outro remédio que fugir e afastar-se da ocasião. São Filipe Néri costumava dizer que, nesse combate, só os covardes saem vencedores, isto é, os que fogem da ocasião. Podemos resistir aos outros vícios ficando na ocasião, diz Santo Tomás (De mod. conf., c. 14), fazendo violência contra nós mesmos; só poderemos vencer, porém, o vicio contrário à pureza, fugindo da ocasião e renunciando às afeições perigosas.
Se sentires, porém, teu coração livre e desembaraçado de tais afeições, toma todo o cuidado possível para não te emaranhares em qualquer laço, como já se tem dado com outros em razão de sua negligência. Eis o conselho que te dá São Jerônimo (Ep. ad Eust.):
“Se, no trato com alguém, notares que alguma afeição desregrada se quer apoderar de teu coração, apressa-te em sufocá-la antes de se tornar um gigante. Enquanto o leão é ainda pequeno, pode ser facilmente trucidado; uma vez crescido, tornar-se-á mui difícil e humanamente impossível”
Coisa verdadeiramente lamentável e vergonhosa seria se permitisses que fizessem, em tua presença, gracejos indecentes. Não julgues que não pecas calando-te e simplesmente ouvindo tais gracejos; se não evitares o mais depressa possível a companhia de um homem tão insolente, já cooperaste com o pecado e te fizeste réu dele. Se receberes de alguém uma carta com palavras amorosas, rasga-a imediatamente ou lança-a no fogo e não lhe dês resposta. Se, por motivo grave, tiveres de responder, faze-o então em poucas e sérias palavras, e não dês a entender que notaste as tais palavras e muito menos que achaste nelas prazer.
c) Não repliques também que não há perigo, porque a pessoa de que se trata é piedosa. Santo Tomás de Aquino diz:
“Quanto mais santas são as pessoas pelas quais sentimos afeição particular, tanto mais devemos nos acautelar, porque o alto preço que fazemos de sua virtude mais nos excita ainda a amá-las” (De mod. conf. c. 14)
O Pe. Sertório Caputo, da Companhia de Jesus, diz:
“O demônio, a princípio, nos inspira o amor à virtude daquela pessoa, depois o amor à própria pessoa, e, finalmente, nos lança na perdição”
O doutor angélico faz notar que o demônio sabe perfeitamente esconder um tal perigo: no começo não dispara seta alguma que pareça envenenada, mas só tais que excitem a afeição, ocasionando leves ferimentos do coração; em seguida, quando o amor já está aceso, essas pessoas já se não tratam mais como anjos, mas como homens de carne e sangue: trocam repetidos olhares e palavras amorosas, desejam estar muitas vezes a sós, juntas e, por fim, a piedade espiritual degenera em amor carnal.
d) São Boaventura indica cinco sinais, dos quais se pode deduzir se a afeição que a alguém nos prende é pura ou não.
Primeiro, se se entretêm conversas inúteis; inúteis são todas as que levam muito tempo.
Segundo, se ocorrem olhares e louvores mútuos.
Terceiro, se se desculpam as faltas reciprocamente.
Quarto, se aparecem pequeninos ciúmes.
Quinto, se a separação de um causa certa inquietação.
Eu ajunto ainda: Se se sente grande prazer e gosto nas maneiras ou gentileza natural da pessoa amada, se se deseja que nossa afeição seja correspondida e se não gosta que outros observem, ouçam ou falem disso.
e) Mas, mesmo as pessoas que pretendem contrair matrimônio, estarão obrigadas a sufocar a inclinação ou simpatia recíproca, suposto mesmo que seja honesta? Me perguntará alguém. Se esses futuros esposos estiverem animados de tais sentimentos, que estejam prontos a empregar todos os cuidados para tornar remota a ocasião próxima do pecado e resolvidos a nunca ofender a Deus por causa de tal afeição, não precisarão romper com ela. A experiência, porém, ensina que os mais nobres sentimentos degeneram facilmente em paixão.
Por esses motivos os teólogos exigem muita cautela com essas pessoas. Sabendo quanto o coração humano é inclinado ao pecado e quão fraco quando dominado por uma paixão, só permitem tais relações entre os jovens quando estão em idade e tem vontade séria de se casar; além disso, que não sejam travadas sem consentimento dos pais, que não se prolonguem por muito tempo e só se namorem quando estiver próximo o casamento; também lhes interditam o trato a sós, longe das vistas dos pais, grande familiaridade e tudo o que possa manchar a pureza da alma, seja por pensamentos, olhares, palavras ou gestos.
Do filho de Tobias podemos aprender como os jovens devem se preparar para o casamento. Na cidade de Ragés, na Média, vivia uma piedosa donzela, de nome Sara, filha de Raguel. Estava profundamente aflita porque sete rapazes, que sucessivamente a tinham desposado, haviam sido sufocados pelo demônio da impureza, Asmodeu, na primeira noite depois das núpcias. Ora, o anjo Rafael, que acompanhara o jovem Tobias em sua viagem a Ragés, aconselhou-o a pedir Sara em casamento. Ele, porém, a par do ocorrido com os outros homens, temia expor-se ao mesmo perigo. O anjo, porém, tranquilizou-o, dizendo:
“Ouve-me… o demônio só tem poder sobre aqueles que abraçam o estado conjugal excluindo a Deus de seus pensamentos, para satisfazerem unicamente a sua concupiscência, como o cavalo e a mula, que não têm entendimento. Tu, porém, quando receberes a Sara, entra com ela no teu quarto por três dias e três noites, guardando continência, e não te entregues a outra coisa que a oração, e então a receberás em matrimônio no temor do Senhor, levado mais pelo desejo de filhos que pela concupiscência, para que sejas abençoado e teus filhos sirvam e glorifiquem a Deus; então nada terás a temer do demônio”
O jovem Tobias seguiu esse conselho, e seu casamento foi muito abençoado por Deus.
Notemos igualmente as quatro exortações dadas a Sara por seus pais, ao se despedirem dela: primeiro, honra a teu sogro; segundo, ama a teu marido; terceiro, cuida em governar bem tua casa; quarto, porta-te em tudo irrepreensivelmente. Estes avisos devem servir de norma a todos os jovens que pretendem contrair matrimônio.
f) O que dissemos até aqui se refere ao trato com pessoas de diferente sexo. O amor desregrado pode existir também entre pessoas do mesmo sexo, principalmente se são ainda moços e existe entre eles uma familiaridade por demais íntima. A este respeito São Basílio diz o seguinte (Sermo de abd. rev.):
“Vós, que sois ainda jovens, evitai, a familiaridade com vossos iguais, pois, por meio dessas amizades, o demônio já arrastou a muitos para o inferno”
“Alguns começaram com uma afeição, na aparência santa, continua ele, mas pouco a pouco precipitou-os o demônio num lodaçal de vícios dos mais abomináveis”
Santa Ângela de Foligno se exprime de modo semelhante (Arnald. Vil., c. 04):
“Ainda que seja o amor a fonte de todo o bem, não deixa de ser igualmente a fonte de todo o mal. Não falo do amor impuro, que deve ser evitado em todo o caso, mas da inclinação, em si inocente, que facilmente pode degenerar em amor desordenado. O trato ou comércio mui assíduo com outro, com protestos de afeição, tem por consequência tornar, nocivo o amor, visto que ele prende estreitamente um coração ao outro, obscurecendo a afeição crescente cada vez mais a razão. Em pouco tempo só quererá um o que quer outro, e então não terá mais coragem de resistir ao outro quando for convidado ao mal, e, assim, se perderão ambos”
Por isso, os que se dedicam à educação da mocidade estão gravemente obrigados a ter os olhos abertos nesse ponto, e não precisam ter escrúpulos, suspeitando mal com algum motivo. Se notarem qualquer apego ou familiaridade entre dois jovens, intervenham imediatamente e conservem-nos rigorosamente separados um do outro.
g) Aqui na terra cada um de nós anda por caminhos escabrosos e em trevas, e se, por cima, ainda um anjo mau nos persegue e impele à perdição, a saber, um mau companheiro, que é pior que o mesmo demônio, como poderemos escapar ilesos? Já Platão dizia:
“Tomarás os mesmos modos daqueles com quem convives”
Segundo São João Crisóstomo, para se certificar dos hábitos de alguém, basta saber com quem ele anda, já que os amigos ou são ou fazem-se semelhantes uns aos outros. E isso por duas causas: primeiro, porque um se esforça por imitar o outro, para lhe ser agradável; segundo, porque o homem, como nota Sêneca, é inclinado a fazer o que vê os outros fazerem. Dos israelitas lemos:
“Eles se mesclaram com os gentios e aprenderam suas obras” (SI 105, 35)
Devemos, portanto, não só fugir do comércio com os devassos, diz o Sábio, mas também nos conservarmos longe de seus caminhos:
“Meu filho, não andes com eles e não ponhas o teu pé em seus caminhos” (Pr 1, 15)
Devemos evitar todo o trato com eles, suas conversas, ou presentes, com os quais procuram nos enredar em suas malhas.
“Meu filho, se os pecadores te atraírem com seus afagos, não condescendas com eles” (Pr 1,10)
“Cairá uma ave talvez no laço armado na. terra sem o chamariz?” (Am 3, 5)
O demônio serve-se dos maus amigos como de chamarizes, segundo Jeremias, para prender as almas em suas redes de pecado.
“Meus inimigos, sem motivo, prenderam-me como se prende uma ave na caça” (Jr 3, 52)
Ele diz — sem motivo — porque, perguntando-se a um tal sedutor por que aliciou sua pobre vítima ao pecado, responderá: não havia motivo; eu só queria que ela fizesse como eu. É essa exatamente a astúcia do demônio, diz Santo Efrém:
“Capturada uma alma em sua rede, serve-se dela como de uma armadilha ou negaça para prender a outra” (De rect. viv. rat., c. 22)
Fujamos, pois, a toda a familiaridade com tais escorpiões infernais como se foge da peste. Digo. Fujamos à familiaridade, isto é, não travemos amizade com homens viciosos, evitando tomar parte em sua mesa ou banquetes ou entretendo relações mais íntimas com eles. É impossível evitar todo o comércio com eles, pois então deveríamos sair deste mundo, segundo o Apóstolo (1 Cor 5, 10). Contudo, é bem possível evitar um trato mais familiar, seguindo o conselho do mesmo Apóstolo:
“Eu vos escrevi que não tenhais comunicação com eles… com um tal não deveis nem sequer comer”
Disse ainda: Fujamos de tais escorpiões, pois o profeta Ezequiel designa assim os sedutores:
“Pervertedores estão contigo e habitas com escorpiões” (Ez 2, 6)
Não ousarias, alma cristã, habitar com escorpiões, e certamente te afastarias com toda a pressa de sua proximidade. Pois assim deves evitar os amigos que dão escândalo e envenenam tua alma com maus exemplos e conversas perversas. Quanto mais estreitamente estão ligados a nós, tanto mais perniciosos se tornam.
“Os inimigos do homem são os seus domésticos” (Mt 10, 36)
Na Sagrada Escritura se diz:
“Quem se compadecerá de um encantador mordido pela serpente e de todos os que se aproximam de animais ferozes? Assim também quem se compadecerá daquele que se torna companheiro de um homem iníquo?” (Eclo 12, 13)
Se um tal homem, por motivo do perigo a que se expõe, cai em pecado e se precipita na condenação eterna, ninguém, nem Deus, nem os homens, terá compaixão dele, pois já foi advertido do perigo.
Santo Afonso Maria de Ligório-As 12 Virtudes para cada mês do ano - Volume 2

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Os segredos dum casamento feliz - São João Crisóstomo


que deves dizer à tua mulher? Diz-lhe com muita ternura: «Escolhi-te, amo-te e prefiro-te à minha própria vida. A existência presente nada é; por essa razão, as minhas orações, as minhas recomendações e todas as minhas acções destinam-se a fazer que nos seja dado passar esta vida de tal maneira, que voltemos a reunir-nos na vida futura sem qualquer receio de separação. O tempo que vivemos é breve e frágil. Se nos for dado agradar a Deus durante esta vida, estaremos para sempre com Cristo e um com o outro, numa felicidade sem limites.

O teu amor arrebata-me mais que tudo, e não conhecerei infelicidade tão insuportável como a de estar separado de ti. Mesmo que tivesse de perder tudo, de ser pobre que nem um mendigo, de passar pelos maiores perigos e de sofrer fosse o que fosse, tudo isso seria suportável desde que o teu afecto por mim não diminuísse. Só com base neste amor desejo ter filhos.»

E convém que adeques o teu comportamento às palavras. [...] Mostra à tua mulher que aprecias viver com ela e que, por causa dela, preferes estar em casa que na rua. Prefere-a a todos os teus amigos, e mesmo aos filhos que ela te deu; e que estes sejam amados por ti por causa dela. [...]

Fazei as vossas orações em comum. Ide à igreja e, ao regressar a casa, contai um ao outro o que foi dito e o que foi lido. [...] Aprendei a temer a Deus, e tudo o resto decorrerá daqui, e a vossa casa encher-se-á de inúmeros bens. Aspiremos aos bens incorruptíveis, que os outros não nos faltarão. Procurai primeiro o Reino de Deus, e o resto ser-vos-á dado por acréscimo, diz-nos o evangelho (Mt 6, 33).

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Mais do que querer e amar alguém deve-se amar a Deus pois é amando a Deus nos consagrando a ele que podemos então fazer o outro feliz. É através desse amor que podemos então levar o outro a santidade ao céu,que nos tornamos rocha prontos a enfrentar as tempestades da vida e os obstáculos que surgirem.Porque ser amado em excesso faz tão mal quanto não ser, devemos querer alguém que nos ajude a ser de Deus
💐

🎵 Marcas do Eterno 🎶

💕Antes de você entrar na minha vida
De se decidir por mim
Por minha história
Haverá de ter clareza de saber bem
Quem eu sou
Pra depois não me dizer
Ter se enganado

Eu não posso ser o que você quiser
Sou bem mais do que os seus olhos
Podem ver
Se quiser seguir comigo
Eu lhe estendo a mão
Mas não pode um só momento
Se esquecer

Sou consagrado ao meu Senhor
Solo sagrado eu sei que sou
Vida que o céu sacramentou
Marcas do eterno estão em mim

Antes do seu amor chegar
Um outro amor já me encontrou
E me envolveu com tanta luz
Que já não posso me esquecer

Se mesmo assim quiser ficar
Seja bem vindo ao meu lugar
À este coração que resolveu
Plantar-se inteiro em Deus
E hoje não quer mais se aprisionar

Só te peço que me ajude
A ser mais santo
Que por vezes me esqueça no meu canto
É que a minha santidade
Necessita solidão
Só assim minha presença
É mais saudável

Não me peça o que de mim
Pertence a Deus
Nem dê mais do que eu posso receber
Ser amado em excesso
Faz tão mal quanto não ser
Eu lhe peço que me ajude a ser de Deus💕

Fonte do texto irmã Céu Rodrigues.: https://web.facebook.com/ceu.rodrigues.353

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O caminho para um namoro santo exige especialmente 4 virtudes


caminho para um namoro santo exige 4 virtudes: maturidade, renúncia, espera e paciência.
É maravilhosa a essência do amor em todas as suas faces, mas essa experiência perfeita se torna delicada e negativa quando se desvirtua de sua realeza. Amar é dom de Deus e por isso é uma experiência tão perfeita.

Amar é um exercício complexo e encantador, no qual deixamos de viver exclusivamente o nosso tempo para entrar, esperar e compreender o tempo de alguém. E aí temos de perceber a profundidade desse sentimento; amar é, sim, entrar no tempo do outro, é entender, perdoar, estar ao lado sempre, mas não é apoderar-se das vontades alheias nem possuir as rédeas da vida do outro.

Um amor verdadeiro não afasta as pessoas, mas as aproxima; não atropela as etapas que devem ser respeitadas. Não pertencemos a ninguém, não somos propriedade ou objetos de satisfação pessoal; o namoro é, antes de tudo, momento de conhecimento. Somos templo do Espírito Santo de Deus, pertencemos somente a Ele. Amar não é acorrentar, ao contrário é libertar o outro para um mundo diferente do isolamento, da autossuficiência.

Como diz padre Fábio de Melo, “Amor humano é devolução, é restituição. E aquele que aceita qualquer coisa, também será deixado por qualquer coisa”. Somos filhos do céu, filhos da luz, merecemos o Amor em sua mais fiel essência e pureza, não podemos nos contentar com migalhas, fantasias passageiras, promessas imaturas e impensadas. Amar exige maturação, exige renúncia, espera e paciência. É saber entrar no tempo do outro e, acima de tudo, saber permitir que o outro entre em nosso tempo quando isso, de fato, valer a pena.

Diante disso, procure um amor de verdade, diferente daquele que lhe manda flores, envia mensagens e cartões apaixonados; procure um amor que seja muito mais do que isso! Procure um amor que o ajude na caminhada árdua para chegar onde todos nós devemos ir: ao céu!

Um amor que ache seu terço a pulseira mais bela, seu escapulário o seu colar mais lindo, que veja nas suas roupas (avessas ao que o mundo prega) um sinal de pureza e integridade e a ache a mulher mais bela do mundo! Compreenda que, na hora da missão, a rasteirinha toma o lugar do salto alto, que o Evangelho é o mais lindo batom que deve sempre estar em seus lábios e encontre, no seu olhar de compaixão aos irmãos, o brilho mais bonito!

Aquele que entenda que as músicas ouvidas por você são sinal de oração e ligação profunda com o seu Maior Amado: Deus; compreenda que a Missa diária não é loucura ou fanatismo, mas uma necessidade; saiba que a sua Bíblia é o que nunca falta na sua bolsa! Aquele que compreenda sua vocação e a ajude a seguir nesta vontade do Pai!

Procure um amor que entenda a importância da adoração ao Santíssimo Sacramento, muito mais que um encontro de vocês! Que veja, nos retiros e congressos, pontes que poderão levá-los ao Eterno, e não se importe em adiar passeios e viagens por isso! Acredite que a castidade é o único caminho para um namoro santo e um matrimônio enraizado na fé!

Que sejam assim, desde o início, o nosso relacionamento, baseados em princípios e valores da Palavra de Deus e nos mandamentos da Igreja, é verdade que, nem assim, serão perfeitos; sempre passarão por dificuldades, mas é mais certo ainda que estarão no caminho certo, afinal estaremos construindo em rocha firme, portanto, nada poderá derrubar o que vêm de Deus! Por mais difícil que pareça, creia que Deus está preparando seu amado! Paz e Bem!



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